Direção de shopping se desculpa com lésbicas que mostravam apenas afeição.

17 out

O casal de lésbicas mostrou afeição sem exagero num shopping centrer na Carolina do Norte e foi convidado a se retirar do recinto.

Ontem, a direção do shopping pediu “desculpas sinceras” à Caitlin Breedlove e à sua companheira.

Na quarta-feira o casal se abraçou e beijou em público e um membro da segurança pediu para que se retirassem “porque ninguém quer ver isso aqui”. Elas chamaram o seu supervisor e reclamaram. O gerente do restaurante onde o casal jantara minutos antes deu seu apoio à reclamação das mulheres.

George York, administrador do shopping Cameron Village entregou uma carta de desculpas em que diz que “pedimos desculpas por termos ofendido vocês, e afirmamos que nosso shopping não aceitará qualquer tipo de discriminação e acredita que as pessoas têm o direito de serem tratadas com respeito em seu trabalho, casa e vida diária”.

Caitlin Breedlove.

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10 Respostas para “Direção de shopping se desculpa com lésbicas que mostravam apenas afeição.”

  1. cesarbarroso outubro 20, 2010 às 8:17 am #

    João,
    No fundo, esse debate se dá por conta da repressão.
    O homossexualismo era comum entre os primitivos. Ninguém levava para a assembléia que “fulano está comendo beltrano”. As coisas simplesmente aconteciam. Era natural.
    Com o aparecimento desse livro nefasto chamado bíblia, o livro passou a comandar as pessoas ao invés de ser o contrário. O homem criou um deus para escravizá-lo, e as coisas perderam a sua naturalidade. Em consequência, o machismo, os desvios sexuais torpes, como a pedofilia, que, por coincidência, se tornou política da nossa querida IC.
    Ficou estupefato como as pessoas não conseguem ver com clareza o que está estampado diante de seus olhos. Colocam o livro na frente da cara para não ver a realidade.
    Se o homossexualismo é também psicológico, não deixa por isso de ser natural. Físico e psiquico são a mesma coisa. Quando mudo de posição no zazen, imediatamente meus pensamentos mudam. O que a sociedade não pode nem deve é reprimir. Mas reprime e paga. Paga porque estas coisas não ficam sem repercussão. O homossexual perseguido se vinga, e pode se vingar num filho seu. A sociedade é estúpida, não percebe essas coisas.

  2. João Canali outubro 20, 2010 às 2:00 am #

    Cesar, eu concordo com você em relação a alguns homossexuais masculinos que mostram desde pequenos essa tendência andrógina, digamos assim… Mas, há gays que não dão na pinta de modo tão fácil (um gaiato até poderia lembrar que eles poderiam ser o macho do casal gay…) e não creio que seja apenas um disfarce por conta da repressão. Cantoras da MPB, muitas delas conhecidas lésbicas, são razoavelmente atraentes como mulheres e tenho certeza que não encontraremos fotos de suas infâncias batendo bola em um campinho de várzea. Acredito que haja gays por razões psicológicas ou aprendidas. O caso desses que dão pinta desde a mais tenra idade, são aqueles que acabarão sendo drag queens e até mudarão de sexo… Os bissexuais, por exemplo, seriam um típico caso de safadeza, no bom sentido da palavra.

    O autor de O Macaco Nu… Desmond Morris (se não me engano) chama a atenção para o fato de que homossexuais masculinos viram o pescoço de modo esquisito, giram o tronco inteiro e que isso seria uma tentativa frustrada de imitação da virada de pescoço das mulheres, sem ter a mesma flexibilidade das mesmas… Ou seja, ele coloca a homossexualidade como uma tentativa de imitação do modelo feminino da mãe, quando essa figura tem poder e é dominadora, sem ter a contra-oposição exemplar de um macho (no caso o pai) que detenha a decisão final (Sim meu bem…).

    A imitação do comportamento oposto ao seu sexo biológico, por parte da maioria dos homossexuais, aponta mais para desvios psicológico do que para tendências biológicas, embora não exclua essa hipótese.

