Estados Unidos também protegeram nazistas.

14 nov

É de conhecimento geral que criminosos de guerra nazistas foram protegidos por Chile, Paraguai, Argentina e Brasil, mas hoje os americanos acordaram com a revelação, através do New York Times, que também agências do governo americano protegeram nazistas no pós-guerra.

Em suma, os Estados Unidos abriram as portas para as vítimas e algozes do nazismo, segundo um relatório do Ministério da Justiça dos Estados Unidos, mantido em segredo por quatro anos, que vem agora ao conhecimento público.

Aqui, o artigo do New York Times.

 

 

 

Tags:,

11 Respostas para “Estados Unidos também protegeram nazistas.”

  1. cesarbarroso novembro 22, 2010 às 6:44 pm #

    João,
    Esse processo de exportar imigrantes é mais antigo do que as pirâmides do Egito. Foi assim no Havaí, foi assim em Nova Friburgo… Prometem-se mundos e fundos aos imigrantes e quando eles chegam lá percebem que não era nada daquilo. No fundo é semelhante ao que os ilegais sofrem nesse momento nos Estados Unidos, muito embora ninguém tenha prometido nada a eles, nesse caso. Imigrante é sempre mal tratado, e só as segunda e terceira gerações conseguem seus direitos.

  2. João Canali novembro 22, 2010 às 5:51 pm #

    Muito bem lembrado Fausto. Inclusive o fato em si ensejou o que se chamou de Segundo Ciclo da Borracha, um dos fatos mais lamentáveis e odiósos da historia recente brasileira… Com os tais “Soldados da Borracha”, centenas de milhares de paraibas (a maior tribo planetária que vai da Bahia ao Maranhão e pode ser identificada até em países distantes como a China… eu juro que vi paraibas chineses… americanos vejo todo dia… Aliás não possuo preconceitos, minha mãe é paraiba… ela não gosta que eu fale assim… mas é cearense, vou fazer o quê…) egressos da sêca nordestina, que foram mandados aos seringais sob diversas promessas que não se cumpriram ao final da guerra… Milhares deles morreram nas selvas de malária e doenças outras diversas as quais não estavam acostumados… A coisa acabou até virando trabalho escravo (o segundo ciclo de escravatura, poderiamos dizer… que dura até hoje em algumas localidades… aquela coisa do colono ter que comprar tudo que precisa para viver no armazém da fazenda, com aquele “precinho camarada”, criando uma dívida eterna que nunca consegue pagar… nem vê o salário, desconta direto na dívida…), ainda mais que as leis trabalhistas não valiam para os trabalhadores do campo, que o “pai dos pobres” (um estancieiro gaúcho… também um tampinha barrigudinho… que coisa!!!) não providenciou… Será que falta alguma bolsa esquecida ou que não foi herdada?

    Já que falamos de americanos que deram abrigo a nazistas, vale lembrar que a versão brasileira da ideologia nazista, os integralistas (substituiam o “Heil Hitler” por “Anauê” e também andavam fardados… os camisas-verdes… que coisa ridícula…) eram da base de apoio a Getúlio quando este deu o golpe que criaria o Estado Novo, depois ele deu uma banana para eles, os traindo… Que o PMDB que se cuide…

    Mas, é isso mesmo, o Brasil sempre entrando com a “saída” de insumos básicos (também não é assim, as vezes dá uma processada… corta a carne, embala, congela…) na bacanal… ooops, digo, na festa de mercado alheia. Olha… Nada mais certo do que, em outras palavras, disse a National Geograph Magazine (o César até me emprestou o mapa que mostrava essa exportação…) o Brasil é o maior exportador de chuva do planeta… ou de H2O se você preferir… Fora os minérios, tudo que exportamos é devido ao nosso enorme manancial de água, que obviamente vem das chuvas. Mas, exporta gente também né… eu e você por exemplo… ;-)

  3. Fausto novembro 22, 2010 às 10:26 am #

    Canali,

    O Brasil trouxe outra contribuição ao esforço de guerra além da posição geográfica privilegiada: borracha natural, cujos principais países-fornecedores, na Ásia, tinham caído nas mãos dos japoneses. Lembremo-nos que naqueles tempos ainda não havia borracha sintética como há hoje. Já naqueles anos o Brasil tornou-se importante devido à grandeza e recursos naturais de seu território, e não pelo o que o seu povo poderia oferecer como contribuição para o fim do conflito.

