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Americanos em pesquisa declaram querer punição forte para a BP.

7 jun

Mais de 50% são favoráveis a que a BP pague pelo desastre como por um crime.

A pesquisa é do jornal Washington Post e da ABC News.

Os americanos(73%) consideram o vazamento como um desastre de grandes proporções.

Mas o governo também não escapa da fúria popular. Consideram(69%) que a reação do governo tem sido “ruim”, segundo o Washington Post.

“A BP jamais deveria ter recebido permissão para perfurar em águas profundas” – Charles Crist, governador da Flórida.

3 jun

Teme-se que a Flórida será atingida em breve pelo petróleo que vaza do poço da BP. As praias do “panhadle”, região da Flórida que se estende para o oeste, deixarão de receber milhares de turistas nesse verão, se forem poluídas pelo petróleo.

Charles Crist, que concorrerá a uma vaga no Senado em novembro como candidato independente, acha que se a BP não tinha um plano eficaz para esse tipo de emergência, “jamais deveria ter recebido permissão para perfurar a 1.500 mts. de profundidade(5.ooo pés)”.

Crist acha que Obama está fazendo “tudo que está a seu alcance para debelar a crise”.

Em artigo publicado no Financial Times de terça-feira, o CEO da BP, Tony Howard admitiu que sua empresa não estava totalmente preparada para lidar com um vazamento em águas profundas como este.

“O que é certo sem sombra de dúvida é que não tínhamos na nossa caixa de ferramentas uma ferramenta adequada”, disse Howard.

A mancha de petróleo poderá chegar a Miami, se o vazamento não for estancado em breve.

A notícia e o vídeo da entrevista com Charles Crist estão no site da CNN.

Retrato da ganância da BP.

Obama quer garantias para reabrir perfuração offshore.

22 mai

Obama declarou esta manhã que só aprovará perfuração offshore em outras áreas se tiver certeza que acidentes como o da BP não ocorrerão mais.

Obama anunciou oficialmente uma comissão de investigação e mandou uma mensagem dura para as três empresas envolvidas no vazamento – BP, Transocean e Halliburton – ao mesmo tempo que manterá Washington sob vigilância para que supervisione de verdade.

Data venia, Leia Junto alerta o presidente Obama que é impossível evitar explosões numa sonda de perfuração. Essa certeza ele nunca terá. A certeza que ele pode ter é que o combate ao vazamento pode ser feito mais rápida e eficientemente. Para isso a BP e suas irmãs terão que investir em novas técnicas e fazer todos os exercícios possíveis para situações como a que ocorre.

A notícia está no MSNBC.

“Pressa da BP motivou o acidente”, diz investigação preliminar do governo americano.

18 mai

A válvula anular do BOP apresentara problemas quatro semanas antes do acidente.

Para fechar a entrada do poço até que uma plataforma de produção voltasse ao local para tirar o petróleo, a Transocean, dona da Deep Horizon e operadora, queria seguir outras medidas de segurança para evitar o desastre.

Essas medidas de segurança consistiam em encher o poço com fluido(lama) de perfuração pesada, colocando tampões de cimento a intervalos. Esse serviço seria feito pela Halliburton.

A BP achou melhor, segundo investigação preliminar do governo, pular alguns estágios da operação de segurança, e deu no que deu.

Rachel Maddow mostrou no seu show de TV toda a problemática, inclusive com um gráfico muito bom sobre o que aconteceu com o BOP e o que deveria ter sido feito para evitar a explosão que matou 11 pessoas e está destruindo o meio-ambiente no Golfo do México. Clique aqui para ver.

Rachel Maddow acusa que outra sonda de perfuração operando para a BP, a Atlantis, que perfura a 150 quilômetros de onde estava a Deep Horizon, não foi devidamente fiscalizada e poderá causar um desastre de maiores proporções.

A dança da sujeira.

14 mai

Clique aqui e acompanhe dia a dia a evolução da mancha de petróleo no Golfo do México, no infográfico da MSNBC.

Obama suspende concessão de novas áreas para exploração de petróleo.

30 abr

O presidente americano quer saber os motivos do acidente com a Deep Horizon, contratada da BP.

