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“Mi Habana que Eu Gosto” – Chico Moura vai para Cuba.

12 jul

Chico Moura é o decano da imprensa brasileira nos Estados Unidos, entre muitas outras coisas. Todo o mundo conhece o Chico, que antes de vir para Miami pontificou  muitos anos em Nova York.

Promoter, locomotiva, grande figura humana, Chico cativa a todos os que encontra, com simpatia e uma feijoada do outro mundo.

Ele está se despedindo hoje, terça-feira, com uma festa – “Mi Habana Que Eu Gosto” –  no Botequim Carioca, no centro de Miami.

Diz que está indo para Havana, Cuba, e não revela a missão.

Será o “nosso homem em Havana” o hércules que derrubará os portões da grande ilha abrindo-a para o turismo mundial?

A aparição de Fidel Castro na TV, hoje, depois de anos nos bastidores, é uma preparação para a sua chegada?

Quem quiser saber, compareça à festa e procure tirar alguma informação do próprio.

Bom viagem, Chico!

Torcida mais do que brasileira em Miami.

15 jun

Antes de mais nada uma correção: Eu disse no post sobre as transmissões em português que os comentários na ESPN Deportes seriam de Zinho e Roberto Batata. Roberto Batata, grande craque do Cruzeiro, faleceu tragicamente há mais de 30 anos. O comentarista da ESPN Deportes é o Nilton Batata.

O Botequim Carioca reuniu uma pequena multidão de torcedores do Brasil, mas ouvi mais espanhol do que português lá dentro. Eram brasileiros e brasileiras acompanhados de maridos, mulheres, filhos e amigos de todas as Américas: peruanos, portorriquenhos, bolivianos, colombianos, venezuelanos, americanos e por aí vai. Uma torcida eclética e animada. Foi uma festa com muito chope, pastéis de camarão e bolinhos de bacalhau.

O gol da Coréia do Norte arrefeceu um pouco a comemoração final, mas, na minha opinião, não há jogo fácil em Copa do Mundo. E não achei a seleção asiática ingênua. Têm uma estratégia defensiva ferrenha e nunca é fácil marcar dois gols neles. Aliás, essa Copa do Mundo tem tido poucos gols se comparada às copas recentes: até agora foram marcados 23 gols em 14  jogos. Nos primeiros 14 jogos de 1998, foram assinalados 34 gols, na de 2002, 39 gols, e na de 2006, 31 gols. O ambiente, um país africano, faz a diferença para os jogadores. Tudo é muito novo e diferente. Acho que na segunda rodada da primeira fase será tudo melhor. Continuo com forte esperança de um Brasil campeão.

As declarações do técnico da Coréia do Norte após a partida ajudam na compreensão do jogo: “Acho que lutamos bravamente. Defendemos muito bem. Acho que ganhamos muita experiência para os outros dois jogos, e ganhamos confiança.”

Algumas fotos de hoje no Botequim Carioca:

Boliviano, colombiana e portorriquenha. Gol do Brasil!!!

Brasil 2 X 0. Também, com essa torcida, é covardia!

O Vice Consul do Brasil, Cesar Arévalo, e seu amigo Piquet.

Luis Renato Jung e sua mulher, Marcela, surfista profissional.

Jorge e Rubens, bolivianos, torcedores do Brasil.

Brasileiros nos Estados Unidos terão transmissão da Copa do Mundo em português.

9 jun

Natalia Pinheiro, Zinho, Connie Rocha, Fabrício, Edson Marinho e João Canali.

A ESPN promoveu hoje um almoço numa churrascaria para membros da imprensa brasileira de Miami, com a presença do campeão mundial Zinho, para divulgar a transmissão da Copa do Mundo em português para todo os Estados Unidos.

A torcida brasileira nos Estados Unidos, parte de uma comunidade estimada em um milhão de pessoas, sente falta de unir a imagem televisiva à narração em português; e como a TV Globo e outros canais brasileiros internacionais não têm direito de transmissão da Copa do Mundo para o país, a ESPN está preenchendo essa lacuna. Zinho será, junto com Nilton Batata, outro ex-craque brasileiro, o comentarista das transmissões, que incluirão quase todos os jogos do torneio. O Canal será o de lingua espanhola ESPN Deportes.

Zinho, que treina o time de futebol de Miami, defendeu a opção de Dunga por uma equipe com gente que ele conhece, experiente, e vencedora. Ele admitiu que o técnico poderia até levar o Ganso no lugar do Kléberson, mas “convocou, tá convocado, e agora a gente tem que torcer”. Ele acrescentou que o Ganso não se saiu bem na seleção sub-20, e isso deve ter pesado na decisão de Dunga. Além das equipes de tradição em vencer copas do mundo, ele destacou a Espanha como candidata, e a Costa do Marfim.

