“O que há de tão errado com a Europa?”, pergunta Michael Freedman, neste artigo na Newsweek.
Vejam só: A União Européia tem uma taxa de mortalidade menor dos que os Estados Unidos, com a França entre as menores. Um menino que nasça amanhã nos Estados Unidos terá uma expectativa de vida de 78 anos, contra 79 na Europa e 80 se tiver a sorte de nascer na França.
O europeu terá a chance de levar uma vida feliz, sua educação do jardim de infância à universidade será quase de graça, trabalhará numa das empresas multinacionais da socializada Europa(BP, Royal Dutch Shell, Total, Nokia ou Ericksson) ou 10 das empresas líderes mundiais em vendas.
Terá mais férias e mais tempo livre para tratar de sua saúde e do filho recém-nascido.
A Europa tem menos doenças psiquiátricas do que os Estados Unidos, e, estatisticamente, dão mais chance de tratamento aos que adoecem. O aposentado tem uma pensão garantida pelo estado.
E desde que foi para a Casa Branca, Barack Obama tem sido acusado de querer europeizar os Estados Unidos.
Para Bill O´Reilly, a Europa está “cheia de covardes”.
Para Sean Hannity, o pacote de recuperação da economia de Obama é “A Lei Socialista Européia de 2009″.
E a reforma do sistema de seguro saúde de Obama é “a estatização européia”, para Rush Limbaugh.
Mas isso é antigo, segundo o articulista, pricipalmente contra a França. Historicamente, segundo o estudioso francês Justin Vaisse, os americanos consideram os franceses “imorais, venais, antisemitas, arrogantes, insignificantes, e saudosistas”.
A eurofobia está mais forte ainda em nossos dias. Tudo o que Obama diz inspira um direitista a acusá-lo de europeizado.
- “O presidente pediu um hamburger com mostarda Dijon!”.
A apresentadora de rádio Laura Ingraham perguntou no ar: “Que tipo de homem pede um cheeseburger sem ketchup mas com mostarda Dijon?”
Rush Limbaugh anda comparando Obama a Adolf Hitler. Glenn Beck,da Fox News, passou filmes da Wermacht para falar do seguro saúde de Obama.
E, hoje, os europeus são nossos maiores aliados!
Que tipo de seguro saúde fará os americanos mais fortes, mais resistentes, mais prósperos? Seria bom observarmos como fazem os nossos alidos.
Charles Murray ao receber um prêmio do conservador American Enterprise Institute declarou que “a possibilidade de que danos irreversíveis sejam feitos ao projeto americano nos próximos anos, é real; o modelo europeu é fundamentalmente errado porque, apesar do sucesso material, não é adequado para que seres humanos floresçam e progridam – não conduz à felicidade aristoteliana”.
Pode até ser, mas a demagogia de muitos de seus companheiros de direita arrisca ignorar o que a Europa tem a oferecer, apenas para cederem a um ideológico je ne sais quoi.
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