Foi um jogo emocionante, mas não foi um jogo espetacular.
Dois times bem armados em campo, bons de desarme, jogaram um futebol de fricção, ríspido e muitas vezes violento. De Jong fez uma falta criminosa em Xabi Alonso no primeiro tempo, e recebeu apenas um cartão amarelo. O juiz deu 11 cartões amarelos e um vermelho durante o jogo inteiro.
Coube a Iniesta, um jogador sem igual no controle e domínio da bola, a honra de fazer o gol, quando faltavam poucos minutos para o término do jogo. Felizmente o jogo não foi decidido nos pênaltis.
O polvo alemão, que não deve saber como seus irmãos são tratados na Espanha – pulpo a la gallega, a la vinagreta, a la plancha, al olivo, al ajillo, a feira, a la cazuela, e muitas receitas mais – escolheu Espanha e não se enganou nenhuma vez durante a Copa do Mundo.
Parabéns, Espanha, o título foi merecido. A Holanda jogou muito bem, fez um belo torneio, mas não conseguiu dobrar a Furia Roja.
Que viva España!
Agora, o Brasil é a bola da vez. Nosso país hospedará a próxima Copa do Mundo, e a responsabilidade aumenta depois de que um país que, há menos de 20 anos era desprezado por todo o mundo por causa do apartheid, um país do continente menos desenvolvido do mundo, organizou bem uma Copa do Mundo.
Está na hora de autoridades, empresários, todos os brasileiros, se juntarem para dar prova da verdadeira força de realização de nosso país. Esse não é um problema interno, é a imagem externa que, se bem apresentada, significará uma vida melhor para todos.
É inadmissível que São Paulo, a locomotiva brasileira, fique de fora da Copa. Não há argumento para essa ausência. Não faz o menor sentido, a quatro anos de 2014, começarem a dizer que São Paulo não tem estádio. É absolutamente necessário que São Paulo tenha um estádio que preencha as exigências da FIFA.
Viva a Copa do Mundo de 2014!
Comentários Recentes