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Shirley Sherrod não é racista.

21 jul

Shirley Sherrod.

Nos últimos dias a discussão toda gira em torno de Shirley Sherrod, e até a Casa Branca teve que intervir e depois se retratar.

Vamos à história: Shirley trabalha para o Ministério da Agricultura na Geórgia. Negra, durante décadas vem ajudando fazendeiros negros a salvarem suas terras de bancos e de outros credores. Em 1986, ela foi procurada pela primeira vez por um casal de fazendeiros brancos que perigavam perder suas terras.

Há alguns meses, fazendo uma palestra para agricultores negros em seu estado, ela se referiu àquele episódio dos fazendeiros brancos. Um blogueiro ligado ao Tea Party, pinçou do vídeo uma frase fora de contexto, e divulgou que Shirley era racista. A Fox News pegou o bonde andando e iniciou uma campanha contra Shirley. A NAACP, organização que defende os negros há mais de 100 anos, pediu à Casa Branca a cabeça de Shirley. O Ministro da Agricultura, Tom Vilsak, a destituiu em cadeia nacional na segunda-feira.

Ontem, Shirley pediu a todos que vissem todo o vídeo, e ficou claro que não era racismo coisa nenhuma. A imprensa foi procurar o casal de fazendeiros brancos, que se desmancharam em elogios por ela, e afirmaram que sem ela não teriam conseguido manter as suas terras. O Ministro da Agricultura recusou-se a admitir seu erro.

Mas hoje, diante da pressão popular, e do pedido de desculpas de Bill O´Reilly, um comentarista direitista da Fox News, o Ministro da Agricultura chamou Shirley Sherrod de volta para um cargo mais importante.

O único que não se retratou foi o blogueiro Andrew Breitbart.

É uma guerra…

Racismo e segregação têm ressurgência nos Estados Unidos.

18 jul

O fenômeno tem diferentes explicações, mas os fatos não podem ser negados.

Grupos dentro do Tea Party estão se mostrando cada vez mais ousados em suas acusações com conotação racial ao Pres. Obama através de cartazes em suas convenções, e declarações com acusações contra os costumes da raça negra em geral estão causando divisão até entre os membros moderados desse movimento.

Mark Williams, líder do Tea Party Express, de Sacramento na Califórnia, foi expulso neste fim de semana do movimento Tea Party, por causa de uma carta fictícia que escreveu em nome dos negros libertos ao Pres. Lincoln. Na carta ele coloca os negros na posição de gente que quer viver às custas do governo, que não quer liberdade e tem medo de tomar decisões. A notícia está aqui.

A NAACP, organização que promove a defesa e progresso dos negros americanos há mais de 100 anos, reagiu à carta e o debate já chegou ao mais alto nível da política nacional.

Um dos dirigentes da NAACP declarou ontem na TV que “a crise econômica, a descoberta pelos brancos que o mercado de trabalho americano sofre uma forte retração, está fazendo o racismo ressurgir entre alguns grupos de brancos, que buscam uma válvula de escape para seus problemas financeiros”.

Em Raleigh, capital da Carolina do Norte, está havendo confronto entre a nova administração escolar, que quer ressegregar as escolas, e ativistas pelos direitos civis. Quatro desses ativistas foram presos porque invadiram a sala de reunião da administração e se negaram a desocupar as cadeiras de membros do grupo governamental. A notícia está aqui.

Cartaz do Tea Party compara Obama a Hitler e Lênin.

“Racismo brasileiro é sutil e se reflete principalmente na economia” – Matt Frei, da BBC.

26 mai

O repórter da BBC Matt Frei consegue num vídeo de cinco minutos dar um quadro abrangente do racismo brasileiro.

Para ele a sociedade brasileira tem como ideal a igualdade racial, mas as práticas são sutilmente racistas. Essa tendência veio à tona quando foi instalado o sistema de quotas nas universidades. A reação dos “brancos” deixou claro que eles querem que a diferença econômica continue.

Barack Obama pode ser um ícone para os brasileiros, “mas não pensem que o Brasil terá em breve um presidente meio-negro”, afirma Matt Frei.

