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Preços dos alimentos subiram 5% em agosto, mundialmente.

4 set

Em Moçambique, o aumento de 30% no preço do pão motivou tumultos que resultaram em 10 mortes.

Um dos motivos principais do aumento do preço dos alimentos mundialmente em 5% no mês de agosto, foi a Rússia parar com as suas exportações de trigo, devido ao verão excessivamente quente. Além de secas e inundações em outras partes do planeta.

Em anos recentes ocorreram agitações populares quando o preço do arroz e outros alimentos básicos triplicou.

A notícia está no MSNBC.

Leia Junto acusa a ganância das empresas por esse tipo de crises. Empresas que desertificam, que fazem dumping de alimentos, que monopolizam sementes. Essas secas e inundações realmente existem, mas os gananciosos se aproveitam para elevar excessivamente os preços.

No Haiti, pequenos plantadores de arroz foram colocados fora do mercado pelo dumping de uma empresa do Texas, a Riceland Rice, segundo denúncia do Rev. Jess Jackson, objeto de post desse blog, que aqui reproduzo:

O Rev. Jackson voltou do Haiti acusando que, ajudada por subsídio governamental, a americana Riceland Rice levou à ruína os produtores de arroz do Haiti através do preço baixo. Um ano depois dobrou o preço do produto.

A jogada comercial foi responsável pelo aumento em US$123 milhões no lucro da empresa, e pelas revoltas  populares de 2005 no Haiti, nas quais morreram seis pessoas.

“Até 1980, o Haiti produzia quase todo o seu consumo de arroz” segundo reportagem do Washington Post. “Mas em 1986, sob a pressão de governos estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, o Haiti retirou a sua tarifa sobre arroz importado”.

Arruinados, os plantadores de arroz foram parar nas favelas de Port-au-Prince, segundo a CNN.

Foram morar nas favelas de Port-au-Prince e morrer como moscas no terremoto de 2010.

O planeta não pertence a essas empresas.

Pergunto: Por que Bill Gates e Warren Buffett, ao invés de fazerem “caridade”, não atacam a raiz do problema, não criam fortes lobbies no congresso americano para combater os lobbies dessas empresas que exploram o planeta em proveito de uns poucos? Por que não financiam jornalistas e pesquisadores para irem na raiz do problema, e políticos sérios que criem legislação para impedir a vitória permanente dos gananciosos?

Muito sofrimento.

24 ago

Ghous Chacher e sua mulher Nasibaan escaparam quando a enchente invadiu sua terra, Karampur, no Paquistão. Retornaram e encontraram completa destruição. “Não sobrou nada, nada” ele balbuciou. “É isso!”.

Ghous Cacher sofre com a perda de tudo.

No Chile, 33 mineiros terão que esperar três ou quatro meses para seu resgate, enterrados vivos, em temperatura de 33º C, altíssima umidade e quase nenhuma luz.

Muito sofrimento para muita gente.

Provocado pelo homem? Não importa; está esquentando.

17 ago

O debate se o aquecimento global é ou não provocado pelo homem está atrasando a tomada de medidas de preparação para as catástrofes que estão se amontoando devido ao indubitável aumento da temperatura do planeta.

Vladimir Putin declarou recentemente que o aquecimento global é bom para a Rússia: menos gastos com aquecimento no inverno, melhores colheitas e caminhos degelados para os navios. Será que ele continua com a mesma opinião após os incêndios devastadores do verão russo?

Hans Joachim Schellnhuber, autoridade alemã em clima, assessor da Angela Merkel sobre o assunto, em entrevista ao Der Spiegel opina que o despreparo de alguns governos, inclusive o da Rússia, de enfrentar os efeitos do aquecimento só piora a situação.

Hans é bastante precavido em suas afirmações porque tem sido apelidado de Cassandra pelo público alemão. Cassandra era a figura da mitologia grega que estava sempre fazendo vaticinios catastróficas mas ninguém ouvia. O pior era que suas predições sempre estavam certas.

“É arrogante a forma como estamos inescrupulosamente interferindo com a natureza queimando todos os combustíveis fósseis. O mundo não acabará se as temperaturas subirem 2,01 graus centígrados. Sob a perspectiva científica atual, podemos viver com um aumento de 2 ou 3 graus centígrados. Mais do que isso, seriam detonados processos incontroláveis  nas camadas de gelo e ecosistemas continentais. A maioria absoluta dos cientistas acredita que a elevação de 4 graus centígrados seria imensamente perigosa e deve ser evitada a qualquer custo”, Hans disse.

Cadeia alimentícia dos oceanos em crise, segundo o Spiegel.

30 jul

Houve uma queda de 40% na quantidade de fitoplancton nos oceanos, desde 1950.

O fitoplancton é a base da cadeia alimentícia dos mares, e seu desaparecimento tem repercussão na vida de todas as outras criaturas marítimas, segundo esse artigo do Spiegel.

O fitoplancton é comido pelo zooplancton, que por sua vez serve de alimento para peixes e crustáceos. Algumas vezes essa cadeia é muito curta: as baleias se alimentam de krills, que se alimentam de fitoplancton.