A Casa Branca voltou atrás na concessão de novas áreas na costa leste americana até que sejam dadas explicações para o acidente que está poluindo as águas do Golfo do México e a costa da Louisiana.

Eurofobia americana só aumenta.

13 ago

“O que há de tão errado com a Europa?”, pergunta Michael Freedman, neste artigo na Newsweek.

Vejam só: A União Européia tem uma taxa de mortalidade menor dos que os Estados Unidos, com a França entre as menores. Um menino que nasça amanhã nos Estados Unidos terá uma expectativa de vida de 78 anos, contra 79 na Europa e 80 se tiver a sorte de nascer na França.

O europeu terá a chance de levar uma vida feliz, sua educação do jardim de infância à universidade será quase de graça, trabalhará numa das empresas multinacionais da socializada Europa(BP, Royal Dutch Shell, Total, Nokia ou Ericksson) ou 10 das empresas líderes mundiais em vendas.

Terá mais férias e mais tempo livre para tratar de sua saúde e do filho recém-nascido. 

A Europa tem menos doenças psiquiátricas do que os Estados Unidos, e, estatisticamente, dão mais chance de tratamento aos que adoecem. O aposentado tem uma pensão garantida pelo estado.

E desde que foi para a Casa Branca, Barack Obama  tem sido acusado de querer europeizar os Estados Unidos.

Para Bill O´Reilly, a Europa está “cheia de covardes”.

Para Sean Hannity, o pacote de recuperação da economia de Obama é “A Lei Socialista Européia de 2009″.

E a reforma do sistema de seguro saúde de Obama é “a estatização européia”, para Rush Limbaugh.

Mas isso é antigo, segundo o articulista, pricipalmente contra a França. Historicamente, segundo o estudioso francês Justin Vaisse, os americanos consideram os franceses “imorais, venais, antisemitas, arrogantes, insignificantes, e saudosistas”.

A eurofobia está mais forte ainda em nossos dias. Tudo o que Obama diz inspira um direitista a acusá-lo de europeizado.

- “O presidente pediu um hamburger com mostarda Dijon!”.

A apresentadora de rádio Laura Ingraham perguntou no ar: “Que tipo de homem pede um cheeseburger sem ketchup mas com mostarda Dijon?”

Rush Limbaugh anda comparando Obama a Adolf Hitler. Glenn Beck,da Fox News, passou filmes da Wermacht para falar do seguro saúde de Obama.

E, hoje, os europeus são nossos maiores aliados!

Que tipo de seguro saúde fará os americanos mais fortes, mais resistentes, mais prósperos? Seria bom observarmos como fazem os nossos alidos.

Charles Murray ao receber um prêmio do conservador American Enterprise Institute declarou que “a possibilidade de que danos irreversíveis sejam feitos ao projeto americano nos próximos anos, é real; o modelo europeu é fundamentalmente errado porque, apesar do sucesso material, não é adequado para que seres humanos floresçam e progridam – não conduz à felicidade aristoteliana”.

Pode até ser, mas a demagogia de muitos de seus companheiros de direita arrisca ignorar o que a Europa tem a oferecer, apenas para cederem a um ideológico je ne sais quoi.

Mais consolidações na indústria do petróleo?

22 nov

As grandes companhias petrolíferas estão altamente capitalizadas e comprarão as empresas menores que precisam de crédito para desenvolver jazidas de petróleo.

Esta é a tese desse artigo da CNN.com.

ExxonMobil, BP, Chevron, Shell e ConocoPhillips, sentadas em muito dinheiro, estão estudando os balanços das companhias vulneráveis do setor. 

A falta de opções de mais lugares para encontrar petróleo está fazendo as grandes empresas procurarem empresas com jazidas já encontradas mas sem dinheiro para explorá-las.

Essa tendência deverá mostrar-se em 2009“, segundo analistas do setor.

Entre os alvos encontram-se empresas como a Apache, Devon e Chesapeake, e outras menores.

ExxonMobil, BP, Chevron, Shell e ConocoPhillips controlam menos de 10% das reservas mundias, que estão em sua maioria nas mãos de países, como Venezuela e Arábia Saudita.

Nesse momento existem mais de 10 mil pequenas empresas de petróleo nos Estados Unidos.

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