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Parabéns, João!

19 jul

Nosso ombusdman João Canali aniversaria hoje.

Grande figura da colônia brasileira de Miami, comentarista mór de nossas páginas, faz alguns anos menos do que eu tenho.

Parabéns, João!

O bolo do aniversariante.

“Mi Habana que Eu Gosto” – Chico Moura vai para Cuba.

12 jul

Chico Moura é o decano da imprensa brasileira nos Estados Unidos, entre muitas outras coisas. Todo o mundo conhece o Chico, que antes de vir para Miami pontificou  muitos anos em Nova York.

Promoter, locomotiva, grande figura humana, Chico cativa a todos os que encontra, com simpatia e uma feijoada do outro mundo.

Ele está se despedindo hoje, terça-feira, com uma festa – “Mi Habana Que Eu Gosto” –  no Botequim Carioca, no centro de Miami.

Diz que está indo para Havana, Cuba, e não revela a missão.

Será o “nosso homem em Havana” o hércules que derrubará os portões da grande ilha abrindo-a para o turismo mundial?

A aparição de Fidel Castro na TV, hoje, depois de anos nos bastidores, é uma preparação para a sua chegada?

Quem quiser saber, compareça à festa e procure tirar alguma informação do próprio.

Bom viagem, Chico!

Brasileiros nos Estados Unidos terão transmissão da Copa do Mundo em português.

9 jun

Natalia Pinheiro, Zinho, Connie Rocha, Fabrício, Edson Marinho e João Canali.

A ESPN promoveu hoje um almoço numa churrascaria para membros da imprensa brasileira de Miami, com a presença do campeão mundial Zinho, para divulgar a transmissão da Copa do Mundo em português para todo os Estados Unidos.

A torcida brasileira nos Estados Unidos, parte de uma comunidade estimada em um milhão de pessoas, sente falta de unir a imagem televisiva à narração em português; e como a TV Globo e outros canais brasileiros internacionais não têm direito de transmissão da Copa do Mundo para o país, a ESPN está preenchendo essa lacuna. Zinho será, junto com Nilton Batata, outro ex-craque brasileiro, o comentarista das transmissões, que incluirão quase todos os jogos do torneio. O Canal será o de lingua espanhola ESPN Deportes.

Zinho, que treina o time de futebol de Miami, defendeu a opção de Dunga por uma equipe com gente que ele conhece, experiente, e vencedora. Ele admitiu que o técnico poderia até levar o Ganso no lugar do Kléberson, mas “convocou, tá convocado, e agora a gente tem que torcer”. Ele acrescentou que o Ganso não se saiu bem na seleção sub-20, e isso deve ter pesado na decisão de Dunga. Além das equipes de tradição em vencer copas do mundo, ele destacou a Espanha como candidata, e a Costa do Marfim.

A representante da ESPN no almoço, Natalia Pinheiro, convidou os presentes para uma visita à sede da ESPN em Connecticut, de onde serão feitas as transmissões por José Inácio Werneck, Marco Alfaro e Flavio Pereira.

O almoço se estendeu por três horas, e incluiu, além de futebol, a troca de experiências de brasileiros que vivem nos Estados Unidos.

Participaram, além do João Canali e eu, representando o dono da revista brasileira “Acontece”, o Antônio Martins, a Connie Rocha e o Fabricio, da Gazeta Brazilian News, e o cinegrafista e fotógrafo Edson Marinho.

Miami esté em ritmo de copa do mundo, e são muitos os bares e restaurantes brasileiros, latinos e americanos que transmitirão os jogos.

Festas em coberturas de hotéis causam confusão em Miami Beach.

25 mai

O máximo de divertimento em Miami Beach é participar de uma festa no bar da cobertura com piscina do Hotel Gansevoort Miami Beach.

A área se converte no Plunge, cuja propaganda diz que é  ”o maior play-ground do mundo de divertimento para adultos”.

Multidões, DJs, garrafas de US$900.00, e todo mundo se divertindo, ou melhor, quase todo mundo…

Os vizinhos do Gansevoort e de outros hotéis que fazem o mesmo, como o Clevelander e do W South Beach, estão entrando com petição junto à prefeitura para a regulamentação dessas festas, que não deixam  eles dormirem com seu barulho infernal.

Rose Barco, que vive no 18º andar do Edifício Riviera diz que o “boom-boom-boom”, as gargalhadas e gritos colocam a festa dentro de seu apartamento — só que ela não está se divertindo.