A representante da ESPN no almoço, Natalia Pinheiro, convidou os presentes para uma visita à sede da ESPN em Connecticut, de onde serão feitas as transmissões por José Inácio Werneck, Marco Alfaro e Flavio Pereira.

O almoço se estendeu por três horas, e incluiu, além de futebol, a troca de experiências de brasileiros que vivem nos Estados Unidos.

Participaram, além do João Canali e eu, representando o dono da revista brasileira “Acontece”, o Antônio Martins, a Connie Rocha e o Fabricio, da Gazeta Brazilian News, e o cinegrafista e fotógrafo Edson Marinho.

Miami esté em ritmo de copa do mundo, e são muitos os bares e restaurantes brasileiros, latinos e americanos que transmitirão os jogos.

“A BP jamais deveria ter recebido permissão para perfurar em águas profundas” – Charles Crist, governador da Flórida.

3 jun

Teme-se que a Flórida será atingida em breve pelo petróleo que vaza do poço da BP. As praias do “panhadle”, região da Flórida que se estende para o oeste, deixarão de receber milhares de turistas nesse verão, se forem poluídas pelo petróleo.

Charles Crist, que concorrerá a uma vaga no Senado em novembro como candidato independente, acha que se a BP não tinha um plano eficaz para esse tipo de emergência, “jamais deveria ter recebido permissão para perfurar a 1.500 mts. de profundidade(5.ooo pés)”.

Crist acha que Obama está fazendo “tudo que está a seu alcance para debelar a crise”.

Em artigo publicado no Financial Times de terça-feira, o CEO da BP, Tony Howard admitiu que sua empresa não estava totalmente preparada para lidar com um vazamento em águas profundas como este.

“O que é certo sem sombra de dúvida é que não tínhamos na nossa caixa de ferramentas uma ferramenta adequada”, disse Howard.

A mancha de petróleo poderá chegar a Miami, se o vazamento não for estancado em breve.

A notícia e o vídeo da entrevista com Charles Crist estão no site da CNN.

Retrato da ganância da BP.

Miami encontra soluções viárias que funcionam bem.

31 mar

A principal auto-estrada de Miami(I-95) tem duas pistas expressas cujo pedágio muda de preço de acordo com o volume de tráfego.

Nesse artigo do  Miami Herald, os engenheiro de trânsito declaram que não esperavam que tantos motoristas fossem deixar de circular pela área grátis e escolherem a paga. O carro precisa estar com a caixinha do Sun-Pass no para-brisa para circular na via expressa(para evitar retenção, não há cabines de pedágio). Quem entra sem o Sun-Pass paga multa de US$100.00.

O sistema foi instituído em 2008 e mais de um milhão de veículos o utilizaram. Anteriormente, havia uma via expressa de apenas uma pista, sem separação física das demais, na qual em algumas horas do dia só podiam circular veículos com mais de uma pessoa, para incentivar o transporte coletivo. Misteriosamente sempre aparecia um carro da polícia para multar os infratores. Quem estava com muita pressa num instante passava a ter paciência, porque o policial rodoviário não tinha a menor pressa em passar a multa.

Outra solução nessa área, somente que em relação a estacionamento nas ruas, simplifica a vida dos motoristas. Junto às cabines onde se compra período de estacionamento com dinheiro ou cartão de crédito, num poste de três metros de altura, está um anúncio com um número de telefone e um número para aquela área.

Na primeira vez que você usa o sistema, ele pede que você entre o número do seu cartão de crédito e a placa do seu carro. Das próximas vezes, ele pede que você entre o número da área de estacionamento e o número de minutos que deseja estacionar. Quando faltam cinco minutos para expirar o tempo, você recebe uma mensagem de texto e através dela pode estender o tempo de estacionamento, esteja perto ou longe da rua.

A pergunta é: e como é que o guarda não lhe aplica a multa quando não vê o comprovante de pagamento no para-brisa? Os guardas levam um pequeno computador que lhes informa que aquele carro, com aquela placa, pode ficar estacionado naquela área até certa hora.

Muito prático, porque as máquinas para comprar os comprovantes às vezes não funcionam bem.

Cubanos protestam no consulado do Brasil em Miami.

