Arquivos | América Latina RSS feed for this section

Festa chilena emociona o mundo.

13 out

A demonstração de competência e compaixão que o Chile está dando com a salvação da vida de 33 mineiros está emocionando o mundo.

Aqui nos Estados Unidos, a CNN transmite direto o resgate de cada mineiro.

Como sul-americano me orgulho pela proeza que muitos países mais desenvolvidos não conseguem fazer, porque não podem parar de fazer dinheiro para salvar vidas.

Violência incontrolável faz México pensar em liberar drogas.

3 ago

Desde que Felipe Calderón tornou-se presidente do México, em dezembro de 2006, 28.000 pessoas morreram na guerra do narcotráfico, segundo o Estado de São Paulo.

Instado por autoridades e intelectuais, Calderón propõe que se debata a legalização das drogas. O escritor Héctor Aguillar pediu “um passo sério em direção à legalização não só da maconha, mas sim das drogas em geral”.

“Brasil clama por continuidade” – Mac Margolis para Newsweek.

26 jul

Mac Margolis é o correspondente da revista americana Newsweek para o Brasil há 21 anos.

Nesse artigo para o número mais recente da revista, Mac Margolis escreve que, ganhe quem ganhar a eleição para a presidência da república, os brasileiros querem que seja dada continuidade ao governo Lula: ”Os brasileiros não querem uma carta-compromisso apenas de Dilma Roussef, mas principalmente de José Serra, é dito no Brasil em tom de piada”.

Margolis refere-se acima à carta-compromisso escrita por Lula – “Carta ao Povo Brasileiro” – às vésperas da eleição de 2002, em que “apesar de meu passado de confrontação, comprometo-me a governar dentro das leis do livre mercado”.

“Roussef não pára de assegurar aos brasileiros que jogou fora as armas para seguir o caminho do centro, de Lula”, ele escreve.

Para Mac Margolis, “o clamor por continuidade é um sinal claro que o amadurecimento político chegou à América Latina”.

“Apesar de Hugo Chávez, e da intervenção demasiada do estado na economia na Argentina e na Bolívia, com controle de preços e gastos demagógicos, a América Latina virou-se notadamente para o centro. Tanto nos novos governos conservadores do Chile, da Colômbia e de Honduras, quanto no populista do Peru, e nos socializantes do Paraguai e do Uruguai, a tônica é a moderação”.

“Isso se deve ao Brasil, onde o compromisso de Lula de manter a inflação baixa, pagar as dívidas, e jogar dentro das regras do mercado, estabilizou a economia e supreendeu os céticos. Um dos gurus de mercados emergentes, Mark Mobius, declarou: “Ninguém jamais sonharia que Lula se comportaria dessa forma”".

“Embora Lula ultimamente tenha aumentado os gastos com o funcionalismo, e interferido na indústria do petróleo, ele se mantém fiel às suas políticas centristas. E é isso que os brasileiros esperam de quem venha a ser o próximo presidente. Aumentou o número dos que ascenderam à classe média, e agora os eleitores, acostumados à estabilidade econômica, prosperidade, e democracia, não tolerariam aventuras.”

E termina: “Uma eleição sem surpresas é tudo o que o Brasil – e a América Latina – quer”.

Alguém ajude-me a entender os argentinos!

5 jul

Um dia ao chegar a Buenos Aires, fui vendo pelo caminho do aeroporto para a cidade várias faixas que davam boas-vindas a um general cujo nome não me lembro mais: “Benvindo de volta à Argentina, Gal. Fulano de Tal”, “A Argentina o recebe de volta de braços abertos, Gal. Fulano de Tal”, “Nós os amamos, Gal. Fulano de Tal!”. E aí por diante.

Intrigado, fui descobrir de que se tratava. Esse general fora exilado da Argentina havia um século e finalmente, depois de muitas décadas, alguém resolveu trazer de volta suas cinzas para Buenos Aires. Como havia saído exilado do país, os argentinos se julgavam no dever de dar uma grande recepção às suas cinzas.

Assim caminha a… Argentina.

Alguém pode me explicar esse povo? Existe povo mais apaixonado, ou melhor, cegado pela paixão do que o povo argentino? Quando no Brasil as torcidas levantavam-se apenas para gritar “GOL”, na Argentina as torcidas pulavam noventa minutos ou mais, sem parar. Nunca vi um jogador do Boca Juniors, do River Plate, do Independiente ou de qualquer outro time argentino não correr desvairado atrás da vitória durante noventa minutos de todos os jogos.

A seleção que não saiu do papel leva uma enxurrada humilhante de gols da Alemanha e os argentinos ao invés de escolherem a dedo os ovos e tomates mais podres de Buenos Aires para recepcioná-la, recebe-a como heróis. Gritavam apaixonados à chegada de Maradona e seus pibes como se tivessem ganho não uma Copa do Mundo, mas várias de uma vez.

Maradona é Deus. Ninguém tente convencer algum argentino do contrário. Vi na cara do Messi, ao final do jogo, a sua vontade de pedir “um treinador, por favor, que aproveite o meu futebol!”. Ai dele, porém, se tentar levantar qualquer dúvida sobre Deus! Os argentinos protegem o seu Deus mais do que os muçulmanos a Alá. Seria o final de sua carreira, pelo menos na Argentina.

E sobre Gardel continuam a dizer: “Canta cada vez melhor…”, embora Carlito tenha morrido em 1935!

Dá para entender?

Se alguém entender, que me explique, por favor.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.