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Número de homicídios no Rio, São Paulo e Recife caiu na última década.

8 set

De 2000 a 2009, São Paulo foi a cidade dentre as três que teve uma queda maior no número de homicídios por cada cem mil habitantes:

——————————–Ano 2000                        Ano 2009————————————

São Paulo:                                      51                                       11

Rio de Janeiro:                             47                                       33

Recife                                      68 (ano 2004)                        51

No entanto, entre 2008 e 2009, a Zona Leste de São Paulo e o Centro do Rio de Janeiro, tiveram aumento dos índices de homicídios alarmantes: 17,6% e 15,7%, respectivamente. Nesse mesmo período, o bairro de Santo Amaro, no Recife, teve uma queda de 38,1% desse índice.

Entre 2008 e 2009, tomando-se em consideração todo o território de cada uma dessa cidades, o Recife teve uma queda de 16,5% e São Paulo 2,5% no número de homicídios, enquanto o Rio de Janeiro teve um aumento de 4,2%.

Ainda entre 2008 e 2009, o número de furtos aumentou nessas três cidades brasileiras. São Paulo lidera o aumento com 15,7%, seguida de Recife(5,1%) e Rio(1,79%). O número de roubos diminuiu em Recife(-12,5%) e no Rio(-5,2%), mas aumentou em São Paulo(13,5%). E a tendência se mostra a mesma em roubo de veículos: em São Paulo aumentou 13%, enquanto diminuiu em Recife(-22,2%) e no Rio(-15,6%).

Levando-se em consideração todos os dados da pesquisa acima, os crimes contra a pessoa estão diminuindo em São Paulo com maior velocidade do que no Rio e no Recife, mas os contra o patrimônio apresentam uma tendência contrária.

Veja aqui o infográfico na revista Época, segundo a qual a taxa de homicídios continua acima do limite considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS)..

Mais de um bilhão e meio de pessoas vivem sem eletricidade no mundo.

23 abr

Durante o Dia da Terra muita gente discute como economizar eletricidade, mas a realidade para 1,6 bilhões de pessoas é outra: não têm eletricidade em suas casas e aldeias; a maioria na África e no sul da Ásia.

Em 2030, a população da terra deverá ser de 8 bilhões, e haverá 1,3 bilhões de pessoas sem eletricidade, segundo o MSNBC.

Na década de 50, havia muita falta de luz no Rio de Janeiro. Todos se lembram da marchinha: “Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”.

A tsunami carioca.

8 abr

Nesse três primeiros meses de 2010, as tragédias se amontoaram pelo mundo. A diferença está entre estar ou não preparado. As favelas – sempre as favelas – são um estorvo para preparar o Rio de Janeiro para esse tipo de ameaça meteorológica. O problema da habitação irregular cresceu demais para poder haver uma regressão. As ruas secarão, e tudo voltará a ser como antes.

Parabéns, Rio de Janeiro!

2 out

Os brasileiros e os cariocas em especial estamos orgulhosos do dia de hoje.

Uma proposta desse porte exige competência, e isso sobrou aos que a prepararam.

O Rio ganhou de três cidades do primeiro mundo, duas delas dos países de maiores economias no mundo, Estados Unidos e Japão.

Isso certamente aumentará a auto-estima do brasileiro e trará soluções para áreas de maior carência, em especial segurança pública.

Um dia feliz, esse 2 de outubro de 2009!

Atualizado: Leitores da CNN acham mais ainda que o Rio de Janeiro será escolhido.

1 out

Hoje de manhã, 09:15 hs. de Brasília, era o seguinte o resultado:

Chicago 35% 33763
Tokyo 10% 9458
Rio de Janeiro 46% 43698
Madrid 9% 8870
Total Votes: 95789

O Rio subiu para 46%, com um total de 95.789 votantes.

Até às 23:30 hs.(de Brasília), 9.609 leitores do site da CNN haviam respondido à pergunta:

“Que cidade você acha que será escolhida para as Olimpíadas de 2016?”

