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Rússia firma posição contra sanções unilaterais para o Irã.

13 mai

O chanceler russo, Sergei Lavrov, deu hoje um recado claro ao governo americano: “não podem ser aplicadas sanções unilaterais a um país que já recebe sanções do Conselho de Segurança da ONU, sob nenhuma circunstância”.

Os Estados Unidos e a Rússia, junto com os outros membros do Conselho de Segurança, estão discutindo uma quarta rodada de sanções ao Irã por suas atividades nucleares. O governo iraniano vem reagindo às sanções afirmando que são “inválidas”, segundo a Voice of America online.

Estados Unidos aceitam proposta do Irã para negociar, sem condições.

11 set

Negociar diretamente com o Irã corresponde a colocar um alto representante do governo americano na mesma mesa com correspondente representante do Irã, pela primeira vez desde 1979, ano da Revolução Iraniana, segundo o New York Times.

Os conservadores certamente reclamarão que é ingênuo negociar com o Irã incondicionalmente, enquanto os defensores dos direitos humanos dirão que será a legitimização de um governo que manipulou as eleições presidenciais e esmagou os protestos.

“Havendo conversações, traremos à baila a questão nuclear”, disse o porta-voz do Departamento de Estados, Philip J. Crowley.

Participarão também das conversações a Inglaterra, a França, a Rússia, a China e a Alemanha.

Crowley disse ainda que os Estados Unidos também querem negociar diretamente com a Coréia do Norte sobre o seu programa nuclear.

O nosso verão do norte.

17 ago

 

Uma menina mergulha num lago perto de São Petersburgo, Rússia.

Uma menina mergulha num lago perto de São Petersburgo, Rússia.

O verão no hemisfério norte está no auge.

Aqui está uma bela série de fotografias da MSNBC.

 

Tempestade de verão no sul de Londres.

Tempestade de verão no sul de Londres.

Nova gafe de Joe Biden atinge os russos.

26 jul

 

Biden foi à Ucrânia e à Geórgia na semana passada(Foto de Zurab Kurtsikidze).

Biden foi à Ucrânia e à Geórgia na semana passada(Foto de Zurab Kurtsikidze).

Obama sopra e Biden morde.

 

Num momento em que o Pres. Obama procura com sucesso recuperar a boa-vontade dos russos para destruir armas nucleares, e desenvolver novas relações de paz e desenvolvimento, vem Joe Biden e joga um balde de água fria nos russos.

Para agradar ucranianos e georgianos, a quem visitava, Biden disse que os russos querem negociar porque estão em posição de desvantagem.

“Eles têm uma base populacional em decréscimo, uma economia que definha, um setor bancário e estrutural que não se aguentará nos próximos 15 anos; eles estão numa situação de que o mundo está mudando antes deles e se agarram a um passado que não os pode sustentar”, disse Biden.

Todo mundo sabe disso, mas o vice-presidente americano não pode dizê-lo de público.

Desarmando e armando.

30 mai

Uma fábrica ao contrário foi construída na Rússia com a ajuda de US$1 bilhão americanos para destruir armas químicas que a antiga União Soviética havia armazenado.

É a maior instalação no mundo para destruir armas químicas, e é um marco no esforço conjunto da Rússia e dos Estados Unidos para o desarmamento. A inauguração foi ontem em Shchuchve, na Sibéria.

Por outro lado, o secretário de defesa americano Robert Gates advertiu a Coréia do Norte seriamente, esta manhã, em Cingapura, que os Estados Unidos responderão imediatamente se a Coréia do Norte ameaçar a América ou seus aliados asiáticos.

Robert Gates esta manhã em Cingapura.

 

Obama não estará fazendo escolhas arriscadas?

19 nov

Quem faz esta pergunta é Steve Clemons em artigo no CNN.com.

As escolhas podem ser arriscadas, mas também podem ser brilhantes. Vamos à argumentação de Clemons:

Se a presença de Hillary Clinton no governo se constituir em fator de brigas e desentendimentos, será porque Obama está confuso, iludido, auto-destrutivo ou deixou a presidência lhe subir à cabeça.

Caso contrário, a escolha é brilhante, brilhante, brilhante.

O mesmo se aplica à escolha do encrenqueiro Rahm Emanuel, da manutenção do desleal Joe Lieberman, e da possivel continuação do bushista Robert Gates no Ministério da Defesa.

Mas o maior dilema é Hillary Clinton.

Obama poderá estar imitando o que George Bush fez com Colin Powell, seu principal rival dentro do Partido Republicano. Neutralizou-o fazendo-o Secretário de Estado, ao mesmo tempo que utilizava sua sagacidade militar.

Hillary ficaria satisfeita com o cargo, teria um lugar na História, e seria neutralizada como rival caso as eleições de 2010 não dêm bons resultados para os democratas.

Genial. Obama estaria também trazendo para seu governo alguém que se mostrou favorável ao Presidente Bush boicotar a abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing por violação dos direitos humanos, alguém que apoiou a invasão do Iraque, alguém que acredita mais no porrete do que na diplomacia, alguém que já mostrou que sacrificiaria interesses árabes a favor de Israel.

