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Obama para Netanyahu e Abbas: “Temos que conseguir resultados agora!”.

22 set

Obama se encontrou hoje com os líderes israelense e palestino e disse que “é de importância crucial” que as partes se esforcem para conseguir um acordo de paz definitivo.

“É hora de conseguir resultados”, disse o presidente americano, que antes do encontro a três, havia se reunido individualmente com os líderes Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas.

Obama se referiu aos principais pontos a serem resolvidos: Jerusalém, as fronteiras palestinas, o desmantelamento das colônicas judaicas na margem oeste e o destino dos refugiados palestinos que deixaram ou  foram forçados a deixar suas casas.

“Minha mensagem para vocês dois é muito clara”, disse Obama. “Apesar de todos os obstáculos, de toda a história, de toda a desconfiança, temos que encontrar o caminho”.

Obama procura reagir ao desânimo causado na semana passada pelo insucesso da missão de seu enviado especial, George Mitchell, que não conseguiu do governo israelense a interrupção de novas construções em áreas palestinas.

Adicione-se a falta de apoio à iniciativa do Pres. Obama para que os governos árabes aqueçam suas relações com Israel.

Obama pediu hoje que os negociadores israelenses e palestinos retornem na próxima semana a Washington para fecharem um acordo para o começo das negociações. Ele pediu à Secretária de Estado Hillary Clinton que lhe relate em outubro como estão progredindo as negociações, segundo o New York Times.

OEA reintegra Cuba.

3 jun

Depois de 47 anos, Cuba volta a integrar a Organização dos Estados Americanos.

Todos os 35 membros votaram a favor da reintegração, à exceção dos Estados Unidos, que liderou a expulsão de Cuba da organização no auge da Guerra Fria. A reunião deu-se em Honduras.

Participou da reunião quase até o final a Secretária de Estado Hillary Clinton, até que partiu para encontrar o Pres. Obama no Egito.

Ainda não houve comentário oficial dos Estados Unidos a respeito.

Hillary Clinton, a um passo de ser confirmada: “Vamos acabar com essa guerra no oriente médio”.

13 jan

 

 

Hillary Clinton, hoje, no Congresso americano.

Hillary Clinton, hoje, no Congresso americano.

 ”Por mais intricados que sejam os problemas do oriente méido – e muitos presidentes, inclusive o meu marido, gastaram anos tentando construir uma solução – não devemos desistir da paz”, ela disse hoje no Congresso americano, durante a sabatina que certamente levará à sua confirmação como Secretária de Estado.

“Isto serve apenas para aumentar a nossa determinação para buscar uma paz justa e duradoura que traga segurança verdadeira para Israel – relações normais e positivas com seus vizinhos, independência, progresso econômico e segurança para os palestinos em seu próprio estado. Colocaremos em prática todos os esforços para apoiar o trabalhos de israelenses e palestinos que procuram este resultado”, ela declarou.

Hillary Clinton também declarou que “consultas” são um compromisso e “não um slogan”. “O presidente eleito e eu acreditamos que devemos retornar ao princípio de um bipartidarismo honrado em nossa política externa, uma prática que sempre foi útil”, ela declarou.

Mais no site da CNN.

Fala-se em Bill para substituir sua mulher Hillary no Senado.

1 dez

A fila é grande, e a decisão cabe exclusivamente ao governador de Nova York, estado pelo qual Hillary Clinton é senadora.

Quem quer que o Governador David Paterson escolha, ficará no Senado por dois anos, e depois por mais dois anos se ganhar uma eleição especial em novembro de 2010.

Em artigo assinado no Washington Post, os jornalistas Karl Meyer e Shareen Brysac, pedem para que o governador “mande Bill Clinton para o Senado“. Mas não está suficientemente claro ainda se Bill Clinton quer o cargo.

Obama confirma sua equipe de segurança.

1 dez

Pragmatismo na união de diplomacia e força militar, foi o que o presidente eleito Barack Obama prometeu ao povo americano e ao mundo ao apresentar seu equipe de segurança.

Durante 45 minutos, pela tv, falou o presidente, falaram os indicados, e a imprensa fez perguntas ao presidente. Uma mudança a ser notada é que foi dado destaque, desta vez, ao outro integrante da dupla executiva, Joe Binden, que também falou, e fez referência ao Brasil.

O presidente eleito apresentou a cada um dos escolhidos.

A Secretária de Estado será mesmo Hillary Clinton, que se disse disposta a renovar as alianças dos Estados Unidos com seus parceiros no mundo. “Precisamos de mais parceiros e menos inimigos“, ela declarou.

Robert Gates atual Secretário de Defesa disse-se honrado em fazer parte de uma equipe que terá que enfrentar o desafio de duas guerras.