Chicago                   –      37%

Tóquio                     –      11%

Rio de Janeiro          -       41%

Madri                       –        11%

Dá-lhe, Rio!!!

O Golpe de Ponzi.

21 dez

A fraude que no Brasil é conhecida como “pirâmide”, nos Estados Unidos se chama “o golpe de Ponzi”.

O imigrante italiano Carlo Ponzi aplicou a pirâmide em Boston, Estados Unidos, no começo do século passado. Foi preso e terminou a vida pobre, em 1949, num hospital de caridade do Rio de Janeiro.

Pirâmide ou Golpe de Ponzi,  Bernard Madoff é o responsável pela maior fraude da história do mundo – US$50 bilhões – e os detalhes que estão aparecendo são estarrecedores. Diante de seu golpe audacioso, Ponzi ficaria ruborizado.

As pirâmides, em geral, têm vida curta. Em semanas o esquema estoura, como aconteceu com Ponzi e outros fraudadores. O golpe de Madoff durou 17 anos.

No começo, ele arrebanhava investidores em country clubs e obras de caridade. Seu número crescia sempre devido às informações positivas sobre os resultados. Madoff fazia mistério e fingia trabalhar com um grupo de investidores pequeno, mas “sempre encontrava um meio de deixar os interessados entrarem”. Sem eles a fraude não teria continuado.

Durante todo esse tempo ele conseguiu alimentar o golpe, até que com a crise financeira mundial, foi obrigado a confessar que o que fazia era simplesmente manter o pagamento de alto retornos com a entrada de dinheiro novo. Uma simples e colossal pirâmide.

“Jamais aconteceu algo igual, com características globais” declarou Mitchell Zuckoff, autor de “Ponzi’s Scheme: The True Story of a Financial Legend” (“O Golpe de Ponzi: A Verdadeira História de um Mito Financeiro”). “Isto comprova o que já sabemos sobre o mundo: as barreiras cairam; o dinheiro não tem fronteiras, nem limites.”

As autoridades dizem que US$50 bilhões desapareceram de uma hora para outra do bolso de instituições e particulares de todo o mundo. De Long Island, Palm Beach, Emirados Árabes, Europa… Antes de evaporarem financiaram a vida de nababo de Madoff, no apartamento de Manhattan, na casa de praia dos Hamptons, na pequena vila de Cap d´Antibes na Riviera Francesa, no escritório de Mayfair em Londres, e nos iates em Nova York, Flórida e Mediterrâneo.

Madoff começou aos 22 anos a transacionar com ações. Foi o primeiro a perceber que a informática faria do comércio mobiliário uma cornucópia. Não conheceu limites na sua ânsia de poder e dinheiro. Doava para obras de caridade judias, era admitido como membro, e tornava-se depois o administrador financeiro. Algumas dessas instituições relutavam em passar-lhe o dinheiro diante da sua negativa em dar informações básicas que as fizessem confiar em Madoff.

O Oak Ridge Country Club em Hopkins, Minnesota, é frequentado por uma comunidade judia rica. Poucos ali escaparam das garras de Madoff. Uma das vítimas, que pediu ao New York Times para que seu nome não fosse divulgado, perdeu dezenas de milhões de dólares. “Alguns perderam tudo”, ele disse. “Todos pensavam que investir com Madoff fazia-os importantes; consideravam-se parte de um clube exclusivo.”

“Ele e sua mulher, Ruth, eram considerados fora de série”, disse um outro. “Sucesso, filantropia, estima – e se você tinha a sorte de ser seu investidor, dinheiro. Ele era visto como alguém que podia fazer dinheiro para você – dinheiro de verdade.”

Membros da Sinagoga da Quinta Avenida, um grupo de pessoas muito ricas de Nova York, perderam fortunas com  Madoff. Com a divulgação da fraude, alguns têm lançado sua ira de perdedores também contra aqueles que os levaram a investir com Madoff. Um deles é Ezra Merkin, dono do Fundo Ascot, que direcionou milhões de dólares de seus clientes para Madoff. Pela televisão, Mortimer Zuckerman, dono do jornal Daily News, disse que suas obras de caridade perderam US$30 milhões por causa do Fundo Ascot.