    F.

  4. Zilda Maria Gonçalves da Graça novembro 21, 2010 às 6:28 pm #

    Oi, João Canali
    Muito obrigada! Você me deu uma verdadeira aula de conhecimentos da história e fatos que ocorreram na época da segunda guerra mundial.
    Às vezes pensamos que sabemos muito, mas claro que pessoas cultas como vc têm sempre muito a acrescentar. Embora idosa, gosto muito de aprender, daí o meu Blog: vovó aprendendo sempre…
    É assim que quero viver aprendendo até o fim.
    As suas considerações finais a respeito do Lula da época foram realmente primorosas.
    Como dizemos aqui: aí vc disse tudo!
    Um abraço e tudo de bom!

  5. João Canali novembro 21, 2010 às 5:36 pm #

    Zilda e Anésia, a notícia fala de abrigo a nazistas no pós-guerra, quando todos já sabiam (e de fato, somente com o fim da guerra que se soube exatamente o que os alemães haviam feito nos campos de concentração…) que além de terem cometidos diversos crimes de guerra (como o fuzilamento de populações civis na Europa ocupada, como castigo contra alguma resistência local…) haviam tentado um extermínio étnico contra os judeus.

    Vale lembrar que se sabia muito pouco sobre a perseguição a judeus nos EUA… Inclusive, na ocasião, os judeus americanos não controlavam a mídia americana como vieram a controlar posteriormente… Boatos sobre extermínio eram notícias de meio de caderno do New York Time, a única grande mídia já controlada por judeus… Além do que… Em menor grau do que a negros, os EUA caipira e das “zelites” rejeitava judeus também… A fórmula maçônica de auto-ajuda, onde o dinheiro só entra e não sai do grupo fechado que investe pesado em educação para as posições de serviço direto à alta-burguesia não havia se concretizado totalmente nos burgos do novo mundo… A plutocracia americana não possuia o perfil atual… afinal os EUA eram periferia cultural e econômica, até a semi-destruição européia promovida pela WWII. Além do que, os americanos não haviam se recuperado da crise de 29 quando os alemães iniciaram a invasão da Polônia, dez anos depois… Muitos acham que teria sido a guerra que fez os EUA recuperarem sua economia (esse é um medo atual, quando não se vê no horizonte uma possível recuperação da crise de 2008… até porque não surgiu ainda uma nova fórmula econômica ou uma nova tecnologia…)

    Embora simpáticos aos inglêses pelos laços da língua e da cultura (aquela América que achava chic o poderio e tradicionalismo daquela Inglaterra ainda um império planetário mesmo sem os Beatles…) o povo americano não queria se envolver com a guerra na Europa. Havia um grande recentimento quanto a falta de recompensa pelo envolvimento na Primeira Grande Guerra e uma certa ignorância sobre o que significava o nazismo (uma ameaça muito maior do que os junkers prussianos da WWI foram…). Muitos acreditam até que Roosevelt teria tomado conhecimento do grande deslocamento naval japonês, que acabou atacando o Hawai, pois assim teria um bom pretexto para convencer a opinião pública americana para poder declarar guerra ao Eixo. Colabora o fato da flotilha de porta-aviões (as joias raras da esquadra e arma mais efetiva) ter sido mandada para manobras em áreas distantes da ilha, nenhum porta-aviões foi atingido em Pearl Harbor… e, na verdade, sob o ponto de vista militar, o ataque só valeu mesmo como provocação… Vendo de agora… Uma besteira japonêsa… Não gosto muito dessas teorias conspiratórias, mas, essa até que faz certo sentido e é bonitinha… E ja que falamos nelas… Que tal aquela que fala que salva os Alemães da burrice?! Teoria que faz os barcos brasileiros terem sido afundados por submarinos americanos para forçar Getúlio (não esquecendo de Dutra, aquele conservador cretino que fechou os casinos quando presidente, seu Ministro da Guerra na ocasião, que possuia uma cruz de ferro com a suástica no meio, ganha de aduladores alemães…) a entrar na guerra e ceder as bases brasileiras no nordeste (única contribuição brasileira importante do ponto de vista estritamente militar…) necessárias para invadir o Norte da África, onde os panzers de Romel atropelavam a todos… A favor dessa tese conta que os alemães não eram de dar tiro no pé, que a maioria dos barcos brasileiros afundados, navegavam nas costas brasileiras alguns deles em direção sul (a interdição alemã era em relação aos navios que poderiam estar levando ajuda material ao esforço de guerra inglês) e que nenhum dos afundamentos teve uma assinatura de afundamento a lá U-Boat… Navios pequenos e desarmados eram afundados de dia, com o canhão de bordo que ficava na proa, com o submarino posicionado na superfície… Assim procediam em virtude da dificuldade de reabastecimento de torpedos, principalmente, quando abaixo da linha equatoriana… Todos os afundamentos de embarcações brasileiras se deram a noite e com o uso de torpedos, nenhum sobrevivente viu submarino algum…