Os donos de hotéis estão dizem-se vítimas de implicância. Para eles, em tempo de crise, essa festas são um alivio nas finanças. Outros hotéis querem da prefeitura autorização para fazer o mesmo, mas os moradores querem regras severas para a manutenção de seu direito ao silêncio.

Quem ganhará essa guerra?

A notícia está aqui no Miami Herald.

South Beach, in Miami Beach.

Democracia é assim.

17 abr

Na quinta-feira assisti a uma demonstração de como a democracia funciona na prática.

Os artistas da Bakehouse Art Complex receberam um pedido da diretoria para que os que pudessem participassem  de uma reunião de gente do bairro, o Wynwood, com as autoridades do trânsito.

O motivo da reunião era fazerem pressão sobre as autoridades para que relógios de moedas não fossem colocados no bairro para cobrar estacionamento nas ruas. A reunião foi nos escritório de Lombardi, a maior firma corretora de imóveis de Wynwood.

Cheguei três minutos atrasado e a reunião já havia começado. Cada participante, umas trinta pessoas, se apresentava dizendo o nome e sua atividade em Wynwood.

Começou falando a dona de um dos poucos restaurantes daqui, o “Joey´s”: “O bairro não tem muito movimento de gente de fora, pago o mínimo aos meus funcionários, por causa da crise econômica. A mais de um dólar por hora para estacionarem, meus funcionários terão diariamente um gasto maior do que podem suportar, e muitos dos meus clientes, que são na maioria artistas, procurarão outros restaurantes, com estacionamento grátis.”

Os donos de galerias de arte, o maior negócio do bairro, disseram que estão com dificuldades de atrair visitantes, e que a cobrança do estacionamento de rua, fará algumas galerias fecharem.

Falou o chefe do departamento de trânsito: “O motivo da colocação dos relógios de moedas é justamente garantir rotatividade nas vagas, e abrir espaço diante dos negócios. A cidade de Miami está precisando arrecadar, e o dinheiro arrecadado vai reverter em melhorias para Wynwood”.

O prefeito de Miami, Tomás Regalado, que naquele dia enfrentava sérias pressões políticas por questões de segurança pública, entrou na sala naquele momento. Ele ouvi um pouco e ali mesmo decretou uma moratória de dois anos para Wynwood em relação à cobrança de estacionamento de rua.

Confesso que nunca havia visto uma coisa dessas. Tudo se resolveu em 52 minutos.

Miami encontra soluções viárias que funcionam bem.

31 mar

A principal auto-estrada de Miami(I-95) tem duas pistas expressas cujo pedágio muda de preço de acordo com o volume de tráfego.

Nesse artigo do  Miami Herald, os engenheiro de trânsito declaram que não esperavam que tantos motoristas fossem deixar de circular pela área grátis e escolherem a paga. O carro precisa estar com a caixinha do Sun-Pass no para-brisa para circular na via expressa(para evitar retenção, não há cabines de pedágio). Quem entra sem o Sun-Pass paga multa de US$100.00.

O sistema foi instituído em 2008 e mais de um milhão de veículos o utilizaram. Anteriormente, havia uma via expressa de apenas uma pista, sem separação física das demais, na qual em algumas horas do dia só podiam circular veículos com mais de uma pessoa, para incentivar o transporte coletivo. Misteriosamente sempre aparecia um carro da polícia para multar os infratores. Quem estava com muita pressa num instante passava a ter paciência, porque o policial rodoviário não tinha a menor pressa em passar a multa.

Outra solução nessa área, somente que em relação a estacionamento nas ruas, simplifica a vida dos motoristas. Junto às cabines onde se compra período de estacionamento com dinheiro ou cartão de crédito, num poste de três metros de altura, está um anúncio com um número de telefone e um número para aquela área.

Na primeira vez que você usa o sistema, ele pede que você entre o número do seu cartão de crédito e a placa do seu carro. Das próximas vezes, ele pede que você entre o número da área de estacionamento e o número de minutos que deseja estacionar. Quando faltam cinco minutos para expirar o tempo, você recebe uma mensagem de texto e através dela pode estender o tempo de estacionamento, esteja perto ou longe da rua.

A pergunta é: e como é que o guarda não lhe aplica a multa quando não vê o comprovante de pagamento no para-brisa? Os guardas levam um pequeno computador que lhes informa que aquele carro, com aquela placa, pode ficar estacionado naquela área até certa hora.

Muito prático, porque as máquinas para comprar os comprovantes às vezes não funcionam bem.

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