17 mar

A imprensa não divulgou, nem chegou aos meus ouvidos aqui em Miami nada sobre esta manifestação de 26 de fevereiro, até que meu amigo Ricardo Adami mandou-me hoje este vídeo do YouTube:

A ausência desta notícia na grande imprensa brasileira é o seu retrato: órgãos da mídia vendidos para outros interesses que não aqueles de informar o povo brasileiro. Depois vem o Estado de São Paulo reclamar da censura de Lula. A imprensa é a primeira a fazer censura. Eles deveriam ter vergonha. Alguém viu isso no Jornal Nacional?

Faça um teste. Entre no Google e coloque “cubanos invadem o Consulado Brasileiro em Miami”. Apenas os blogs deram a notícia. Exceção: um site da Globo que pouca gente conhece: VejaTV.com.

Calçadão de Roberto Burle Marx em Miami.

4 out

Demorou 20 anos para ser completado o calçadão desenhado por Roberto Burle Marx para cobrir doze quarteirões da Biscayne Boulevard, no Centro de Miami.

Mas ficou lindo, conforme atesta a foto ao lado e outras no artigo do Miami Herald.

Não faltou motivação – a indicação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 – para os brasileiros comparecerem à inauguração, que teve samba e capoeira.

O calçadão corre nas duas calçadas e no centro do boulevard por 12 quadras, da rua 2 Nordeste à rua 13 Nordeste, passando em frente à American Airlines Arena, estádio do time de basquete Miami Heat.

Fala uma sobrevivente do câncer de mama.

19 ago

Janinha Piazzeta é uma brasileira que vive em Miami há muitos anos. Sobreviveu a um câncer de mama e fundou um grupo de apoio a mulheres com a doença e suas famílias.

 

Leia Junto: A doença fez você se envolver com programas de prevenção e acompanhamento, ou você começou antes disso? 

Janinha: Bem, sempre acreditei, e me interessei por tratamento e nutrição natural. Conheci BodyTalk antes de ser diagnosticada, que a nível celular é uma descoberta alternativa maravilhosa e eficiente. Sendo assim, fiz quimioterapia e radiação junto com o tratamento de BodyTalk. Também fiz tratamento de enzimas com um quiroprático, sempre acreditando que alimentação é essencial para o bem estar.

Durante o tratamento convencional, vi e senti que não havia apoio da parte convencional ao espírito e ao bem estar. O paciente é simplesmente um número e uma vez saindo do hospital, ele está totalmente sozinho.

Testemunhei também que câncer de mama é muito mais complexo do que qualquer outro câncer, pois envolve os hormônios, e por consequência a sexualidade, a menopausa, e o emocional. Mas de nada disso se fala. Aí minha decisão de criar um grupo com apoio alternativo e psicológico.

 

Leia Junto: Como você descobriu que tinha câncer de mama?

Janinha: Bem, eu fazia mamogramas a cada 3 meses pois era considerada de alto risco, pois na minha família muitos tiveram câncer: meu pai, minha mãe, meu irmão, tias e primas.Principalmente pelo lado materno: minha mãe e tias tiveram câncer de mama.

Tive a primeira ameaça anos atrás, mas foi benigno.Por coincidência, havia tempo que eu sentia dor na área de cistos, o que é normal. Mas o câncer estava embaixo do cisto, e por isso levei mais tempo para descobrir.  

 

Leia Junto: Como foi a sua caminhada para a cura? 

Janinha: Com muita fé, esperanca e confiança. Caminhei com Deus e bons espíritos ao meu lado, e o apoio de muitos amigos. Não haveria outro jeito. Fui diagnosticada quando faltavam 2 semestres para terminar meu mestrado, não tinha trabalho pois estudava tempo integral e não tinha seguro de saúde. Nesta situação, a fé foi essencial nessa caminhada. Sou espírita e isso ajudou muito. Houve momentos confusos e tristes, mas estava decidida a batalhar para salvar minha vida. Penso que a caminhada foi um conjunto de coisas como a espiritualidade, a medicina alternativa, o tratamento convencional, BodyTalk, quiroprática e as enzimas, muita fé, mas acima de tudo querer viver.

 

 

Leia Junto: Quais as rotinas e costumes que você tinha antes da doença, e dos quais você se livrou para evitar uma recidiva?

Janinha: Aprendi a controlar o stress drasticamente pois penso que duas coisas me levaram a esse diagnóstico: o stress e a tristeza. Perdi muitos membros da minha família num curto período de tempo. A última perda foi meu irmão, que também morreu de câncer. Por mais avançada que eu estivesse espiritualmente, o choque nas células do corpo foi forte. As emoções têm uma participação muito grande no nosso sistema imunológico.

Também procuro viver o momento do aqui e agora, pois isso evita um desgaste grande de energia. É uma caminhada longa e com muitas curvas. Nada é simples quando se trata de recuperação de um tratamento de câncer.