    Mas, a história das guerras é sempre escrita pelos vencedores… Os aliados, depois da guerra, juntaram algumas evidências do submarino que teria atacado os barcos brasileiros… Não me lembro agora dos detalhes, mas ao menos tiveram o cuidado de fechar a historia…

    O que nos compete analisar é que se os americanos tivessem usado desse recurso para mudar a cabeça do Lula daquela época, fizeram muito bem… Mal pior teria ocorrido se Hitler tivesse tido a oportunidade de realizar uma limpeza étnica no Brasil… muito mais de metade de nossa população teria sido morta…

    Outra, para dezena de possíveis nazistas “ajudados” em troca de informações contra os russos, temos um Werner Von Brown sem o qual não teriamos chegado a Lua, nós humanidade.

    Estamos todos perdoados, menos Bush. ;-)

  6. Zilda Maria Gonçalves da Graça novembro 21, 2010 às 11:01 am #

    Oi, Anésia
    Concordo com voce! O povo alemão foi o primeiro a ser enganado pelo Hitler. Até a juventude foi incentivada e participou das atrocidades, muitos jovens morreram…
    No Brasil, como vc disse, o presidente Getúlio Vargas demorou a acordar em relação às verdadeiras intenções dos nazistas. Não é justo colocar a culpa do apoio aos nazistas aos americanos, quando mais da metade do mundo dava o mesmo apoio. A própria Rússia (então União Soviética) apoiou os nazistas até entenderem que a intenção do Hitler era dominar o mundo. Todos acordaram e houve, então, uma definição mundial em relação ao nazismo.
    Abraços!

  7. Anésia novembro 17, 2010 às 11:37 am #

    Cesar,

    Getúlio Vargas demorou entrar na guerra…rs
    Como ele, muitos mandatários tinham o patriotismo “no sangue” e com os USA não podia ser diferente.
    Penso que esses que acolheram nazistas não sabiam o tamanho do “estrago” que o nazismo fizera e nem que a “cobrança” viria pelos que foram as grandes vítimas desses estragos…

    Do; http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo
    “Na década de 1930, o nazismo não era um movimento monolítico, mas sim uma combinação de várias ideologias e filosofias centradas principalmente no nacionalismo, no anticomunismo e no tradicionalismo.”

    À frase “de médico, poeta e louco, cada um tem um pouco” podiam acrescentar “de nazi cada um tem um pouco”

    Abs.

  8. João Canali novembro 15, 2010 às 1:20 am #

    Zilda, patriotismo é um sentimento que cada vez mais pertence ao passado e que, paradoxalmente, se projeta para um otimista futuro distante, quando encontrarmos civilizações de planetas distantes e batermos no peito, nos identificando como terrestres, com bandeira e hino.

    Você chamaria de patriota o americano que vota contra seu país ter um seguro universal de saúde, para que nenhum conterrâneo seu morra por falta de dinheiro para tratamento de saúde? Isso quando praticamente todos os outros países no mundo tentam (e muitos são razoavelmente bem sucedidos na tentativa)isso? Você chamaria de patriotismo essa presunção de caminhar no sentido contrário da evolução das sociedades, mesmo sabendo que ela só serve para o enrriquecimento de corporações que só visam o seu próprio lucro? Não lhe preocupa o patriotismo que é manipulado para mandar jovens para guerras distantes, gente que vai morrer por conta da decisão de políticos que não merecem nenhuma credibilidade? Patriotismo é sinônimo de burrice? Se for, ai sim…