Eric Holder, o Ministro da Justiça indicado, falou em esforços além das fronteiras dos partidos, e da cooperação com os estados e municípios, “não apenas no combate ao terrorismo, mas também ao crime”.

Janet Napolitano, que ocupará o cargo de Secretária de Segurança Interna, disse que o desafio de sua pasta será fazer mudanças que “garantam as nossas fronteiras”. 

Susan Rice, indicada para embaixadora junto às Nações Unidas, lembrou que o organismo internacional foi fundado por sugestão e apoio dos Estados Unidos

O General da Reserva James Jones, futuro conselheiro de política externa agradeceu a menção que Obama fez dos serviços militares prestados por sua família desde 1938.

Finalmente falou Joe Biden, que referiu-se às novas forças que moldam os novos tempos. Citou o Brasil como potência emergente ao lado de outros países, inclusive a Índia.

A imprensa procurou colocar um pouco de veneno nas relações de Obama e Hillary Clinton durante a campanha, mas Obama respondeu que agora trabalharão como time, em busca de um só objetivo. Os repórteres também quiseram saber se os Estados Unidos apoiariam um ataque da Índia ao Paquistão, ao que Obama respondeu que “existe um presidente apenas de cada vez“, referindo-se a que este tipo de pergunta tem que ser respondida pelo Presidente Bush, e que “a Índia é uma nação soberana“.

 

Foto de Jim Watson.

Foto de Jim Watson.

Obama anunciará Hillary Clinton como Secretária de Estado amanhã.

30 nov

Fontes autorizadas da transição informaram também que Robert Gates será confirmado como Secretário de Defesa, e o General dos Fuzileiros Navais Jim Jones será anunciado como conselheiro de segurança nacional.

O anúncio oficial ocorrerá pela amanhã de manhã. Hillary Clinton está voando para Chicago.

Uma inimizade que está se tornando aliança.

23 nov

A imprensa americana destrinchou de todos os ângulos o principal assunto da semana: o novo relacionamento entre Barack Obama e Hillary Clinton. 

Eles demonstraram discórdia constante durante as primárias. Não houve um ponto em comum, nenhuma concordância em política externa entre Barack e Hillary. A propaganda política de Hillary que mais discussões suscitou foi a do telefonema às três horas da manhã, visando desacreditar as credenciais de Obama numa crise internacional.

Eles concordavam em outros ítens, como saúde, por exemplo, mas foi justamente para a política externa que Barack chamou Hillary para fazer parte do seu “time de rivais”, como definem Karen Tumulty e Massimo Calabresi, na revista Time.

Para os articulistas, Barack Obama tem uma visão a longo prazo de todos os problemas que deverá atacar durantes a sua presidência. Isso fica patente na conversa conciliadora que teve com John McCain e no perdão a Joe Lieberman.

É brilhante“, diz uma autoridade do Partido Republicano. “Tiro o meu chapéu para ele“. Isso não impede que parte daqueles que durante dois anos trabalharam duro para eleger Obama reclamem da “restauração dos Clintons“.

A revelação dos doadores para as instituições filantrópicas de Bill Clinton parace estar superada. Ex-presidentes sempre causam problemas. Jimmy Carter deixou George Bush mais de uma vez irritado com a aquestão palestina. Agora, com Hillary no cargo, as declarações de Bill serão consideradas do governo Obama?

Para Hillary, está cada vez mais claro que esta é a sua melhor oportunidade. Melhor do que permanecer no Senado.

O degelo começou na Convenção Democrata, com o discurso entusiasmado de Hillary a favor de Obama, conforme esse artigo de Elisabeth Bumiller para o New York Times.

Há dúvidas que a aliança se tornará amizade, mas alguns não acham impossível. James Baker foi amigo do primeiro Presidente George Bush, mas Kissinger e Nixon não se gostavam.

Ajuda serem amigos“, diz Martin Indyk, ex-embaixador em Israel e partidário de Hillary nas primárias, “mas se não forem, o que importa é obterem bons resultados.”

Henry Kissinger e Richard Nixon.

Henry Kissinger e Richard Nixon.

Hillary está quase lá…

21 nov

De todas as partes chega a confirmação de que Hillary Clinton será a Secretária de Estado de Barack Obama.

Segundo o New York Times, Bil Clinton teve que entregar a lista de mais de 200 mil doadores de sua fundação filantrópica.

Para todos os que consideravam sua carreira  acabada com a derrota nas primárias, Hillary Clinton está dando a volta por cima em grande estilo. 

 

Ela parece estar nas nuvens.

Ela parece estar nas nuvens.

Fantasmas do passado.

20 nov

O fantasma de Marc Rich está atrasando a aprovação de Eric Holder para o Ministério da Justiça de Obama.

Marc David Reich é um  comerciante de commodities, que criou o spot market do petróleo em 1970. Em 1983, ele fugiu para a Suiça acusado de evasão fiscal e comércio ilegal de petróleo com o Irã durante a crise dos reféns.

