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Guerra no Vaticano – cardeal acusa cardeal sobre encobrimento de caso de pedofilia.

9 mai

Christoph Schoenborn, cardeal de Viena, acusa a Angelo Sodano, cardeal italiano que foi secretário de estado do Vaticano de 1990 a 2006, de bloquear as investigações sobre a pedofilia de um cardeal austríaco já falecido, Hans Hermann Groer.

As acusações foram feitas numa reunião privada com jornalistas austríacos, divulgadas ontem pela agência Kathpress e publicada com destaque hoje pelo conservador Il Giornale, da Itália(a matéria desapareceu misteriosamente da edição online do jornal na noite de hoje – o que será que aconteceu…?).

O cardeal Groer renunciou ao arcebispado de Viena em 1995 depois da acusação de que abusara sexualmente de seminaristas. Ele morreu em 2003 sem ter admitido culpa nem ser processado.

Segundo Schoenborn, Sodano repelia as acusações como “intriguinhas”. O então cardeal Ratzinger queria uma investigação profunda, afirma a agência Kathpress.

Uma publicação católica norte-americana acusou Sodano no mês passado da mesma omissão no caso do Pe. Marcial Maciel, superior dos Legionários de Cristo.

Esse é um caso único de acusação pública de um cardeal contra outro cardeal, segundo o MSNBC.

O cardeal Sodano ainda não respondeu às acusações.

Bento XVI assume o controle dos Legionários de Cristo, cujo padre fundador era pedófilo e pai de várias crianças.

1 mai

O papa vai designar uma pessoa de sua confiança para dirigir a ordem, cujo fundador, o Pe. Marcial Maciel Degollado, falecido recentemente, e que era amigo de João Paulo II, era pedófilo e pai de vários filhos.

Finalmente o papa começa a tomar atitudes para conter os abusos de uma ordem poderosa, Legionários de Cristo, e seu braço leigo, a Regnum Christi. Os críticos porém acham muito difícil que as duas instituições consigam se livrar dos hábitos adquiridos em muitos anos de desmandos. Para eles as duas instituições deveriam ser extintas.

Um bispo mexicano diz que em 1999 o então cardeal Ratzinger impediu a investigação das denúncias apresentadas por oito seminaristas da ordem. Em 2004, pouco antes da morte de João Paulo II, Ratzinger reabriu o processo, e em 2006 tirou as ordens do Pe. Maciel, mandando-o para uma vida de retiro e penitência. As vítimas do padre acham que isso não é pena para os seus crimes.

O Pe. Maciel conseguia, apesar do conhecimento público de sua vida sexual, se manter no poder graças a um estilo maquiavélico de governar a Legionários de Cristo.

Mais no New York Times.

João Paulo II parece dizer para o seu amigo fauno: "Comigo não!".

Imunidade papal contestada no Reino Unido.

4 abr

Cresce o movimento contra a visita de Bento XVI ao Reino Unido em setembro, e alguns advogados colocam em cheque a imunidade papal por proteção a padres pedófilos.

Dez mil pessoas já participam de um abaixo-assinado contra a visita, que custará aos cofres britânicos US$25 milhões.

Os juizes ingleses têm se mostrado favoráveis ao princípio da “jurisdição universal”, que lhes permite emitir mandados de prisão contra qualquer visitante.

Os advogados se dividem sobre o Vaticano ser ou não ser um verdadeiro estado. Se nenhum outro líder religiosos goza de imunidade, por que o papa? perguntam alguns.

No Reino Unido, ao contrário dos Estados Unidos, os juizes têm tomado decisões contrárias a posições do executivo. Alguns advogados alegam que a pedofilia pode ser colocado no grupo de “violação e escravidão sexual”.

Geoffrey Robertson, que foi juiz em tribunais das Nações Unidas, declarou que “se os atos de abuso sexual por padres não são casos isolados nem esporádios mas parte de um costume geral conhecido e não punido pelos seus superiores de facto – a Igreja Católica – então os seus chefes são criminalmente responsáveis”.

O Vaticano como estado é uma criação em 1929 de Benito Mussolini, ditador fascista que colocou a Itália do lado da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Robertson acha “risível que um estado possa ser criado por uma declaração unilateral de um outro país”.

