A França legisla contra a burca, e será seguida pela Itália e a Espanha.
Em algumas regiões da Itália, já é proibida. Amel Marmouri não sai mais de casa em Novara para evitar que seu marido pague uma multa de 500 euros.
A burca simboliza o islã para o europeu. Apenas os alemães não se importam muito, e acham que baní-la é anticonstitucional.
Os políticos encontram motivos diferentes para banir a burca, como oxigenação deficiente e perigo no trânsito. Mas o que é mesmo é medo do fundamentalismo à sua porta. Um quarto das mulheres que usam a burca na França são francesas convertidas ao Islã.
Um professor alemão de islamismo, Bulent Ucar, acha que a proibição só marginaliza ainda mais os muçulmanos. “Quem quiser emancipar a mulher muçulmana tem que tornar obrigatório o curso de lingua alemã e cursos vocacionais. Os imãs também deveriam ser obrigados a fazer cursos que os tirem do caminho do fundamentalismo”.
Na Turquia, o véu é proibido nas escolas, universidades e serviço público. Na Tunísia, as funcionárias públicas também não podem. E no Egito, estudantes e professoras da Universidade Al-Azhar, não podem também.
O falecido Sheik Mahammed Sayed Tantawi dizia: “O véu é uma tradição e não tem nada a ver com a religião”.
O artigo é da revista alemã Der Spiegel.

Um quarto das mulheres que usam a burca na França são francesas que se converteram ao Islã.

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