    Deve haver estudos antropológicos sobre sociedades que não sacralizaram o sexo como a nossa, que nos dariam mais informações sobre a matéria. Tudo o que vemos dentro de nossa cultura é turvado pelos fortes tabus que cercam o sexualidade… Um exemplo de como tudo isso vem sendo turvado: Alguém sabe da existência de índios brasileiros não aculturados que sejam gays? Outra… A maioria dos elementos dessas tribos andavam nus. A ereção masculina acontece em público ou não? Se acontecer, como isso é encarado… Se não acontece, por que não? Não sabemos de fatos tão curiosos e até mesmo engraçados como esses, por causa desse manto de mistério hipócrita que cerca o sexo em nossa sociedade… Algum antropólogo deve ter feito um estudo a respeito, mas isso não vai sair no Globo Repórter, nem em uma dessas revistas de maior tiragem… Temos que encontrar esse tipo de informação em algum livro pouco vendido e torcer que o autor não seja um autor com referencial religioso (o que equivale a não ser antropólogo de verdade, mas sabemos como místico-dependentes se formam em todas as matérias…), pois aí teríamos uma interpretação tendenciosa de sua observação… isso se ele procurasse elucidar esse tipo de questão… Por isso, o tema homossexualidade ainda não foi devidamente esclarecido. Acredito que exista um mix de situações e fatores causais para ela, o que dificulta ainda mais o nosso possível entendimento da coisa.

  3. cesarbarroso outubro 19, 2010 às 9:48 pm #

    João,
    Eu não tenho a menor dúvida que o homossexual nasce homossexual. Há crianças que fisicamente já mostram que são homossexuais. A foto de um homossexual, onde evidentemente não está fazendo nenhum tipo de movimento, já diz que a pessoa é homossexual.
    Infelizmente os mordidos pela cobra do fanatismo religioso não conseguem ver essa evidência. Acham que é uma “opção sem-vergonha”.

  4. João Canali outubro 18, 2010 às 11:18 pm #

    É nessa questão da sexualidade que podemos observar o quanto a cultura que nos cerca e o tipo de criação que temos entra em conflito com a nossa racionalidade, a burilação intelectual do que aprendemos.

    Por exemplo, eu acho asqueroso a imagem de dois homens se beijando na boca. É uma imagem que não me agrada, por outro lado, racionalmente, acho que não tem nada de mais que aqueles indivíduos possam fazer isso em público, já que quiseram, seja por que razão for. Qual a solução então? Não olhar… claro… ou me afastar. Jamais reclamar, afinal eles não tem nada a ver com a minha formação estética ou maneira de ser.

    Não acho que seja o caso de que minha racionalidade deva forçar uma mudança no que sinto espontaneamente… Até porque, se isso funcionasse bem, eu deixaria de fumar, faria mais exercícios, etc. Teria que me conter se, por simplesmente não gostar daquela imagem, fosse favorável a uma lei qualquer que impedisse aquilo. Em suma, temos que encontrar uma maneira de compatibilizar uma formação dentro de valores tradicionais com o que conquistamos filosoficamente pela vivência e justificar o mal que aquele tabaco todo nos faz, enquanto nos concede uma pausa para meditar sobre os fatos da vida. Na verdade, estou falando de algo corriqueiro, todos nós travamos esses pequenos duelos entre a razão e o sentimento espontâneo que vem do inculcado pela sociedade onde nos criamos.

    Se meus filhos vissem algo assim e me indagassem sobre aquilo? Não sou hipócrita, ficaria com receio que aquilo de alguma forma influenciasse sua opção sexual… Poderiam pensar… Ah isso é normal… E assim acabar se viciando em práticas homossexuais ou mesmo não se precavendo contra elas…

    E quem quer netos não adotados, não quer filhos gays, mesmo antes de pensar em tudo que eles sofreriam com aquela opção… Ok. Chega de hipocrisias… Uma coisa inelutável em todos nós pais é o sentido de desejarmos que nossos filhos sejam um espelho do que somos… Por mais que a razão nos diga que isso é uma vaidade tola, que talvez não sejamos uma matriz perfeita a ser copiada ou que na maior parte das vezes seremos frustrados nessa tentativa… Não desistiremos nunca, vamos tentar, afinal temos a obrigação de apresentar um parâmetro para eles… Os amamos, nos esforçamos ao máximo.

    Vinte anos atrás lhes diria que eram dois boiólas exibidos, usando toda carga que inferioriza e enfraquece os homossexuais masculinos perante o que seria homens de verdade… No subtendido: Machões feito o papai que comeu a mamãe e fez vocês. Faria uma imediata associação entre a homossexualidade e uma situação de inferioridade, de algo, portanto, indesejável.

    Hoje me vejo mais evoluído e preparado para dar essa resposta… Tentaria ajustá-los a percepção de um novo mundo com menos repressão e ódio descabido (e que se beneficiará com menos crianças nascendo… aqui vale lembrar desse único benefício da homossexualidade, ela é contraceptiva… daqui para frente a maior ameaça a nossa prole é a prole alheia…) a vontade individual. Lhes diria que nem todos são como o papai e a mamãe que gostam de sexos opostos, que há homens que gostam de outros homens, mulheres que gostam de outras mulheres e até mesmo pessoas que gostam de ambos os sexos, os bissexuais. Falaria qualquer coisa que não fizesse daquela cena algo proibido ou de suma importância.

