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O que fizeram com o Afeganistão!

18 nov

Alguns países não têm mesmo o direito de viver em paz.

Todo o mundo se mete nos seus assuntos internos, como se aqueles que se metem não tivessem os seus próprios problemas.

Os Estados Unidos estão com uma taxa crescente alarmante de gente com fome, mas não deixa o Afeganistão em paz.

Encontrei-me há pouco com um fotógrafo que visitou repetidas vezes o Afeganistão na década de 70, e que mostra através de suas fotos, como eram felizes os afegãos quando viviam em paz, sem interferência estrangeira.

Joseph Hoyt criou um site com essas imagens, que chama “Imagens de uma Era de Paz”.

Alunos do Corão, 1973.

Dois policiais, 1971.

Tirando uma soneca, 1973.

A criançada, 1971.

Mercador de grãos, 1971.

Essas pessoas perderam o direito à paz que estas fotos mostram.

Para mais fotos, acesse o site de Joseph Hoyt.

Para Obama, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

7 out

Hoje de manhã o presidente americano declarou que não reduzirá as tropas no Afeganistão. Aumentará? Ontem ele disse  que não sabe, segundo o New York Times.

Se aumentar, escalará uma guerra cujas chances de vitória estão longe, assim como o objetivo de defender os Estados Unidos de ataques da Al-Qaeda, que, ao que tudo indica, quase não tem mais operações a partir do Afeganistão.

Hoje a guerra completa oito anos. O número de mortes está aumentando, e mais tropas significará mais baixas em ambos os campos.

Essa questão irá mostrar o bom senso de Obama, e sua coragem, caso ele não prefira ficar em cima do muro.

As eleições de 2010 darão a resposta popular às soluções que Obama der a esta guerra, o aumento do déficit, o medo do inchaço do governo, o resultado final da reforma da saúde, mas principalmente do índice do desemprego, que está em 9,8%, o mais alto em 26 anos, segundo o Wall Street Journal.

Economistas e especialistas acham que o Partido Democrata está se mostrando fraco na questão do combate ao desemprego.

Assessor da Casa Branca minimiza presença da Al-Qaeda no Afeganistão.

5 out

“A presença da Al-Qaeda no Afeganistão é mínima; um máximo de 100 pessoas”, disse o general da reserva James Jones, conselheiro de segurança nacional do governo Obama.

Para Jones também não há hipótese do Talibã retornar ao poder, segundo o MSNBC.

Em reuniões nesta semana na Casa Branca, serão avaliadas as opções para o Afeganistão, e “o pedido de mais 40 mil soldados do Gen. McChrystal, é uma das três opções na mesa”, disse Jones.

Ele aproveitou para criticar o pedido de McChrystal ter sido feito em entrevista à imprensa em Londres, “ao invés da cadeia de comando”.

As três opções de mudar o rumo da guerra que o Pres. Obama avaliará são: reduzir tropas, ficar como está, ou mandar mais tropas.

Afeganistão e Vietnam – as semelhanças amedrontam Frank Rich.

27 set

O colunista do New York Times está amedrontado e preocupado com as reações da Casa Branca ao conflito. Aqui um resumo do seu artigo:

Saiu um livro importantíssimo para o nosso momento atual: “Lessons in Disaster”(“Lições no Desastre”), de Gordon Goldstein, que foi colaborador de  McGeorge Bundy, um dos arquitetos da Guerra do Vietnam.

Fazendo a resenha do livro para o New York Times, Richard Holbrooke(diplomata de Bush que foi acusado de culpa na crise Afeganistão/Paquistão), acha que o livro é mais presciente do que parece, porque relata métodos decisórios que estão se repetindo na atual Casa Branca.

Os paralelos ficaram claros na semana passada, quando Bob Woodward revelou no Washington Post que o comandante das forças da NATO no Afeganistão, Gal. Stanley McChrystal,  declarou que se não forem trazidas mais tropas nos próximos 12 meses, poderá haver “fracasso da missão”.

Imediatamente a Casa Branca respondeu que o presidente “está explorando alternativas para o aumento de tropas no Afeganistão”.

Isso é “estranho”, disse Goldstein a Frank Rich, igual a John Kennedy avaliando o envio de mais tropas para o Vietnam, enquanto os militares soltavam balões de ensaio através da imprensa, do mesmo modo que também Obama está soltando seus balões através da imprensa.

E, como no Vietnam, se a moda pegar, logo “os Estados Unidos terão 300 mil homens no Afeganistão”, como predisse um dos poucos opositores da guerra dentro do governo Kennedy, George Ball, que vivia citando o fracasso francês.  Para Goldstein, Joe Biden é o George Ball da administração Obama.

Embora voto vencido dentro de sua administração, Kennedy acabou não autorizando o aumento de tropas. Com a sua morte, essa política foi infelizmente revertida. Bundy escreveu que a lição de Baía dos Porcos serviu a Kennedy, que cria que “os conselheiros aconselham mas o presidente decide”.

Obama está agora na mesma posição solitária. Embora tenha dito que essa é “uma guerra de necessidade”, as circunstâncias mudaram. A Al-Qaeda está mais interessada no Paquistão nuclear, e as eleições roubadas no Afeganistão mostraram que Hamid Karzai não é um sócio confiável para afastar o Talibã.

Karzai, cujo irmão é conhecido traficante de drogas, é um novo Ngo Dinh Diem, o corrupto presidente do Vietnam do Sul. Kennedy conseguiu se livrar desses irmãos corruptos, mas Obama não parece ter um golpe na manga para Karzai.

