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“O capitalismo fracassou”, diz Michael Moore.

24 set
Micahel Moore com Larry King.

Micahel Moore com Larry King.

Seu filme “Capitalismo: Uma História de Amor” estreiou ontem em Nova York e Los Angeles, e eis algumas respostas dadas a Larry King, da CNN:

LK: Esse filme é o ápice de sua carreira?

MM: Não. Comecei há 20 anos mostrando que a General Motors tomava decisões contrárias a ela e ao povo americano. A questão se resume a “seguir a pista do dinheiro”. Dinheiro é poder. E neste momento, Larry, um por cento da população tem mais dinheiro do que os 95% que estão no fundo.

LK: Você faz parte desse um por cento?

MM: Acho que não, mas mesmo se fizesse, tenho a responsabilidade moral com os restantes de fazer documentários. E isso eu faço bem.

LK: Mas na prática…

MM: Pelo menos tento… que o bolo seja dividido por todos e não apenas por alguns, enquanto a maioria pega as migalhas.

LK: Você afirma que o capitalismo é um fracasso?

MM: Sim. O capitalismo é um fracasso. Eu nem precisaria dizer isso diante do que aconteceu no ano passado. Cairam por terra o mercado livre, a empresa livre e a competição. Eles perderam o nosso dinheiro e sairam correndo por ajuda federal, foram pedir mais dinheiro nosso, foram buscar o que se busca no socialismo. E eu que pensava que capitalismo era nade-ou-afogue-se. Que aqueles que se davam bem subiam, e aqueles que investiam mal, ou não administravam bem o seu negócio, iam para o fundo. Wall Street fez todos os tipos de apostas, e apostas em cima de apostas, e depois correu por ajuda.

LK: Você começou a filmar antes da queda de Lehman Brothers.

MM: Sim.

LK: A queda do mercado de ações fez você mudar a direção do filme?

MM: O sistema é intrinsicamente corrupto. Não há democracia na nossa economia. Aquele um por cento domina Wall Street e controla a economia.

LK: Eles não querem ver a economia bem? Eles não querem que as pessoas…

MM: Querem.

LK: Eles não querem que as pessoas tenham dinheiro para comprar os produtos? Não fez sentido que eles queiram as pessoas desempregadas.

MM: Por incrível que pareça, sim.

LK: Por que?

MM: Vou lhe contar o porquê. Porque a folha de pagamento é a maior despesa. Como você nota nos últimos meses, o desemprego aumenta e a bolsa de valores aumenta. Wall Street gosta.

LK: Você quer dizer que o investidor é mais importante que o funcionário?

MM: Sim, o investidor – e eles querem investidores de curto-prazo, lucro rápido e agora. Mas a longo-prazo, veja o que aconteceu. Há 20 anos eu estava falando da General Motors.

LK: Eu lembro.

MM: E naquele ano a General Motors teve um lucro de 4 bilhões. E eles haviam mandado embora 30 mil funcionários. Agora, por que você manda toda essa gente embora ao mesmo tempo que obtém lucros de 4 bilhões? Isso é uma loucura. Mas eles pensaram apenas em aumentar a lucratividade. Talvez levar as fábricas para o México e passar para um lucro de 4,2 bilhões. E eles não param de pensar nisso. Mandando embora essas pessoas, Larry, esses se livram das mesmas pessoas que compram os carros.

Citibank foi salvo.

24 nov

O governo americano salvará o Citigroup com um pacote de ajuda enorme.

Serão garantidos US$300 bilhões em depósito e haverá uma injeção de USS$20 bilhões em capital.

Uma hora e meia após a abertura do pregão de Wall Street, as ações do Citigroup estavam sendo negociadas a US$6,11, ou seja, 61,57% acima do fechamento de sexta-feira.