    Não pensem que estava sendo um pai politicamente correto, ou abandonando a premissa de que o meu parâmetro é o mais importante… Valorizar a coisa na base do proibido é o mesmo que incentivar, quando se trata de criança, quem foi uma, sabe disso. O tempero do proibido é o mais forte de todos os temperos, pois faz parte da criação proibirmos um monte de coisas boas como balas antes da refeição, como mijar quando dá vontade, como retirar a chupeta ou a mamadeira… como sonhar com a professora… para não entrarmos em um terreno incestuoso… Tabus é o que não faltam para alimentar os momentos solitários dos pré-adolescentes… ;-)

    Na verdade, toda essa questão assume proporções em função de não sabermos se a homossexualidade é algo de origem biológica, psicológica, ambas, de forma isolada ou combinada. Isso acontece com animais; crianças são naturalmente promíscuas e brincam com o sexo, podendo se viciar em tipos de relação; todo cabeleireiro possui mãe poderosa; sapatões possuem pais ausentes e/ou autoritários, foram abusadas pelos pais (um tabu sem fim na relação ao colo duro de bilhões de pais mundo afora ao longo da história…). Cada um tem seu palpite e a própria ciência se divide e conclui que as causas podem ser múltiplas e combinadas ou apenas isoladas. O fato é que existe, assim como pessoas com olhos azuis e outras com olhos castanhos. O fato é que existe e sempre existiu e que diante isso temos que conviver com o fato da melhor maneira possível. Privá-los de terem demonstrações de afeto em publico é de uma barbaridade neanderthal, assim como seria condenar beijos de namorados heterossexuais… Ah, vão acabar transando no banco de jardim da pracinha… Oba, aula sexual de graça… Na décima vez que as crianças virem isso não vão estar nem aí para isso… O sexo só possui importância porque é através dele que nascemos, mistificá-lo é gostoso, não resta a menor dúvida, valoriza sim… mas, sejamos menos tarados, sempre encontraremos outras formas de incrementar a relação, a noção de pecado morreu para quem foi a escola sem ser por causa da merenda.

    O que concordo é que possa estar havendo uma queixa quanto a uma certa imposição… Não para que achemos a homossexualidade algo natural, mas como algo melhor ou desejável… Nesse ponto é onde vejo um debate interessante… Como os judeus que nos EUA trataram de tomar conta da mídia, depois que verificaram que durante a WWII notícias sobre possíveis campos de extermínios de judeus (só se teve certeza disso no fim da guerra, antes sabia-se que haviam campos de reclusão para judeus…) saiam no caderno do meio do próprio NY Times, que já pertencia a judeus… Será que os gays tomaram conta dos meios de comunicação? Quem anda nos corredores da Globo fica na dúvida… pelo menos é lenda corrente. Então, durante o processo de luta contra a sociedade que os oprime (a tal ação que gera reação que o Cesar lembrou) será que não estão passando do ponto… quase que induzindo a opção?

  5. cesarbarroso outubro 18, 2010 às 8:29 pm #

    Oi, Zilda,
    Ainda bem que você acha que homossexualismo é uma coisa da natureza.

  6. Zilda Maria Gonçalves da Graça outubro 18, 2010 às 2:09 pm #

    Oi, Cesar Barroso

    Acho que fui mal entendida ou não soube me expressar bem. Não tenho nada contra o homossexualismo. Acho que é o direito que eles têm de escolher a sua vida sexual e com quem, mas acho que vc deve ter percebido que me referi a demonstrações exageradas de carícias por hetero ou homossexuais. O constrangimento das famílias com suas crianças, em lugares públicos é o mesmo. Há lugares em que se pode demonstrar e praticar o amor e o carinho pelo ser amado, sem exibicionismo.
    Não sou retrógrada ou preconceituosa como vc pensou, sei que tem direito a pensar assim, nem me conhece…
    Realmente, não tenho casos de homossexualismo na família, mas se os tivesse trataria com o mesmo amor e carinho que trato minhas filhas, genros, netos e amigos.
    Tivemos um amigo, homossexual, que em 1994, depois de 5 anos de muito sofrimento morreu de aids e estivemos com ele quase diàriamente, dando carinho e apoio.
    Não gosto de mencionar esse triste acontecimento em nossas vidas, até hoje e sempre sentimos a sua falta.Só relatei esse fato para que tire da sua cabeça a má impressão.
    Uma boa tarde e um abraço!

