Barack Obama estava na fase de pretender ser o candidato democrata à presidência quando declarou: “Estou nesta disputa porque não quero passar a campanha com a briga dos Estados Unidos vermelho e dos Estados Unidos azul: eu quero ser o líder dos Estados Unidos da América”.
“Está conseguindo?”, pergunta Paul Krugman, em artigo no New York Times.
“Não”, ele mesmo responde, “porque, como no tempo de Bill Clinton, a direita enraivecida aproveita qualquer oportunidade ou chavão gritado pelo complexo direitista das rádios, para tentar tirar a legitimidade de sua presidência”.
Os ataques ao presidente não têm nada a ver com sua agenda. São vazios.
Sarah Palin criou os “painéis da morte”, para atacar a reforma da saúde, e deu uma palavra de ordem para os direitistas cristãos acusarem o plano de ser pela eutanásia. Mas ela se esquece, assim como Newt Gingrich, que eles eram a favor de “diretivas avançadas”, no caso de uma pessoa incapacitada ou em coma. Até figuras republicanas consideradas moderadas aderiram à mentira.
Um deles é o Sen. Chuck Grassley, que disse que o tumor do Sen. Kennedy não seria tratado convenientemente sob o plano de Obama, “traçado para gastar dinheiro com pesssoas que possam mais contribuir para a economia”.
A situação parece pior do que quando Bill Clinton tentou fazer a mesma reforma, porque agora o Partido Republicana não tem mais liderança, a não ser Rush Limbaugh.
Resta saber como o Pres. Obama lidará com a morte de seu sonho de bipartidarismo. Por enquanto, sua administração está paralisada pelo choque.
Acho que nos últimos dias o presidente melhorou em suas explicações sobre seu plano.
Mas ele precisa adicionar paixão e raiva ao seu discurso.
Fará? Temos que esperar para ver.
O ex-Secretário de Estado Colin Powell culpou esta noite no programa de Larry King a imaturidade do Prof. Henry Louis Gates Jr. e do Sarg. James Crowley pelo episódio que culminou com a prisão do professor.

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