
O sorriso é revelador. É campeão!
Vitória do governo Obama tem sido perseguida por presidentes americanos desde Roosevelt, há cem anos.
Foi uma batalha de um ano, que culminou hoje com a votação favorável, depois de manifestantes anti-reforma terem xingado com epítetos raciais e anti-gays os deputados democratas.
Não houve nenhum voto favorável dos deputados republicanos.
Um dos pontos que dividiu os deputados de ambos os partidos, foi o aborto. A pressão da Igreja Católica foi tremenda contra a lei.
A Igreja Católica é defensora da vida. Apenas dos fetos. Morte por guerras, fome, e morte psicológica, como das vítimas de pedofilia, a Igreja Católica aprova.
Uma coalizão de freiras mandou carta ao Senado em apoio à lei, segundo o Seattle Times.
“Concordamos que não deve haver financiamento federal para o aborto, lemos a lei e não encontramos esse tipo de financiamento lá”, disse a Irmã Simone Campbell, diretora executiva do grupo.
Os bispos católicos haviam declarado oposição à lei porque, segundo ele, continha a possibilidade de financiamento federal ao aborto.
Para ela, “a reverência pela vida que dá suporte à luta contra o aborto, é a mesma que apoia a nova lei”.
Trinta milhões de americanos deverão ser beneficiados pela reforma, que parece estar assegurada.
O presidente Barack Obama declarou hoje que “isso fará uma diferença enorme para as famílias, os idosos, para as empresas e para o país em geral”.
Mas ainda faltam duas outras votações, amanhã e depois de amanhã, em que os democratas terão que contar com todos os seus 60 votos. E a votação final, que se espera para a noite de natal, onde maioria simples selará a aprovação final da lei.

A Associação Médica Americana deu hoje o seu apoio à lei.
Os democratas precisaram de seus 60 votos, dois deles conseguidos na última hora, para aprovar a condução do projeto da reforma da saúde americana para o debate.

A Sen. Blance Lincoln, do Arkansas, foi o último voto conseguido.
Aquele que forçou a sua entrada no Senado americano, toma posição a favor da “opção governamental” na reforma da saúde, e poderá se tornar um estorvo no caminho de Obama e dos democratas.
O Sen. Roland Burris disse que não apoiará uma lei que não contenha a opção governamental, passando de figurante a personagem nesta disputa.
E já disse que não negocia: “Represento 13 milhões de habitantes de Illinois que precisam ser ouvidos nesta questão”.
A liderança democrata, que até agora simplesmente ignorava Burris pela maneira duvidosa que conseguiu a indicação à vaga de Obama através do ex-Gov. Blagojevich, terá que negociar este voto de qualquer forma.
Mais no MSNBC.

Hoje de manhã o presidente americano declarou que não reduzirá as tropas no Afeganistão. Aumentará? Ontem ele disse que não sabe, segundo o New York Times.
Se aumentar, escalará uma guerra cujas chances de vitória estão longe, assim como o objetivo de defender os Estados Unidos de ataques da Al-Qaeda, que, ao que tudo indica, quase não tem mais operações a partir do Afeganistão.
Hoje a guerra completa oito anos. O número de mortes está aumentando, e mais tropas significará mais baixas em ambos os campos.
Essa questão irá mostrar o bom senso de Obama, e sua coragem, caso ele não prefira ficar em cima do muro.
As eleições de 2010 darão a resposta popular às soluções que Obama der a esta guerra, o aumento do déficit, o medo do inchaço do governo, o resultado final da reforma da saúde, mas principalmente do índice do desemprego, que está em 9,8%, o mais alto em 26 anos, segundo o Wall Street Journal.
Economistas e especialistas acham que o Partido Democrata está se mostrando fraco na questão do combate ao desemprego.
Dois em cada três americanos que assistiram o discurso de Obama sobre a reforma da saúde favorecem a reforma, segundo pesquisa CNN/Opinion Research Corporation.
O resultado – 67% contra 29% – é o mesmo conseguido por Bill Clinton em 1993, sobre o mesmo assunto. Deve-se também levar em consideração que a maioria das pessoas que assistiram o discurso é democrata.
Enquanto isso, o Vice-Presidente Joe Biden declara-se otimista sobre a aprovação do plano “antes do Dia de Ação de Graças“.
Vejam só as notícias incongruentes desta manhã:
O calor de agosto, as férias, e o trabalho incessante dos lobistas, estão mexendo com a cabeça de todos.
Esperamos que o Pres. Obama espere passar a tormenta e haja duro, com a autoridade que lhe deu o povo através do voto.
Barack Obama estava na fase de pretender ser o candidato democrata à presidência quando declarou: “Estou nesta disputa porque não quero passar a campanha com a briga dos Estados Unidos vermelho e dos Estados Unidos azul: eu quero ser o líder dos Estados Unidos da América”.
“Está conseguindo?”, pergunta Paul Krugman, em artigo no New York Times.
“Não”, ele mesmo responde, “porque, como no tempo de Bill Clinton, a direita enraivecida aproveita qualquer oportunidade ou chavão gritado pelo complexo direitista das rádios, para tentar tirar a legitimidade de sua presidência”.
Os ataques ao presidente não têm nada a ver com sua agenda. São vazios.
Sarah Palin criou os “painéis da morte”, para atacar a reforma da saúde, e deu uma palavra de ordem para os direitistas cristãos acusarem o plano de ser pela eutanásia. Mas ela se esquece, assim como Newt Gingrich, que eles eram a favor de “diretivas avançadas”, no caso de uma pessoa incapacitada ou em coma. Até figuras republicanas consideradas moderadas aderiram à mentira.
Um deles é o Sen. Chuck Grassley, que disse que o tumor do Sen. Kennedy não seria tratado convenientemente sob o plano de Obama, “traçado para gastar dinheiro com pesssoas que possam mais contribuir para a economia”.
A situação parece pior do que quando Bill Clinton tentou fazer a mesma reforma, porque agora o Partido Republicana não tem mais liderança, a não ser Rush Limbaugh.
Resta saber como o Pres. Obama lidará com a morte de seu sonho de bipartidarismo. Por enquanto, sua administração está paralisada pelo choque.
Acho que nos últimos dias o presidente melhorou em suas explicações sobre seu plano.
Mas ele precisa adicionar paixão e raiva ao seu discurso.
Fará? Temos que esperar para ver.
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