Ele estava na Suiça quando começou um processo contra ele nos Estados Unidos. Não voltou para os Estados Unidos e esteve na lista dos “mais procurados” durante anos.

O presidente dos Estados Unidos, nas últimas horas de seu mandato, costuma conceder clemência a pessoas que fazem parte de uma lista que lhe é apresentada. No dia 20 de janeiro de 2001, concedeu clemência a Marc Rich. Eric Holder, Ministro da Justiça Adjunto na época, era o responsável pela lista.

A ex-mulher de Marc Rich, Denise, visitou a Casa Branca mais de doze vezes durante a presidência de Bill Clinton e contribui com estimados US$450 mil para a biblioteca do presidente, US$1,1 milhão para o Partido Democrata, e pelo menos US$109 mil para a campanha de Hillary Clinton ao Senado. 

Eric Holder é acusado de ter negociado o pedido de clemência para Marc Rich com um advogado da administração Clinton, Jack Quinn, em troca da possibilidade de se tornar Ministro da Justiça do Al Gore, se ele ganhasse a eleição, o que não aconteceu. Quinn era também advogado de Rich.

Eric Holder diz hoje que não fez nenhuma negociação, e que se arrepende de não ter investigado o caso com mais cuidado.

O governo de Israel, país do qual Marc Rich é cidadão, e até o rei da Espanha fizeram pressão para a sua clemência.

Este é um dos casos que também está atrapalhando a triagem de Bill Clinton, para a aprovação de Hillary Clinton como Secretária de Estado.

Mais no artido do MSNBC, e na Wikipedia.

Marc Rich, em foto antes da clemência.

Marc Rich, em foto antes da clemência.

Obama não estará fazendo escolhas arriscadas?

19 nov

Quem faz esta pergunta é Steve Clemons em artigo no CNN.com.

As escolhas podem ser arriscadas, mas também podem ser brilhantes. Vamos à argumentação de Clemons:

Se a presença de Hillary Clinton no governo se constituir em fator de brigas e desentendimentos, será porque Obama está confuso, iludido, auto-destrutivo ou deixou a presidência lhe subir à cabeça.

Caso contrário, a escolha é brilhante, brilhante, brilhante.

O mesmo se aplica à escolha do encrenqueiro Rahm Emanuel, da manutenção do desleal Joe Lieberman, e da possivel continuação do bushista Robert Gates no Ministério da Defesa.

Mas o maior dilema é Hillary Clinton.

Obama poderá estar imitando o que George Bush fez com Colin Powell, seu principal rival dentro do Partido Republicano. Neutralizou-o fazendo-o Secretário de Estado, ao mesmo tempo que utilizava sua sagacidade militar.

Hillary ficaria satisfeita com o cargo, teria um lugar na História, e seria neutralizada como rival caso as eleições de 2010 não dêm bons resultados para os democratas.

Genial. Obama estaria também trazendo para seu governo alguém que se mostrou favorável ao Presidente Bush boicotar a abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing por violação dos direitos humanos, alguém que apoiou a invasão do Iraque, alguém que acredita mais no porrete do que na diplomacia, alguém que já mostrou que sacrificiaria interesses árabes a favor de Israel.

Obama, ao contrário, declarou que se encontraria com os líderes mundiais mais encrenqueiros, que queria uma mudança de estratégia, e que queria evitar o “tipo errado de experiência“, implicitamente colocando os Clintons no passado e despreparados para o futuro. David Axelrod, estrategista de Obama, chegou a ligar Hillary Clinton à morte de Benazir Bhutto por não se opor a beligerância de Bush.

Apesar de tudo, pode ser um golpe de mestre de Obama, do tipo “quem não arrisca não petisca“.

À esta altura, Hillary certamente já percebeu que a nova estrela do universo político americano não deverá ter seu governo posto em cheque, mesmo com uma derrota em 2010. E mais: morrer como senadora de Nova York não é exatamente o seu sonho.

Outras vantagens: Hillary é cê-dê-efe e inteligente. Entende de micro-crédito, fez campanha e perdeu para conseguir um plano de saúde para todos, mas refez o plano e relançou-o nas primárias. Ela lança idéias, coloca-as em cheque e as relança. Ela é tenaz. Se Obama quer uma mudança de estratégia no Irã, Israel-Palestina, Síria, Cuba, Rússia e noutros desafios, ela é a pessoa certa.

Ao contrário de Bush, que cedeu a política externa para Cheney, Obama pretende ser o seu próprio Secretário de Estado, focado em redesenhar o contrato social global dos Estados Unidos. Será uma revolução, e para isso Hillary Clinton poderá ser a companheira ideal.

Aqui todo o artigo de Steve Clemons.

Vou ficar de Olho.

"Vou ficar de olho".

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