    Uma ocasião uma publicação americana perguntava onde se reuniam 120 acusados de roubos em lojas na juventude, 80 acusados de abuso sexual e assim por diante com crimes diversos e dezenas de acusados e condenados (devia ter guardado isso…) e no final respondia… no congresso americano. Claro que o congresso brasileiro não fica atrás e como a polícia é muito menos eficiente, a maioria daqueles criminosos nunca foram presos ou possuiram folha corrida, mas, mesmo assim, garanto que surpreendeu a maioria o número significativo de impedidos pela lei da ficha limpa… Não que as pessoas achassem que os políticos eram honestos ou pessoas de bem… Eu confesso que achava que os impedidos de serem eleitos seriam poucos porque a lei tinha sido aprovada por eles mesmos… Enfim, o tiro no pé, deve ter sido em função da certeza da impunidade… ou quiçá um guerra de quadrilhas, esperteza de quem imagina se livrar da concorrência… Lei essa que ainda encontra resistência na própria Suprema Corte brasileira!!! E a daqui?! Que permitiu recentemente que corporações façam doações sem limite a campanha dos políticos norte-americanos?! Uma aberração anti-democrática descomunal que coloca em dúvida toda a seriedade do sistema… Que seriedade?! Bush foi eleito da primeira vez por intermédio de uma descomunal e explícita fraude eleitoral… Que não vai ser contada nos livros de história distribuidos nas escolas do país, só em livros que falarão que a CIA é que planejou o 9/11 e que o homem nunca foi a Lua… Ninguém acreditará…

    Não, patriotismo é um sentimento romântico do passado onde o país vizinho queria tomar terras boas da fronteira. Puro interesse próprio e possessivo disfarçado em interesse coletivo, fazendo coro com alguma idéia mística qualquer que aquilo fora consedido por uma divindade. Só serviu para dar gogó na garganta na hora do hino, o resto é torcida de ocasião e muita manipulação e lavagem celebral… afinal o amor do servo pelo senhor feldal teria que ser substituído pelo sentimento de propriedade ilusória. “Você é trabalhador e não possui casa própria, mas possui a nação… Viva ela, você pertence a alguma coisa… controlada por mim seu ex-senhor, agora apenas seu patrão.”

    Os livros de história são hoje uma busca no Google ou na Wikipedia. Algo sem precisão? A mesma dos livros que afirmavam que D.Pedro puxou a espada e gritou “Independência ou Morte”… Quando apenas desceu de sua mula (não era cavalo) e foi meditar atrás da moita nas margens do riacho Ipiranda… Enquanto se aliviava intestinalmente, meditava sobre a carta da corte portuguesa pedindo mais dinheiro… Puxando as calças falou com sotaque de português… “Acho que vou a declaraire a independência dessa merda e mandar o pai a puta que o pariu… acho que o velho safado vai até gostaire que eu faça isso, ora pois…” Essa é a versão que me agrada mais, a única que tem cheiro de verdade e é humana em sua essência…

    Mas, há quem creia em uma historia escrita 30 anos (quando a expectativa média de vida era de 35 anos e menos de 1% da população sabia ler e escrever…) após a morte do personagem principal da mesma e que nunca foi relatado por historiadores romanos. O que esperar de uma civilização que foi criada a sombra de uma lenda mística totalmente inventada por um escriba hebreu que só queria sacanear a elite judaica entreguista, dando substância literária a uma dissidência de depauperados pescadores?

  9. Zilda Maria Gonçalves da Graça novembro 14, 2010 às 4:50 pm #

    Oi, João Canali

    Eu acho que há muita diferença entre os brasileiros e os americanos. Não sei se estou certa, mas, os americanos nos passam um sentimento de patriotismo que falta muito aqui no Brasil.
    Talvez, por ignorância, muitos brasileiros nem sabem os fatos mais recentes da nossa história, como o que aconteceu no governo Collor e etc… O governador Brizola, que vc citou, passava um sentimento de anti americanismo e entretanto foi bem recebido aí. Depois do governo dele os bandidos tiveram que ser tratados como cidadãos e daí em diante os cariocas sofrem as consequências das suas cortesias.
    Mas, afinal a história, acho que de tempos em tempos ela deveria ser atualizada nos livros, assim o povo teria um esclarecimento sobre os fatos.