Madoff captou dinheiro de gente rica de todo o mundo, não apenas de judeus, utilizando outros fundos, como o Fairfield Greenwich Group, de Walter M. Noel, cuja mulher, Monica, é da família Haegler do Rio de Janeiro.

Competidores de Madoff que tentavam imitar seus métodos e viram que era impossível, ficavam suspeitosos. Houve um pequeno banco austríaco, o Bank Medici, que praticamente tinha todo o seu dinheiro, US$2,1 bilhões, com Madoff. “Isso é uma tragédia”, disse o seu presidente Mr. Scheithauer. “Mas não somos apenas nós, outras pessoas também. Se soubéssemos… ele vinha nos pagando direito até há pouco tempo atrás”.

As vítimas futuras iam se acumulando: bancos italianos, suiços, espanhóis, cingapurianos, coreanos, tailandeses, chineses…

Mas, de uma hora para a outra, todos queriam o dinheiro, e estava chegando ao fim a a primeira grande fraude do mundo globalizado. Os filhos de Madoff, que trabalhavam com ele, ouviram-no reclamar que estava com dificuldades para levantar US$7 bilhões para cobrir saques.

No dia 10 de dezembro, ele os chocou de novo ao sugerir que a firma pagasse alguns milhões de dólares de bônus com dois meses de antecedência. Eles pressionaram o pai para dar um motivo. Ele ficou agitado e insistiu que todos fossem para seu apartamento discutir o assunto.

“É tudo um grande mentira”, confessou Madoff. “Uma pirâmide. Não sobrou nada e eu deverei ser preso”.

Um velho amigo quando soube da prisão do fraudador disse: “Alguma coisa está errada, não pode ser o Bernie Madoff que conheço… mas não existe outro Bernie Madoff”.

A língua inglesa, que passará a ter um milhão de palavras em 2009, bem poderia aproveitar a ocasião e tirar Carlo Ponzi da condição incômoda, e em honra dos tempos globalizados, passar a chamar a pirâmide de O Golpe de Madoff. Ele merece.

“Viva o Povo Brasileiro”.

27 jul
João Ubaldo Ribeiro.

João Ubaldo Ribeiro.

Os portugueses, criadores da nossa língua, distinguem esse ano o autor de “Viva o Povo Brasileiro”, o baiano João Ubaldo Ribeiro, com o Prêmio Camões, o mais importante para escritores de língua portuguesa. Leia o que eles dizem através de artigo no Expresso de Lisboa.

Nesse vídeo quase-etílico, João Ubaldo fala sobre a língua portuguesa e a cultura dos botecos, no bairro do Leblon, Rio de Janeiro. “Acho grave que a gente importe hoje em dia a sintaxe do inglês, como no caso da substituição da construção castiça portuguesa “eu sairei” pelo futuro composto inglês “eu vou sair”, ou pior ainda “eu vou ir”. Por outro lado, se a língua não sofresse modificações nós estaríamos falando latim até hoje.” 

Magister dixit…

Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro.

Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro.

Sabedoria Não Envelhece.

19 jul

Descobriram um texto inédito de Eça de Queirós. Um texto de 1892 para comemorar o sesquicentenário da descoberta da América por Cristóvão Colombo, mas que tem a atualidade de toda obra que é fruto da inteligência. Vai aí o texto, através da página na Internet do jornal Expresso, de Portugal. Condensa em 25 parágrafos a história dos descobrimentos e de suas consequências funestas para a economia e o psiquismo de Espanha e Portugal.

A pesquisadora literária brasileira Prfa. Elza Miné, foi quem encontrou o texto inédito num exemplar da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro. Essa crônica estava perdida porque não fez parte posteriormente de nenhum livro de Eça. Vale a pena ler também o artigo do Expresso que acompanha o texto queirosiano.

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