Ano passado, Tzipi Livni, político israelense que fora ministro das relações exteriores durante a invasão de Gaza em 2008-2009, cancelou sua viagem à Inglaterra porque um juiz emitiu ordem de prisão contra ele.

Mais no MSNBC.

Ele quer se encontrar com o papa… nos tribunais.

2 abr

Por vinte anos Jeff Anderson prepara-se para levar um papa aos tribunais, para responder por seus delitos nos casos de pedofilia. Ele já conseguiu tirar dezenas de milhões de dólares da IC em favor das vítimas, nos Estados Unidos. Só em 2002 foram US$60 milhões.

“Adoraria interrogar Bento XVI sob juramento no tribunal”, ele diz. Embora isso seja difícil, porque o representante de Cristo na terra é um chefe de estado, Anderson tem documentação suficiente para levar a justiça dentro do Vaticano.

Um dos documentos, que ele passou para o New York Times e gerou os artigos recentes, mostra que o Cardeal Ratzinger, obstruiu um processo canônico contra o padre de Wisconsin que violentou mais de 200 meninos surdos.

“Isso é a ponta do iceberg”, ele diz. Os outros documentos, ele espera, poderão gerar um processo à parte contra o Vaticano.

Durante sua luta contra os pedófilos, a filha adulta de Anderson lhe confessou que quando ela tinha 8 anos foi molestada por um terapista que frequentava em razão do divórcio de seus pais. O terapista era um ex-padre.

Ao enfrentar a dor dessa revelação “convenci-me que a pedofilia é endêmica da cultura clerical” e que “essa questão de trocar de lugar os padres problemáticos e encobrir suas transgressões chega no Vaticano”.

Anderson espera abrir um processo contra o Vaticano pelo caso de um padre que abusava de jovens na Irlanda e que foi transferido para o Oregon. Segundo ele, a transferência internacional de padres não pode ser feita sem a aprovação do Vaticano.

O Vaticano alega que leis internacionais que proibem a aplicação de leis americanas contra países estrangeiros, o protegem. O caso poderá ser julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que ainda não decidiu se o analisará. Anderson acha difícil conseguir o seu intento, mas “nunca estive tão perto quanto agora”.

Jeff Anderson não é ateu, e sua trajetória religiosa já não inclui ida a nenhuma igreja, embora seu primeiro casamento tenha sido na IC.

O advogado Jeff Anderson

Aborto não pode…

29 mar

- "Santo Padre, esse padre que me violar". - "Pobre criança, deixe eu lhe proteger".- “Santo Padre, esse padre não para de me violar”.

- “Pobre criança, deixe eu lhe proteger”.

- “Perdoe-me porque pequei”.

- “Aqui a coisa não funciona bem assim, não”.

Articulista da CNN fala em renúncia de Bento XVI – ele só pode estar brincando.

15 mar

Dan Gilgoff em artigo para a CNN levanta a possibilidade de Bento XVI renunciar por causa de ter dado cobertura a um padre pedófilo enquanto cardeal de Munique, e também do que chama a “tsunami” de denúncias de pedofilia e ebofilia no clero na Holanda, Irlanda, Alemanha, Áustria.

Com todo o respeito ao Gilgoff, digo que ele não conhece a Igreja Católica.

O tripé poder, dinheiro e regalias é tão católico quanto o McDonald´s é americano. E esse tripé, aliado ao celibato, é o caminho que leva sem desvios para o curral da pedofilia, ebofilia e todos os outros tipos de desvios sexuais abusivos, dos quais alguns escapam vivendo um vida religiosa honesta. Esses são a cortina de fumaça, o muro de cal, que encobre o resto.

Acho até certo ponto insultante que sejam feitas denúncias que deixam de lado milhões de outros casos por todo o mundo católico de hoje e do passado.

A renúncia de Bento XVI é uma quimera(o último papa que renunciou foi no Séc. XII). A renúncia seria uma demonstração de fraqueza que passa longe dos muros vaticanos.

Ele estaria decepcionando os milhões de crédulos que acham que ele é  o representante de Jesus na terra, seja lá o que isso que dizer.

Viva o Papa!!!

Pedofilia entre judeus ultraortodoxos chega aos tribunais.

14 out

Já não é mais tabu processar criminalmente por pedofilia, em Nova York, judeus ultraortodoxos, segundo este artigo do New York Times.