  10. João Canali novembro 14, 2010 às 4:23 pm #

    Os EUA possuem uma longa tradição de abrigarem personagens politicamente controversos em outros países, inclusive diversos que supostamente até lhes foram contrários ideológicamente… Para lembrar de gente próxima a nós (há outros casos estranhos ou notáveis…): Brizola teve passe livre em andanças pelo EUA antes de receber anistia no Brasil, logo ele que, entre nós, foi um dos que foram mais afirmativos em denunciar um suposto imperialismo americano como causa dos males brasileiros e latrínicos americanos… Mais recentemente Collor, após sair totalmente desacreditado do Brasil como presidente deposto, foi aceito, quando diversos brasileiros idôneos, sem nenhuma acusação formal nas costas, possuem vistos de residência negados… Em uma visível política de dois pesos duas medidas e muita suspeita de tentarem com isso talvez cooptar gente influente em seus países de origem… ou pior, receber de volta gente que trabalhava para eles o tempo todo… vai saber…

    O fato é que a esquerda e a direita, do virtuoso injustiçado à ratazana enrustida, passando pelo rebelde sem causa, os EUA possuem uma política de asilo político que, aparentemente, não discrimina a natureza do crime político. Algo como: Prefiro você aqui sobre minha vigilância, me dando informações úteis e tendo que explicar nossa acolhida caso retorne, do que a solta criando problemas onde possuo interesses diversos.

    Os interesses americanos sempre são colocados acima de julgamentos éticos, principalmente, quando o suposto crime não foi cometido em território americano ou por americanos. Esse ser ou não ser americano é a essência da luta política que travam entre eles mesmos, quando há nivel na conversa, coisa rara… Em nome da defesa dos interesses do país vale tudo, para os ditos conservadores… Bush acaba de revelar em sua incompetente (tudo que faz) biografia no poder ter aceito a tortura como último recurso contra o terrorismo (que ele só fez ajudar indiretamente, ao que se saiba…). Tudo que esse tipo fala é suspeito, mas não deixa de refletir o pensamento dos que o rodeiam no poder, entre eles representantes das forças armadas que poderiam ter denunciado o fato, ou os próprios carrascos.

    Fico imaginando um agente falando para o outro… Amarre a toalha no rosto do cabra e derrame a água bem devargazinho sobre suas ventas… Segure firme quando ele começar a gritar e se debater, se não a água não escorre para o lugar certo onde engasga… E esse cara recebe salário para topar fazer isso!!! E se ele toma gosto? Como pode haver tamanha desestrutura em uma cadeia de comando que luta, arrisca a vida, em cima de uma carta de intenções constitucionais onde é estipulado o que é certo e legal e o que não é? Como sou ingênuo?

    Essas loucuras socio-culturais todas que os EUA se mete só poderão ser algo proveitoso se um dia – como lembra a Zilda – forem parar em livros de história que sejam usados em escolas de forma oficial… Concordo. No entanto, aulas de história até o ensino secundário, há muito foram transformadas em aulas de propaganda nacionalista contando o que melhor se encaixa na visão do regime que está no poder… Acredito eu que isso ocorra na maioria dos países. E nas universidades, a historia só será aprendida por uma parcela mínima de indivíduos que não pertencem mais ao tecido social regular, gente que não se interessará por política porque não conseguirão desenvolvem mais um idealismo convencional ou no sentido tradicional, eles já estarão na fase de compreender o ser humano como um todo, dentro de suas respectivas culturas. Em outras palavras, estudantes de história (quando bons) apenas observam um monte de repetições ao longo do tempo.

  11. Zilda Maria Gonçalves da Graça novembro 14, 2010 às 2:51 pm #

    Oi, Cesar Barroso

    Depois de tantos anos, a revelação do New York Times será acrescentada aos livros de História para os jovens americanos? Pergunto por que aqui no Brasil há muitas controvérsias em relação à proclamação de indepedência,e outros fatos que ficaram nos boatos. Aprendi da mesma forma que meus pais e nossas filhas.
    Acho que deveriam colocar nos livros para conhecimento dos estudantes, manchetes de jornais são esquecidas, vc não acha?
    Um ótimo fim de domingo para você!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.