Obama, ao contrário, declarou que se encontraria com os líderes mundiais mais encrenqueiros, que queria uma mudança de estratégia, e que queria evitar o “tipo errado de experiência“, implicitamente colocando os Clintons no passado e despreparados para o futuro. David Axelrod, estrategista de Obama, chegou a ligar Hillary Clinton à morte de Benazir Bhutto por não se opor a beligerância de Bush.

Apesar de tudo, pode ser um golpe de mestre de Obama, do tipo “quem não arrisca não petisca“.

À esta altura, Hillary certamente já percebeu que a nova estrela do universo político americano não deverá ter seu governo posto em cheque, mesmo com uma derrota em 2010. E mais: morrer como senadora de Nova York não é exatamente o seu sonho.

Outras vantagens: Hillary é cê-dê-efe e inteligente. Entende de micro-crédito, fez campanha e perdeu para conseguir um plano de saúde para todos, mas refez o plano e relançou-o nas primárias. Ela lança idéias, coloca-as em cheque e as relança. Ela é tenaz. Se Obama quer uma mudança de estratégia no Irã, Israel-Palestina, Síria, Cuba, Rússia e noutros desafios, ela é a pessoa certa.

Ao contrário de Bush, que cedeu a política externa para Cheney, Obama pretende ser o seu próprio Secretário de Estado, focado em redesenhar o contrato social global dos Estados Unidos. Será uma revolução, e para isso Hillary Clinton poderá ser a companheira ideal.

Aqui todo o artigo de Steve Clemons.

Vou ficar de Olho.

"Vou ficar de olho".

Sarkozy pede uma pausa no escudo anti-míssil.

14 nov

O presidente francês propôs que se pare com a corrida armamentista que o escudo anti-míssil está disparando.

Sarkozy propôs ainda que seja feito uma reunião de cúpula no verão europeu no qual Estados Unidos, Rússia e Europa façam um acordo de segurança de longo prazo.

Ele chegou a dizer que o escudo anti-míssel não ajudará em “nada” a segurança européia.

As declarações de Sakorzy foram feitas durante uma reunião de cúpula Europa-Rússia, na cidade francesa de Nice.

Nicolas Sakorzy e Dmitri Medvedev hoje em Nice.

Nicolas Sarkorzy e Dmitri Medvedev hoje em Nice.

Obama é só ouvidos, por enquanto.

14 nov

Todos dão conselhos para Obama. Até o Talibã.

O telefone não pára de tocar. É Medvedev, é Lula, e são conselhos sobre o Irã, a Geórgia, Israel… Todos ligam e opinam.

Obama é todo ouvidos, mas ações apenas depois do dia 20 de janeiro. 

O Talibã mandou uma mensagem para que “pare com as políticas do partido da oposição, os republicanos, e retire suas tropas do Afeganistão e do Iraque”.

Há também os recados indiretos: a Coréia do Norte avisou que não vai permitir que inspetores internacionais retirem solo e rejeitos nucleares da sua usina; o Irã informou que testou mísseis de longo alcance capazes de atingir o sul da Europa; e a Rússia reiteirou que não quer o escudo anti-mísseis na Polônia e República Tcheca

Mais no New York Times.

 

Orelhas não faltam. Charge de Daryl Cagle.

Orelhas não faltam. Charge de Daryl Cagle.

Presidente Medvedev, da Rússia, quer encontrar logo com Obama.

13 nov

 

Dmitri Medvedev.

Dmitri Medvedev.

Ele vê novas oportunidades de entendimento e cooperação com o novo presidente americano, e deixar para trás a crise da Geórgia.

 

Rússia não é a União Soviética“, disse Medvedev.

Dmitri Medvedev estará na reunião do G-20 em Washington neste fim de semana e defenderá sua proposta para reformas nos mercados financeiros mundiais.

Mais no Financial Times.

Crônica de uma presidência anunciada.

23 set

 

Quem herdará uma economia caótica?

Obama ou McCain terá que lidar com a herança de Bush.

Para Howard Fineman, em seu artigo no MSNBC.com, a satisfação de ganhar a eleição presidencial está estragada, “porque o bolo já assou“.

“O script de política externa já está escrito: terminar o trabalho no Iraque, parar de atormentar o Irã e Hugo Chavez, e manter a Rússia calma”, escreve Fineman.

“E agora, após duas semanas de temores econômicos e resgate de empresas, seu papel doméstico também está delineado. Para o presidente eleito, restará navegar o vasto e estonteante novo mundo econômico que Henry Paulson e Ben Bernanke criarem”, ele continua.

“Sempre uma presidência tem que lidar com as consequências da presidência anterior, mas o caso em questão é inédito.”

“Obama já disse que manterá Paulson, nem que seja apenas para aprender como lidar com a nova máquina.”

“O maior fundo de riqueza soberano do mundo estará nas mãos do governo americanos, isto é, estará nas mãos de burocratas que já não têm a o poder de outrora. Nova York perdeu sua primazia para Washington.” 

A culpa é de nossa ganância, loucura e incompetência. Arruinamos o que conquistamos em cem anos: a credibilidade de Wall Street e do dólar. Virão mais impostos, menos gastos e a redução de planos audaciosos.”

“O papel do novo presidente está decretado. Ele terá que fazer tudo parecer excitantante. Já fizemos isso antes. Tudo que precisamos é de liderança.”

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