Antes que a semana comece…

23 nov
  • O preço da gasolina nos postos americanos está a menos de U$2,00 o galão, em média. Ou seja, menos de R$1,29 o litro. Há dois meses estava o dobro.
  • As compras em dinheiro vivo aumentaram. Os americanos estão deixando os cartões de crédito nas carteiras para evitar o descontrole. É cash ou cartão de débito, informam Wal-Mart, Target, J. C. Penney e outros varejistas.
  • Os varejistas estão desconfiados que as vendas da Sexta-Feira Negra (dia 28 próximo) serão fracas. Dizem que os descontos já estão sendo dados durante o mês de novembro, como reação às vendas em baixa.
  • Para fugir à crise, muita gente se refugiou na fantasia: o filme “Twilight“, a coqueluche desses dias, faturou US$70,6 milhões no fim de semana. Estreiará no Brasil no dia 19 de dezembro. Título: “Crepúsculo“.
  • Wall Street começa a semana com uma dúvida atroz: os ganhos de sexta-feira foram nuvens passageiras ou se confirmarão?
  • A General Motors teme que se declarar bancarrota os consumidores evitarão ainda mais os seus veículos. As linhas Chevrolet e Cadillac já estão sentindo o efeito negativo das manchetes.
  • O diabetes está custando US$218 bilhões por ano aos Estados Unidos, em custos médicos diretos com insulina e pílulas para controle do açúcar no sangue, até amputações e hospitalizações, mais custos indiretos como perda de produtividade, invalidez e aposentadoria precoce.

    "Hope", foto do arquivo da casa.

    "Hope", foto do arquivo da casa.

Montadoras automobilísticas não terão ajuda do governo.

13 nov

Não haverá votos suficientes no Senado, reconhecem democratas, que são os defensores da idéia.

A situação se complica porque vários senadores republicanos, derrotados nas eleições, estão de saída e não quererão apoiar uma moção democrata. Alguns especialistas do setor acham que pelo menos uma das três grandes montadoras – GM, Ford e Chrysler – quebrará até que Barack Obama tome posse.

O Presidente Bush em discurso hoje em Wall Street advertiu os líderes mundiais e Barack Obama “para não tirar as lições erradas da crise econômica e regular em demasia os mercados e assim atravancar o livre comércio.

Mais aqui no New York Times.

Nenhuma empresa jamais teve esses ganhos: Exxon-Mobil lucra US$14,8 bilhões no terceiro trimestre.

30 out

O lucro é 58% maior do que no mesmo período em 2007.

Os números foram responsáveis pelo começo positivo do pregão de Wall Street esta manhã.

Crônica de uma presidência anunciada.

23 set

 

Quem herdará uma economia caótica?

Obama ou McCain terá que lidar com a herança de Bush.

Para Howard Fineman, em seu artigo no MSNBC.com, a satisfação de ganhar a eleição presidencial está estragada, “porque o bolo já assou“.

“O script de política externa já está escrito: terminar o trabalho no Iraque, parar de atormentar o Irã e Hugo Chavez, e manter a Rússia calma”, escreve Fineman.

“E agora, após duas semanas de temores econômicos e resgate de empresas, seu papel doméstico também está delineado. Para o presidente eleito, restará navegar o vasto e estonteante novo mundo econômico que Henry Paulson e Ben Bernanke criarem”, ele continua.

“Sempre uma presidência tem que lidar com as consequências da presidência anterior, mas o caso em questão é inédito.”

“Obama já disse que manterá Paulson, nem que seja apenas para aprender como lidar com a nova máquina.”

“O maior fundo de riqueza soberano do mundo estará nas mãos do governo americanos, isto é, estará nas mãos de burocratas que já não têm a o poder de outrora. Nova York perdeu sua primazia para Washington.” 

A culpa é de nossa ganância, loucura e incompetência. Arruinamos o que conquistamos em cem anos: a credibilidade de Wall Street e do dólar. Virão mais impostos, menos gastos e a redução de planos audaciosos.”

“O papel do novo presidente está decretado. Ele terá que fazer tudo parecer excitantante. Já fizemos isso antes. Tudo que precisamos é de liderança.”

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