Eles não sofriam processos por pedofilia, mas isso mudou com o Promotor-Geral Charles J. Hynes. Oito pessoas já estão presas e 18 esperam julgamento.

Havia proibição religiosa de acusação fora do grupo, inclusive sob ameaça de morte. Como precisava da aprovação do rabino, mas este nunca dava a permissão, e nos tribunais religiosos os acusados eram sempre absolvidos, as famílias decidiram recorrer à justiça comum.

Quarenta menores concordaram em testemunhar no tribunal. Alguns blogs, como FailedMessiah e The Unortodox Jew, têm encorajado as vítimas.

Os líderes religiosos estão começando a aceitar a situação, e Hynes tem feito reuniões com grupos ultraconservadores para encorajar as vítimas a se manifestarem. Há 180 mil judeus ultraconservadores em Nova York.

Para David Zwiebel, da Agudath Israel of America: “Há consenso nos últimos anos que muitos desses casos não podem ser decididos dentro da comunidade”. Mas ele acha que devem ser encontradas alternativas para prisão, de forma a não tirar de uma família o que lhe provê o pão, e para encontrar famílias boas que fiquem com as crianças retiradas de suas famílias.

Em 2000, o rabino Baruch Lanner, principal líder carismático da juventude yeshiva e que por mais de 20 anos foi acusado de abusos, foi objeto de uma reportagem reveladora na The Jewish Week que resultou numa pena de sete anos de prisão.

Há programas de rádio que incentivam as vítimas a fazerem acusações, como o de Dov Hikind, da rádio WMCA. Centenas de jovens fizeram acusações.

O pai de um menino de 6 anos que havia sido abusado pelo rabino Kolko foi a Jerusalém pedir permissão a um rabino de alto prestígio para ir à polícia.

A resposta foi: “Vá, porque você não estará cometendo nenhum pecado.”

Congressista: “Michael Jackson continua a ser um pervertido.”

6 jul

“O que adianta o esforço de educadores, policiais, pais para proteger as crianças de pedófilos, se o país glorifica Michael Jackson, um pervertido”, declarou o congressista Peter King, do Partido Republicano.

King disse que o país “tem gente lutando no Iraque e no Afeganistão, policiais e bombeiros dando as suas vidas nas ruas, e nos canais de TV, jornais e revistas dá-se valor a alguém que personifica o contrário do que essas pessoas perseguem. A mídia se esquece dos verdadeiros heróis”.

O congressista chamou Michael Jackson de pedófilo. “Está bem… ele morreu, era um bom artista, mas não devemos nos esquecer do seu lado marginal”.

Para ele a mídia está perdendo a medida das coisas, e muita gente pública está se deixando levar pela histeria provocada pela morte de Michael Jackson, “que não é um herói”.

O vídeo do YouTube com as declarações de Peter King está aqui no Huffington Post.

Rabino Shmuley Boteach fala a verdade sobre Michael Jackson.

30 jun

O rabino que foi amigo do cantor por muitos anos falou hoje pela CNN em alto e bom tom: “Michael Jackson era uma alma torturada”.

A entrevista a Campbell Brown está causando sensação por causa da honestidade do rabino em analisar os problemas de Michael.

Em 2004 Boteach disse a Michael que ele morreira cedo se não parasse de se drogar. 

“Michael pensava que tinha problemas físicos, queixava-se de dores aqui e acolá, mas o seu problema era de alma. Ele era extremamente infeliz. Ele se sentia sem propósito, letárgico. Ao invés de se reinventar e entrar numa nova fase, ele preferiu medicar a sua dor. E não há corpo humano capaz de aguentar esse assalto. Era inevitável, era chocante, era trágico. Mas poderia ser facilmente evitado”, disse o rabino.

Perguntado se ele falou com Michael sobre o abuso das drogas, Boteach respondeu: “Você está brincando? Mostrei-lhe que poderia, como uma das pessoas mais influentes do mundo, consagrar a sua vida aos direitos das crianças. Mas ele precisava se drogar antes de aparecer em público. Eu lhe disse: Michael isso é veneno. Isso está lhe matando.”

“Ele repetia para mim: “Shmuley, tudo que eu fiz para conseguir a fama, para aperfeiçoar a minha arte, foi um esforço para ser amado, porque nunca me senti amado”. E as drogas aliviavam a sua dor porque o amor dos fãs era impessoal”.