Outros pontos de contato para Goldstein são que o Vietnam não foi dominado apesar de tentativas da China, França, Japão e Estados Unidos, como o Afeganistão também foi a sepultura das ambições de Alexandre o Grande, britânicos e soviéticos. A geografia abençoou ambos países.

Goldstein também se horroriza com a noção de que a estratégia no Vietnam de “clear and hold”(“limpe e mantenha”) esteja sendo cogitada para o Afeganistão, “um país com mais de 40 mil vilarejos espalhados num território maior do que a Califórnia e Nova York combinados”.

E Frank Rich termina: “Mesmo se conseguíssemos em uma ou duas décadas ganhar a guerra à custa de muitas mortes, o que impediria a Al Qaeda de se fortalecer na Somália e outros estados criminosos? Como poderia um Afeganistão livre do Talibã impedir um jidaista treinado nos campos da Al-Qaeda no Paquistão de praticar um ato de terrorismo em Denver ou em Queens?”

Afeganistão, um problema crescente para Obama.

5 set

O presidente separou durante sua campanha a problemática do Iraque da do Afeganistão: sairemos do Iraque e nos concentraremos no Afeganistão, onde se encontram os que causaram o 11 de setembro.

Agora, a guerra do Afeganistão está cada mais impopular entre os americanos, e o próprio Partido Democrata já enviou sinais ao presidente que terá dificuldades em aprovar um aumento de tropas.

O Sen. Carl Levin quer que os esforços se concentrem no fortalecimento das forças armadas e polícia locais. Nisso ele é seguido pelo Sen Jack Reed, outro democrata que, como ele, faz parte do Comitê das Forças Armadas, segundo o MSNBC.

A guerra de oito anos vê o número de mortes de militares americanos aumentar(51 apenas em agosto), e os senadores querem se preparar para diminuir a presença americana através da preparação das forças locais.

O Secretário de Defesa Robert Gates declarou que é favorável a um aumento de tropas, “contanto que seja para assegurar aos afegãos que os americanos estão lá para o seu bem”.

O Comante Chefe das tropas americanas no Afeganistão, Gen. Stanley McChrystal, foi o responsável pelo pedido do presidente para mais tropas. Em seu relatório, McChrystal fala em até 20 mil militares a mais.

Sem contar essas tropas, haverá no final do ano 68 mil militares americanos no Afeganistão.

Divulgação de foto de fuzileiro ferido mortalmente causa revolta nos Estados Unidos.

4 set

Hoje, a divulgação da foto de um fuzileiro naval americano ferido mortalmente no Afeganistão está recebendo desaprovação geral do público americano.

O Soldado de Primeira Classe Joshua Bernard estava em patrulha numa cidadezinha recentemente tomada aos Talibãs, quando foi atingido por uma granada disparada por um foguete que decepou suas pernas.

Seus companheiros acudiram, mas ele morreu logo depois, antes da chegada do helicóptero de socorro.

Aqui a sequência de fotos da fotógrafa Julie Jacobson, da AP, no MSNBC.

Joshua Bernard menos de uma hora antes de ser atingido mortalmente.

Joshua Bernard menos de uma hora antes de ser atingido mortalmente.

Obama quer investigação da morte de 2 mil prisioneiros talibãs.

12 jul

“Quero que seja verificado se realmente infrigimos as leis de guerra”, disse hoje o presidente americano à CNN.

Grupos pelos direitos humanos afirmam que as mortes de 2 mil prisioneiros talibãs no começo da guerra do Afeganistão, em 2001, são de responsabilidade de forças apoiadas pelos Estados Unidos.

O New York Times na sexta-feira levantou o assunto, e reportou que o governo Bush  não quis investigar o assunto sob a alegação de que os assassinados eram estrangeiros e o fato ocorreu em terra estrangeira. O jornal diz que o acusado é o Gal. Adbul Rashid Dostum, que tem ligações com as forças armadas americanas e a C.I.A.

Testemunhas afirmam que a Aliança Norte, aliada dos Estados Unidos, colocou os prisioneiros em containers fechados numa viagem de dois dias, sufocou-os e os enterrou em massa, usando tratores. Alguns soldados da própria Aliança Norte afirmaram que alguns de seus colegas haviam abrido fogo contra os containers.

Mais no MSNBC.

O motorista da Mercedes.

23 jul

  Rei Abdullah II, da Jordânia.

Barack Obama foi recebido como chefe de estado em alguns países que visitou. O rei da Jordânia foi além: levou o presidenciável americano para o aeroporto dirigindo a sua Mercedes.

A viagem está sendo acompanhada com atenção pelos amigos e inimigos de Obama. Todos querem ver como ele se comporta numa situação nova, fora dos círculos de Washington, diante de situações complicadas de política externa. Os inimigos certamente torcendo por uma gafe, seja de comportamento quanto de declarações.

Em entrevista a Karen Tumulty da revista Time, Obama sopra novos ares no território viciado por falta de diálogo e recurso imediato à violência. Ele conversou com os soldados do front no Iraque e no Afeganistão para ouvir de suas bocas sobre os verdadeiros problemas que enfrentam. Foi à fonte ouvir sobre realidades, com a agenda aberta. O primeiro passo para a paz é ser objetivo e realista. Adeus às ilusões, parece ser o mote de Barack Obama. 

O entusiasmo de Abdullah II fez com que ele se comportasse como um súdito.

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