Cientistas ligam o desaparecimento do fitoplancton ao aquecimento da água dos oceanos, causado em parte pela atividade humana. Segundo Boris Worm, autor do estudo, o impacto se faz sentir em toda a cadeia alimentar marinha, porque o fenômeno é universal.

A medição é feita através de fotos de satélites e por um disco inventado no séc. XIX por um padre jesuíta, Pietro Angelo Secchi, que dá nome ao disco de Secchi.

Heinze-Dieter Franke, um cientista alemão do Instituto Biológico Helgoland, declarou-se amedrontado com os dados apresentados por Doris Worm: “espera-se um colapso da pesca marinha em 2050, mas isso poderá acontecer antes”. Para ele, a perda do alimento marítimo não é a única ameaça do aquecimento global: “há muito vem sendo constatada a diminuição de oxigênio no ar; isso poderá ser em consequência do desaparecimento do fitoplancton, que é responsável pela metade do oxigênio que o mundo vegetal produz”.

Uma baleia-tubarão coleta plancton com a boca aberta, nos mares das Filipinas.

Mais fotos aqui.

O que é isso?

27 jul

Isso é uma pedra de granizo de 8 polegadas de diâmetro, ou seja, 20 cm., pesando 750 grs., que caiu ontem em Vivian, Dakota do Sul. Mas não caiu uma só não, foi uma chuva. Um restaurante teve 19 perfurações no teto. Carros ficaram totalmente amassados.

Alguma coisa está mudando o clima do planeta. Somos nós?

Americanos em pesquisa declaram querer punição forte para a BP.

7 jun

Mais de 50% são favoráveis a que a BP pague pelo desastre como por um crime.

A pesquisa é do jornal Washington Post e da ABC News.

Os americanos(73%) consideram o vazamento como um desastre de grandes proporções.

Mas o governo também não escapa da fúria popular. Consideram(69%) que a reação do governo tem sido “ruim”, segundo o Washington Post.

“A BP jamais deveria ter recebido permissão para perfurar em águas profundas” – Charles Crist, governador da Flórida.

3 jun

Teme-se que a Flórida será atingida em breve pelo petróleo que vaza do poço da BP. As praias do “panhadle”, região da Flórida que se estende para o oeste, deixarão de receber milhares de turistas nesse verão, se forem poluídas pelo petróleo.

Charles Crist, que concorrerá a uma vaga no Senado em novembro como candidato independente, acha que se a BP não tinha um plano eficaz para esse tipo de emergência, “jamais deveria ter recebido permissão para perfurar a 1.500 mts. de profundidade(5.ooo pés)”.

Crist acha que Obama está fazendo “tudo que está a seu alcance para debelar a crise”.

Em artigo publicado no Financial Times de terça-feira, o CEO da BP, Tony Howard admitiu que sua empresa não estava totalmente preparada para lidar com um vazamento em águas profundas como este.

“O que é certo sem sombra de dúvida é que não tínhamos na nossa caixa de ferramentas uma ferramenta adequada”, disse Howard.

A mancha de petróleo poderá chegar a Miami, se o vazamento não for estancado em breve.

A notícia e o vídeo da entrevista com Charles Crist estão no site da CNN.

Retrato da ganância da BP.

“Pressa da BP motivou o acidente”, diz investigação preliminar do governo americano.

18 mai

A válvula anular do BOP apresentara problemas quatro semanas antes do acidente.

Para fechar a entrada do poço até que uma plataforma de produção voltasse ao local para tirar o petróleo, a Transocean, dona da Deep Horizon e operadora, queria seguir outras medidas de segurança para evitar o desastre.

Essas medidas de segurança consistiam em encher o poço com fluido(lama) de perfuração pesada, colocando tampões de cimento a intervalos. Esse serviço seria feito pela Halliburton.

A BP achou melhor, segundo investigação preliminar do governo, pular alguns estágios da operação de segurança, e deu no que deu.

Rachel Maddow mostrou no seu show de TV toda a problemática, inclusive com um gráfico muito bom sobre o que aconteceu com o BOP e o que deveria ter sido feito para evitar a explosão que matou 11 pessoas e está destruindo o meio-ambiente no Golfo do México. Clique aqui para ver.

Rachel Maddow acusa que outra sonda de perfuração operando para a BP, a Atlantis, que perfura a 150 quilômetros de onde estava a Deep Horizon, não foi devidamente fiscalizada e poderá causar um desastre de maiores proporções.

Obama chama de “espetáculo ridículo” o jogo de empurra-empurra das petroleiras.

14 mai

Obama prometeu também acabar com “o relacionamento muito íntimo” entre a indústria de petróleo e os fiscais do governo, que ele disse existir por muitos anos e também na sua administração.

O presidente compartilha da raiva e frustração de muitos americanos, segundo o MSNBC.

As empresas envolvidas afirmam que desapareceram os relatórios de operação das últimas horas de operação da Deep Horizon. Os críticos dizem que elas “desapareceram” com os relatórios, pois eles são passados para terra digitalmente à medida que são emitidos a bordo.

A dança da sujeira.

14 mai

Clique aqui e acompanhe dia a dia a evolução da mancha de petróleo no Golfo do México, no infográfico da MSNBC.

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