Quanto à questão da pedofilia, o rabino respondeu: “Eu não estou aqui para lavar os pecados de Michael. Ele era uma pessoa de grandes virtudes, e havia uma parte dele que se corrompeu com o passar do tempo.”

Sobre a responsabilidade pelos filhos: “Ele era um pai responsável. Ele não viajava sem os filhos. A adoração era mútua. Eles eram a única inspiração de sua vida.”

Sobre as pessoas que cercavam Michael: “Michael trouxe à tona as piores qualidades em todos nós – na imprensa, em pessoas boas. Você se sente especial estando com Michael. Muita gente boa aos poucos ia se corrompendo. A mídia não está mais lamentando sua morte, porque o trata como um ícone. Todos estamos confusos. Eu tentei ser uma das pessoas boas, e para isso tive que colocar em risco nossa amizade para lhe dizer: “Michael, você está se matando; Michael, não há normalidade na sua vida; Michael, você perdeu a sua âncora espiritual.”

“Ele era Testemunha de Jeová. Ele era mais do que isso, ele era um missionário. Depois ele abandonou a igreja, e ficou sem nada para contrabalançar toda aquela fama, e foi ficando egoista.”

Campbell Brown perguntou-lhe qual era a reação de Michael às suas admoestações: “Por um ano ele me escutou, e dizia que eu gostava realmente dele. Eu tentei ser um rabino para ele. Eu o levei para a sinagoga, para minha casa. Mas depois de um ano ele começou a me considerar uma chateação. Não estava acostumado a críticas, assumia uma postura corporal de rejeição. E tudo terminou com um de seus managers me dizendo, na frente dele: “Shmuley, você quer tornar o Michael acessível e normal. Você não entende que ele é famoso porque não é normal”. 

“Foi aí que eu entendi a tragédia de sua existência. Michael estava aterrorizado com o momento em que ele se tornaria normal, quando o público o esqueceria.”

“Eu poderia ter ficado a seu lado, como um intruso, ou sair fora e seguir a minha vida. Como eu não poderia mais ajudá-lo, saí fora”.

Voltando aos casos de pedofilia: “Michael talvez tenha cometido crimes muito, muito sérios. Mas eu realmente não sei. Quero que as pessoas entendam que ele era uma alma torturada, que tinha que estar no palco para receber amor. Ele vivia na insegurança permanente. Ele foi uma das almas mais torturadas que eu conheci.”

“Dou um conselho aos pais: quando seus filhos não tirarem boas notas, não lhes digam de imediato que eles teriam que melhorar. Foi o que aconteceu com Michael. Ele tinha que mostrar serviço para ser amado. Foi isso que o matou.”

“Campbell, honestamente, quando anunciaram esses 50 concertos eu pensei que o fim se aproximava. Não havia mais condições psicológicas nem emocionais. Ele estava acabado. O resultado tinha que ser a tragédia.”

“Ele negou para mim as acusações de pedofilia. Ele me prometeu que nunca mais ficaria sozinho com uma criança, depois do processo de 1993. Ele se sentia triste porque não podia mais ajudar as crianças. Eu lhe disse: “Você não é o Messias. Você pode ajudar as crianças inspirando os seus pais para que lhes dêm mais atenção.”

“O problema foi a primeira acusação de pedofilia. Eu sabia que a segunda fora forjada, porque conhecia ao menino e sua família. O problema foi a primeira acusação. Ele jamais poderia, sob nenhuma hipótese, colocar na sua cama uma criança que não fosse dele. Mas esse é o problema das grandes estrelas: estão sempre passando dos limites. Ninguém quer lhes dizer “não”, e quando alguém diz, é colocado de lado.”

“A mãe de Michael, Katherine, é uma pessoa piedosa. Seu pai, apesar de Michael tê-lo atacado verbalmente algumas vezes, era amado por ele. Eu peço à família que chore por ele ao invés de ver nisso uma oportunidade de fazer dinheiro. Ele amava seu pai. Ele vivia para ter a sua aprovação, e disse isso para ele na minha frente.”

Aqui, a íntegra da entrevista.

 

Michael Jackson e o rabino Shmuley Boteach.

Michael Jackson e o rabino Shmuley Boteach.

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