Ele faz referência a Gilberto Freyre, autor de “Casa Grande e Senzala”, sociólogo que pontificou no Brasil há quase cem anos, para quem o Brasil é uma sociedade pós-racial. “Ele daria um pulo na supultura” se ouvisse um dos entrevistados dizer que quem vai adotar no Brasil prefere criança loura de olhos azuis.

Aqui o vídeo da BBC, que recebi do amigo José Pequeno.

Um dos entrevistados, um jovem negro que estuda literatura na UERJ, disse que o sistema de quotas é para “combater a desigualdade e que não deverá durar para sempre”.

Agora vamos ter que aguentar o Rand Paul: “Obama é anti-americano ao criticar a BP”.

21 mai

Surgiu um clone de Sarah Palin? Alguém que fala qualquer besteira para ficar na mídia?

Na verdade, eles sabem muito bem o que estão falando. Eles seguem uma linha de pensamento clara na direita branca americana, endossada pelo Tea Party: o governo serve apenas para facilitar as coisas para as grandes corporações, fazer os ricos ficarem mais ricos e pagar com o dinheiro do resto da população americana as contas dos roubos dos bancos, de Wall Street, e as irresponsabilidades da BP e suas irmãs.

Faz então sentido ele declarar que Obama é anti-americano ao criticar a BP. A notícia está no MSNBC.

Para quem não conhece a peça, aí vai o seu retrato:

Rand "Whites Only" Paul

Candidato republicano ao Senado pelo Kentucky é a favor da volta da discriminação racial.

20 mai

Acaba de desabrochar a primeira flor do Tea Party de Sarah Palin: Rand Paul, ganhador das primárias para ser candidato ao Senado dos Estados Unidos pelo estado de Kentucky  pelo Partido Republicano.

Rand Paul acha que os donos de negócios, inclusive restaurantes, têm o direito de rejeitar fregueses pela sua cor e raça.

Rachel Maddow bombardeou o candidato numa longa entrevista, até que, apesar de todos os negaceios do candidato, ficasse clara a sua posição racista.

Aí está o Tea Party, Sarah Palin e outros apoiando a volta do “Whites Only” através do seu candidato Rand Paul.

Aqui a entrevista completa com Rachel Maddow.

É uma dor de cotovelo que não passa…

15 mai

O falecido Saddam Hussein diria que é a mãe de todas as dores de cotovelo…

Estou me referindo à birra de uma pequena parte da população branca dos Estados Unidos, que não se conforma com um presidente negro, ainda mais com esse nome esdrúxulo: Barack Hussein Obama. É um pouco demais para os seus neurônios racistas.

E como o estado do Havaí, cheio da chateação dessa gente, resolveu não mais responder aos pedidos sobre o lugar de nascimento do presidente, eles agora estão dando vazão à sua raiva implicando com o Social Security Number (o CPF dos americanos) de Barack.

Eles afirmam que o SSN do presidente foi roubado de alguém.

O argumento baseia-se em que o documento foi emitido para uma pessoa de Connecticut, local onde o presidente nunca morou. Para elas o SSN de Obama teria que ser do Havaí, onde ele teve o seu primeiro emprego numa sorveteria.

O que realmente aconteceu foi que a sorveteria deve ter pago o presidente por debaixo dos panos, e Obama recebeu o seu SSN enquanto morava com a mãe na Indonésia. Por que o SSN saiu como para pessoa de Connecticut? O pai do presidente, que também se chamava Barack Hussein Obama, residiu durante muitos anos naquele estado, segundo o blog do Dr. Conspiracy, o Obama Conspiracy Theories.

Qual será a próxima dessa gente que não tem nada de útil para fazer?

“Los Suns” estão na quadra protestando.

5 mai

Hoje, cinco de maio, dia da independência do México, os jogadores e diretoria do Phoenix Suns, o time de basquete do Arizona, resolveram protestar contra a lei racista de combate aos imigrantes ilegais de seu estado jogando com a camisa de “Los Suns”, maneira como os latinos chamam o time.

Nesse momento eles estão perdendo para o San Antonio Spurs por 36 a 32, no segundo jogo da melhor de sete. O primeiro jogo foi vencido pelo “Los Suns”, onde joga o brasileiro Leandrinho Barbosa.

Grant Hill e Steve Nash.

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