  7. cesarbarroso outubro 18, 2010 às 11:35 am #

    Zllda,
    A toda ação corresponde uma reação igual e contrária. Os homessexuais foram e são perseguidos e reprimidos(há duas semanas um jovem homossexual se suicidou nos Estados Unidos devido a isso), e tendem a quererem demonstrar de público seu direito a amar. Estou completamente do lado deles. No Brasil 100 pessoas são mortas por ano por serem homossexuais.
    Não é porque você tem uma família inteiramente heterossexual, como aliás também a minha, que temos o direito de suprimir a maneira de outros se manifestarem sexualmente de uma forma diferente. E nunca sabemos se um dia um de nossos descendentes nascerá homossexual, ou com outro tipo de sexualidade.
    É muito confortável adotar uma posição contrária quando não temos nenhum tipo de envolvimento com a situação, mas, no meu modo de ver, é uma posição tacanha e retrógrada.
    Sim, os pais têm que explicar a seus filhos que existem formas diferentes de expressão da sexualidade, porque assim é a natureza.

  8. Zilda Maria Gonçalves da Graça outubro 18, 2010 às 11:06 am #

    Oi, Cesar Barroso

    Creio que o administrador do Shopping tenha entregue a carta pedindo “sinceras desculpas”, como vc diz, porque ele deve conhecer as leis e sabe que o casal poderia acionar o estabelecimento por discriminação.
    Eu penso que um casal de hetero ou homossexuais (agora considerado casais), tanto faz, não têm necessidade de trocar carícias, beijos e abraços, muito menos em um restaurante num shopping, ou em qualquer lugar público.
    Nos dias atuais, o homossexualismo chega a ser uma imposição, por conta da “discriminação” que é atribuída às pessoas que não aceitam tais manifestações em público.
    Devemos imaginar que essas manifestações de carinho podem deixar constrangidos pais que levam suas crianças aos restaurantes, shoppings, praças ou qualquer lugar público.Como devem proceder esses pais? Explicar aos seus filhos, crianças curiosas que são, que existem 3, 4 ou mais sexos? Sinceramente, acho que não saberia como me expressar, com naturalidade, às nossas filhas, nessa situação.
    Agradeço a Deus por já ter ultrapassado essa fase, pois nossas filhas são mães e a mais velha já é avó. Mas, me preocupa a naturalidade que devemos passar em “cenas explícitas” de carinho, entre homossexuais, para as crianças pequenas, ainda em formação de suas personalidades.
    Vou ler muito a respeito.
    Falar em ler, acessei a livraria em que costumo comprar, e localizei aquele livro que vc me indicou. Vamos ao Rio, nesta semana e vou começar a lê-lo e mandarei minhas impressões a respeito, sem falta.
    Um abraço e tudo de bom!

  9. cesarbarroso outubro 18, 2010 às 10:41 am #

    Exatamente, João. Mas a resposta da gerência do shopping, seja ela motivada apenas por interesse comercial ou não, já é um avanço na direção certa.
    O ataque ao direito de minorias é uma forma de ocultar as próprias e verdadeiras mazelas. Como disse aqui anteriormente, homossexuais enrustidos são os primeiros a fazerem esses ataques, como forma de se dissociarem de uma realidade pessoal da qual se envergonham.

  10. João Canali outubro 17, 2010 às 3:44 pm #

    Outro dia eu comentava aqui a persistência dessa mentalidade tacanha e infantiloide dos americanos em relação a questão da sexualidade. O problema é quando isso se manifesta em leis ao longo de milhares de condados e dezenas de estados, uma percepção difícil de ser alcançada por estrangeiros, já que essas leis regionais norte-americanas atingem áreas mais vastas do que simples regras municipais do tipo, não estacione ali ou acolá… Assim, condados ultra-conservadores geridos por políticos que retiram votos de místicos-dependentes, produzem leis que violam nitidamente leis maiores de caráter estadual ou federal.

    Então, quando vemos a mídia internacional dando destaque a ONGs e grupos políticos diversos de direitos humanos indo de encontro as esquisitices e barbaridades culturais de países da periferia mundial, percebemos que estão deixando de fora o que se passa no país mais importante do mundo ocidental.

    Aquela professora que foi condenada a mais de 10 anos por ter feito sexo com seu aluno de 15 anos, deveria ser tão defendida quanto a viúva iraniana que os companheiros daquele asqueroso homúnculo do Armadilhajá querem enforcar, por exemplo. Esse dois pesos e duas medidas são, no meu entender, uma evidência, não só de parcialidade, como de controle também, uma espécie de subordinação da mídia, já que não é possível que outras vozes reclamem desse atraso cultural norte-americano… Deve haver limites para a desculpa de ser um melting pot cultural.

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