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CNN faz lindo especial com Shirley Sherrod.

24 jul

Belo trabalho de jornalismo televisivo o especial que a CNN está apresentando esta tarde-noite sobre Shirley Sherrod.

Shirley conta a sua luta pelos fazendeiros negros e por direitos civis na Geórgia, depois que seu pai foi assassinado por um fazendeiro branco quando ela tinha 17 anos. Seus sonhos de ir para Nova York foram esquecidos definitivamente naquele momento, em que ela prometeu a si mesma lutar pela justiça e integração racial. Narra sua paciência para lutar contra a má-vontade das autoridades brancas para ajudar os fazendeiros negros, e o auxílio que deu – contra a corrent – ao casal de fazendeiros brancos.

A CNN promoveu um encontro com aquele casal, vinte anos depois, e foi um dos pontos altos do programa, cheio de emoção e boas recordações.

Mas, na minha opinião, o conselho que dá ao presidente Obama foi o real ponto alto do programa: “O presidente não conhece a luta dos negros. Ele foi criado num mundo branco. Eu o convidei para vir aqui visitar os locais onde todas essas lutas aconteceram. Espero que ele venha”.

Todo o poder a Shirley Sherrod!

Mesmo já terminado há muitos anos, o casamento com Jane Fonda fez de Ted Turner um homem preocupado com assuntos sociais e raciais. Isso, conjugado com a queda de audiência recente da CNN que precisava de uma reação, está fazendo da CNN um canal que está de verdade mexendo a fundo com os assuntos que antes eram varridos para debaixo do tapete.

Todo o poder também à CNN!

Assinou.

23 mar

O sorriso é revelador. É campeão!

Duro de Engolir.

22 jan

Já passaram alguns dias da derrota de Martha Coakley na eleição do substituto de Ted Kennedy no Senado americano, mas até agora está difícil de engolir.

Essa derrota seria, para mim, menos desastrosa se Martha Coakley não tivesse feito um discurso ridículo e insensível na concessão da vitória de seu oponente, o republicano Scott Brown. Aliás, o discurso responde parcialmente à razão da derrota.

Parecia uma festa, com gritos animados e assobios. Martha era toda sorrisos, e colocou no fim uma cereja no seu triste bolo: “Meus cachorros estavam torcendo contra mim, porque agora poderei voltar para casa”.

Pois eu digo que essa dondoca nunca deveria ter saído da companhia de seus cachorros.

Nem uma menção ao perigo que o projeto do sistema de saúde de Obama corre de ir para os arquivos.

De quem a culpa da derrota? Os democratas não colocaram suficiente atenção na campanha, achando que uma cadeira que mantinham há 38 anos não poderia lhes ser negada? O presidente não atuou como deveria no suporte à candidata? Essa mulher, que sabidamente não tem uma comunicação boa com o público?

Os independentes não sairam de casa para votar, e os que sairam votaram em Scott Brown, como que a se perguntarem, depois de um ano de governo Obama, o que significa a palavra “change”.

Que sirva de lição para Obama, porque se não cumprir suas promessas de campanha, terá que voltar para Chicago daqui a três anos.

Senado Americano aprova reforma do seguro saúde.

24 dez

Uma grande vitória para o Pres. Obama e seu partido,  que há décadas luta para ampliar a cobertura de seguro saúde para uma faixa maior da população americana.

Os democratas não contaram com nenhum voto republicano.

Agora as duas casas do Congresso discutirão a redação final da lei.

O Vice-Presidente Joe Biden chega no Senado para a votação desta manhã.

Reforma da saúde parece assegurada.

21 dez

Trinta milhões de americanos deverão ser beneficiados pela reforma, que parece estar assegurada.

O presidente Barack Obama declarou hoje que “isso fará uma diferença enorme para as famílias, os idosos, para as empresas e para o país em geral”.

Mas ainda faltam duas outras votações, amanhã e depois de amanhã, em que os democratas terão que contar com todos os seus 60 votos. E a votação final, que se espera para a noite de natal, onde maioria simples selará a aprovação final da lei.

A Associação Médica Americana deu hoje o seu apoio à lei.

O Senador Burris assume importância.

19 out

Aquele que forçou a sua entrada no Senado americano, toma posição a favor da “opção governamental” na reforma da saúde, e poderá se tornar um estorvo no caminho de Obama e dos democratas.

O Sen. Roland Burris disse que não apoiará uma lei que não contenha a opção governamental, passando de figurante a personagem nesta disputa.

E já disse que não negocia: “Represento 13 milhões de habitantes de Illinois que precisam ser ouvidos nesta questão”.

A liderança democrata, que até agora simplesmente ignorava Burris pela maneira duvidosa que conseguiu a indicação à vaga de Obama através do ex-Gov. Blagojevich, terá que negociar este voto de qualquer forma.

Mais no MSNBC.

