Janinha Piazzeta é uma brasileira que vive em Miami há muitos anos. Sobreviveu a um câncer de mama e fundou um grupo de apoio a mulheres com a doença e suas famílias.
Leia Junto: A doença fez você se envolver com programas de prevenção e acompanhamento, ou você começou antes disso?
Janinha: Bem, sempre acreditei, e me interessei por tratamento e nutrição natural. Conheci BodyTalk antes de ser diagnosticada, que a nível celular é uma descoberta alternativa maravilhosa e eficiente. Sendo assim, fiz quimioterapia e radiação junto com o tratamento de BodyTalk. Também fiz tratamento de enzimas com um quiroprático, sempre acreditando que alimentação é essencial para o bem estar.
Durante o tratamento convencional, vi e senti que não havia apoio da parte convencional ao espírito e ao bem estar. O paciente é simplesmente um número e uma vez saindo do hospital, ele está totalmente sozinho.
Testemunhei também que câncer de mama é muito mais complexo do que qualquer outro câncer, pois envolve os hormônios, e por consequência a sexualidade, a menopausa, e o emocional. Mas de nada disso se fala. Aí minha decisão de criar um grupo com apoio alternativo e psicológico.
Leia Junto: Como você descobriu que tinha câncer de mama?
Janinha: Bem, eu fazia mamogramas a cada 3 meses pois era considerada de alto risco, pois na minha família muitos tiveram câncer: meu pai, minha mãe, meu irmão, tias e primas.Principalmente pelo lado materno: minha mãe e tias tiveram câncer de mama.
Tive a primeira ameaça anos atrás, mas foi benigno.Por coincidência, havia tempo que eu sentia dor na área de cistos, o que é normal. Mas o câncer estava embaixo do cisto, e por isso levei mais tempo para descobrir.
Leia Junto: Como foi a sua caminhada para a cura?
Janinha: Com muita fé, esperanca e confiança. Caminhei com Deus e bons espíritos ao meu lado, e o apoio de muitos amigos. Não haveria outro jeito. Fui diagnosticada quando faltavam 2 semestres para terminar meu mestrado, não tinha trabalho pois estudava tempo integral e não tinha seguro de saúde. Nesta situação, a fé foi essencial nessa caminhada. Sou espírita e isso ajudou muito. Houve momentos confusos e tristes, mas estava decidida a batalhar para salvar minha vida. Penso que a caminhada foi um conjunto de coisas como a espiritualidade, a medicina alternativa, o tratamento convencional, BodyTalk, quiroprática e as enzimas, muita fé, mas acima de tudo querer viver.
Leia Junto: Quais as rotinas e costumes que você tinha antes da doença, e dos quais você se livrou para evitar uma recidiva?
Janinha: Aprendi a controlar o stress drasticamente pois penso que duas coisas me levaram a esse diagnóstico: o stress e a tristeza. Perdi muitos membros da minha família num curto período de tempo. A última perda foi meu irmão, que também morreu de câncer. Por mais avançada que eu estivesse espiritualmente, o choque nas células do corpo foi forte. As emoções têm uma participação muito grande no nosso sistema imunológico.
Também procuro viver o momento do aqui e agora, pois isso evita um desgaste grande de energia. É uma caminhada longa e com muitas curvas. Nada é simples quando se trata de recuperação de um tratamento de câncer.
Também o descanso e uma boa dieta natural, que sempre foi boa mas agora mais do que nunca está sendo lei na minha vida. Acredito que uma boa nutrição pode curar e prevenir doenças. Tento evitar o açúcar que é o que alimenta as células cancerígenas e faço muitos exercícios físicos como Tai Chi, ioga e natação. Também faço sessões de BodyTalk e visito o quiroprático quando possível.
Leia Junto: Fale sobre o programa que você encabeça, o Breast Cancer Support Group.
Janinha: Acredito que uma boa nutrição pode evitar a volta do câncer, e também através da procura de diferentes informações não-convencionais sobre o corpo e a saúde, o sobrevivente pode fortificar o corpo e a mente.
O sobrevivente precisa conhecer seu próprio corpo e as opções para manter a saúde em equilíbrio. Infelizmente a medicina convencional não dá isso, pois para ela é tudo na base de remédios, os quais às vezes podem ser fatais.
Quando criei este grupo, era para ser de apoio aos sobreviventes de câncer de mama, mas com o tempo e com convidados — guest speakers(conferencistas) de alto nível do campo alternativo – o grupo tomou outro rumo. Percebi que a comunidade estava interessada nos assuntos alternativos e que não se limitavam necessariamente aos sobreviventes de câncer.
Hoje, com a demanda crescente na comunidade do sul da Flórida, estou a caminho de ampliar o grupo e fazer uma fundação sem fins lucrativos. Por dois anos tenho feito este trabalho com o coração, sem cobrar nada. Com a fundação poderei oferecer mais opções, como por exemplo aulas de Tai Chi e ioga, já que exercitar-se é fundamental para todos, principalmente para os sobreviventes de câncer. Haverá também sessões de BodyTalk e terapia psicológica, para os sobreviventes de câncer equilibrarem a mente, e muitos programas educativos com palestras e seminários.
Mais importante de tudo é poder educar as pessoas sobre a conexão entre corpo, saúde e mente, e assim prevenir as doencas.
Leia Junto: Fale sobre o que mais você quiser falar sobre a matéria.
Janinha: Nos tempos atuais penso que é necessário nos responsabilizarmos pelo nossso corpo/saúde e a busca da cura das doenças. Sinto que é uma obrigação buscarmos soluções alternativas antes de buscarmos a convencional. Existem muitas opções naturais que podem ajudar o corpo sem efeitos colaterais. Mas é preciso que todos busquemos e apliquemos essas opções ao nosso corpo. É muito importante cuidar do corpo para que assim possamos evoluir na vida em todos os aspectos. Tambem é muito importante conectar a mente, o físico e o espírito.
O emocional é o que define a saúde.
Para maiores informações sobre o grupo de apoio, ligar para (305) 531-2046, ou pelo e-mail janinhapiazzetta@yahoo.com.
Janinha pediu que fosse feita a correção de sua última resposta para: Sinto que é uma obrigação buscarmos soluções alternativas junto com a convencional.
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