Também o descanso e uma boa dieta natural, que sempre foi boa mas agora mais do que nunca está sendo lei na minha vida. Acredito que uma boa nutrição pode curar e prevenir doenças. Tento evitar o açúcar que é o que alimenta as células cancerígenas e faço muitos exercícios físicos como Tai Chi, ioga e natação. Também faço sessões de BodyTalk e visito o quiroprático quando possível. 

 

Leia Junto: Fale sobre o programa que você encabeça, o Breast Cancer Support Group.

Janinha: Acredito que uma boa nutrição pode evitar a volta do câncer, e também através da procura de diferentes informações não-convencionais sobre o corpo e a saúde, o sobrevivente pode fortificar o corpo e a mente.

O sobrevivente precisa conhecer seu próprio corpo e as opções para manter a saúde em equilíbrio. Infelizmente a medicina convencional não dá isso, pois para ela é tudo na base de remédios, os quais às vezes podem ser fatais.

Quando criei este grupo, era para ser de apoio aos sobreviventes de câncer de mama, mas com o tempo e com convidados — guest speakers(conferencistas) de alto nível do campo alternativo – o grupo tomou outro rumo. Percebi que a comunidade estava interessada nos assuntos alternativos e que não se limitavam necessariamente aos sobreviventes de câncer.

Hoje, com a demanda crescente na comunidade do sul da Flórida, estou a caminho de ampliar o grupo e fazer uma fundação sem fins lucrativos. Por dois anos tenho feito este trabalho com o coração, sem cobrar nada. Com a fundação poderei oferecer mais opções, como por exemplo aulas de Tai Chi e ioga, já que exercitar-se é fundamental para todos, principalmente para os sobreviventes de câncer. Haverá também sessões de BodyTalk e terapia psicológica, para os sobreviventes de câncer equilibrarem a mente, e muitos programas educativos com palestras e seminários.

Mais importante de tudo é poder educar as pessoas sobre a conexão entre corpo, saúde e mente, e assim prevenir as doencas. 

 

Leia Junto: Fale sobre o que mais você quiser falar sobre a matéria.

Janinha: Nos tempos atuais penso que é necessário nos responsabilizarmos pelo nossso corpo/saúde e a busca da cura das doenças. Sinto que é uma obrigação buscarmos soluções alternativas antes de buscarmos a convencional. Existem muitas opções naturais que podem ajudar o corpo sem efeitos colaterais. Mas é preciso que todos busquemos e apliquemos essas opções ao nosso corpo. É muito importante cuidar do corpo para que assim possamos evoluir na vida em todos os aspectos. Tambem é muito importante conectar a mente, o físico e o espírito.

O emocional é o que define a saúde. 

 

Para maiores informações sobre o grupo de apoio, ligar para (305) 531-2046,                         ou pelo e-mail  janinhapiazzetta@yahoo.com.

 

Janinha pediu que fosse feita a correção de sua última resposta para: Sinto que é uma obrigação buscarmos soluções alternativas junto com a convencional.

Sotomayor nasceu no Bronx mas é portorriquenha.

13 jul

Num artigo de Angelo Falcón intitulado “Tão Americana como a Torta de Manga”, a futura membra da Corte Suprema é descrita como uma verdadeira portorriquenha.

Porto Rico faz parte dos Estados Unidos desde 1898, e a colônia novaiorquina é a maior de todas. Muito maior do que a de Miami, apesar da curta distância desta cidade. Há mais de quatro milhões de portorriquenhos vivendo nos Estados Unidos, 800 mil deles em Nova York.

Mas Porto Rico não tem status integral de estado. Os portorriquenhos que vivem nos Estados Unidos têm cidadania plena e votam, mas os portorriquenhos que vivem em Porto Rico não votam.

Recomendo a leitura completa do artigo de Angelo Falcón.

 

Los Pachecos. Família portorriquenha em Miami(CB).

Los Pachecos. Família portorriquenha em Miami(CB).

Mais horas para o voto antecipado na Flórida.

28 out

Agora as seções eleitorais para o voto antecipado ficarão abertas 12 horas por dia, ao invés de oito horas, por ordem do Governador Charles Crist.

Estamos vivendo um estado de emergência, não é uma decisão política“, disse o governador, que é republicano. Ele tomou a decisão ao ver os relatórios sobre as longas filas, e após conferenciar com o líder democrata Dan Gelber.

Durante o sábado e o domingo (último dia do voto antecipado), as seções estarão abertas num total de 12 horas pelos dois dias.

Aqui a reportagem do Miami Herald.

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