O público americano, com a desclassificação de seu time, voltou de novo as costas ao futebol. Ou melhor, como na fábula da raposa e as uvas, estão achando que “as uvas estão verdes”.
De uma hora para outra, sumiu o noticiário futebolístico nos principais jornais online, ou se escondeu nas páginas intermediárias. Somente os sites especializados em esportes, como o da ESPN ainda dão destaque.
A CNN perguntou ontem quem estava seguindo o torneio e quem estava simplesmente ignorando-o. Quase 85%(28 mil leitores) responderam que ignoravam. Bem, digo eu, o simples fato de responderem já mostra que não estão ignorando tanto assim…
Mas hoje o MSNBC, numa chamada intermediária, fala que pode estar se armando uma “festa sulamericana total” nas semifinais, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Já é alguma coisa.
Depois de muitas décadas, começam a dar o primeiro passo para quem quer aprender a jogar bola: reconhecer que o melhor futebol está “South of the border”. Com isso, espero, abrirão os olhos e perceberão que Beckman é apenas mais uma celebridade criada pela sociedade consumista.
De Cochabamba a São Raimundo Nonato, passando por Ananindeua, Rosário e Montevidéu, tem uma multidão de garotos que joga mais bola do que ele.
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