Comitê de Finanças do Senado americano aprova reforma da saúde.

13 out

Com a ajuda inesperada da senadora republicana Olympia Snowe, os democratas do comitê conseguiram ultrapassar o que é, segundo o Pres. Obama, “um obstáculo crítico” para se aprovar a reforma da saúde ainda este ano.

Obama disse que ainda é cedo para comemorações. “Agora vamos trabalhar ainda mais” para reformar o sistema de saúde americano. Ele elogiou a coragem da senadora republicana, que declarou que “quando a história exige, a história exige”, segundo o MSNBC.

A votação resultou na liberação de US$829 bilhões para serem utilizados em 10 anos para a reconstrução do sistema de saúde dos Estados Unidos.

A Sen. Olympia Snowe recebe cumprimentos dos democratas do comitê.

A Sen. Olympia Snowe recebe cumprimentos dos democratas do comitê.

O Presidente Obama e o Nobel da Paz.

9 out

Esta manhã o mundo foi tomado de surpresa pela outorga do Prêmio Nobel da Paz para Barack Obama.

As reações iniciais estão altamente polarizadas.

Uns dizem que ao colocar a diplomacia de novo em lugar de destaque já é o suficiente para lhe valer o prêmio. Foi essa aliás a principal razão dada pelo comitê: “esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos.”

Outros acham que o presidente americano ainda terá que praticar atos que realmente o façam merecer o prêmio.

A revista Time em editorial diz que “há muito mais calos em seus lábios de que em suas mãos; há muitas promessas e poucas conquistas”: Para a Time, “é um prêmio baseado em sonhos, não em realidades.”

A Casa Branca também foi pega de surpresa. Segundo Rahm Emanuel, chefe de gabinete de Obama, “não conversaram conosco, nada.” Robert Gibbs, secretário de imprensa, acordou o presidente às 6:00 hs. com a notícia. “O presidente sentiu-se honrado com a escolha”, disse Gibbs.

“Muito difícil de acontecer que alguém tenha, como Obama, conseguido conquistar a atenção do mundo e dado às pessoas esperança por um futuro melhor”, lê-se na declaração do comitê. “Sua diplomacia fundamenta-se no conceito de que aqueles que lideram o mundo devem fazê-lo na base de valores e atitudes que a maioria da população mundial compartilha.”

E continua: “Como presidente, Obama criou um novo clima na política internacional; a diplomacia multilateral tomou posição central, com ênfase para o papel da ONU e outras instituições internacionais.”

Leia aqui a reação de algumas personalidades mundiais, que se dividem em louvar o que já foi feito e achar que ainda é cedo para o prêmio. Lech Walesa, por exemplo, que ganhou o prêmio em 1983, acha muito cedo.

Antes da 10:00 hs. mais de mil leitores já haviam mandado seus comentários para o New York Times. Assim como as personalidades, todos estão surpresos e divididos em suas opiniões.

Para Obama, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

7 out

Hoje de manhã o presidente americano declarou que não reduzirá as tropas no Afeganistão. Aumentará? Ontem ele disse  que não sabe, segundo o New York Times.

Se aumentar, escalará uma guerra cujas chances de vitória estão longe, assim como o objetivo de defender os Estados Unidos de ataques da Al-Qaeda, que, ao que tudo indica, quase não tem mais operações a partir do Afeganistão.

Hoje a guerra completa oito anos. O número de mortes está aumentando, e mais tropas significará mais baixas em ambos os campos.

Essa questão irá mostrar o bom senso de Obama, e sua coragem, caso ele não prefira ficar em cima do muro.

As eleições de 2010 darão a resposta popular às soluções que Obama der a esta guerra, o aumento do déficit, o medo do inchaço do governo, o resultado final da reforma da saúde, mas principalmente do índice do desemprego, que está em 9,8%, o mais alto em 26 anos, segundo o Wall Street Journal.

Economistas e especialistas acham que o Partido Democrata está se mostrando fraco na questão do combate ao desemprego.

Assessor da Casa Branca minimiza presença da Al-Qaeda no Afeganistão.

5 out

“A presença da Al-Qaeda no Afeganistão é mínima; um máximo de 100 pessoas”, disse o general da reserva James Jones, conselheiro de segurança nacional do governo Obama.

Para Jones também não há hipótese do Talibã retornar ao poder, segundo o MSNBC.

Em reuniões nesta semana na Casa Branca, serão avaliadas as opções para o Afeganistão, e “o pedido de mais 40 mil soldados do Gen. McChrystal, é uma das três opções na mesa”, disse Jones.

Ele aproveitou para criticar o pedido de McChrystal ter sido feito em entrevista à imprensa em Londres, “ao invés da cadeia de comando”.

As três opções de mudar o rumo da guerra que o Pres. Obama avaliará são: reduzir tropas, ficar como está, ou mandar mais tropas.

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