Capim vira fonte alternativa de energia elétrica.

10 mai

Tem uma empresa na Bahia que prepara-se para abastecer com energia elétrica uma cidade de 200 mil habitantes, na base de capim.

A Sykué Bioenergia tem uma usina, a única do país, capaz de gerar energia elétrica a partir do capim-elefante; e uma plantação de 4 mil hectares, suficiente para a geração de 30 megawatts.

O capim-elefante, segundo esse artigo de Raquel Salgado para a Época Negócios, foi trazido da África para alimentar gado leiteiro. Segundo a Embrapa, que há 15 anos pesquisa essa gramínea, ele tem três vantagens: cresce rapidamente, tolera solos pobres e gera maior quantidade de biomassa.

Uma das donas do empreendimento é Ana Maria Diniz, filha de Abílio Diniz, maior acionista do Pão de Açúcar, cuja rede de supermercados comprará energia elétrica da Sykué.

Segundo pesquisador da Embrapa, estuda-se a possibilidade do capim-elefante também gerar etanol.

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21 Respostas para “Capim vira fonte alternativa de energia elétrica.”

  1. cesarbarroso maio 16, 2010 às 8:31 pm #

    Fausto,
    A ganância é um mal humano, realmente, mas ela é maior ainda nos que têm muito. Para servir de barragem a essa ganância existem leis. Os lucros enormes das petroleiras devem ser contrabalançados com a sua responsabilidade, e os governos têm que ser duros na preservação do meio-ambiente e no meio de vida de milhões de pessoas que dele depende.

  2. Fausto Barbuto maio 15, 2010 às 1:04 pm #

    Cesar,

    Nestas discussões, gosto de me ater somente à parte técnica, até porque dos aspectos transcendentais da coisa eu nada sei nem poderia saber. Claro, deve ter havido ganância da operadora. Mas onde não há ganância no mundo dos negócios, ou mesmo na nossa sociedade humana? Não nos esqueçamos do furacão econômico-financeiro que recentemente quase colocou o mundo de joelhos numa nova Grande Depressão global. Ela, a ganância, está em toda parte.

    Para o azar da BP, e (relativa) sorte da humanidade, o trágico acontecimento deu-se nas costas de um dos países mais punitivos do mundo, e onde a midia é trombeteante e totalmente livre ou, quando muito, presa somente dos seus interesses imediatos (podemos chamar também a isto de ganância?). Não tenho dúvida alguma que a BP vai pagar caro pelo seu descuido, no financeiro e na reputação junto ao público. Mas, lamentavelmente, nenhum dinheiro do mundo poderá pagar o dano que o derrame causará ao meio-ambiente e à economia dos estados americanos afetados.

    F.

  3. cesarbarroso maio 14, 2010 às 8:46 am #

    João,
    Muito interessantes as suas observações.
    Antes de comentar: existe uma linha imaginária dividindo o Mar do Norte entre o Reino Unido e a Noruega. Stavenger na Noruega e Aberdeen na Escócia são onde ficam a maioria das bases de terra. Pelos riscos envolvidos, as operações são militares. Qualquer desvio e você é imediatamente mandado para a terra. Trabalha-se em turno de 12 horas, quatro semanas seguidas, e descansa-se por outras quatro semanas. Em geral as únicas diversões a bordo são a comida boa e farta, e filmes. Na minha época não havia computador nem internet. Os ingleses adoravam filmes de sacanagem. Havia cada um do arco da velha!
    Suas observações, João, nos levam a concluir que se os governos não tiverem poder, individualmente e conjuntamente na ONU, de regular fortemente essa atividade, vai virar um caos. Você tem razão: novas tecnologias estão empurrando a exploração para águas cada vez mais profundas, e em breve chegarão a águas internacionais. Não faz sentido, porém, essa atividade, cada vez também mais perigosa no que diz respeito a vazamentos, ser livre de regras e supervisão.
    Na Petrobrás há muito tempo se fala do avanço em direção à África, enquanto os americanos que perfuram em Angola devem falar o mesmo com relação ao Brasil. A pergunta é: à semelhança do Mar do Norte, haverá uma linha imaginária no meio do Atlântico, ou serão consideradas águas de ninguém para a exploração de petróleo?
    Alternativas energéticas são necessárias imediatamente, mas o poder das petroleiras de barrar essas iniciativas vem se mostrando eficaz em todos esses anos. Governos tipo Obama poderão conseguir sucesso nesse sentido, mas quando Bush/Cheney voltarem voltará tudo a ser como antes. Pode ser que as evidências montantes de aquecimento do planeta mobilizem as populações em grandes manifestações contra os bandidos. Quem viver verá.

  4. João Canali maio 14, 2010 às 2:31 am #

    Cesar, você que esteve nas plataformas do Mar do Norte, me responda uma curiosidade. Elas estão dentro do mar territorial inglês? Nessa questão de responsabilidade de pagamento em caso de desastre ecológico do gênero, fico me perguntando como seria complicado exigir tal responsabilidade se a coisa estiver em terra de ninguém, ou melhor… no mar de ninguém, em águas internacionais.

    Aliás é de se esperar que a exploração avance para águas internacionais, não só pela maior capacidade tecnológica de perfurar em águas profundas (isso, pelo visto, avançou bastante) como pelo preço do petróleo que vai subir sempre (só estão esperando a crise passar…) caso a demanda não diminua e os poços que sempre secarão um dia. Posso até imaginar poços de empresas petrolíferas da Libéria, que possui a maior frota mundial de navios laranjas… o que impediria haver plataformas laranjas?

    Sem falar nas crônicas guerras petroleiras no OM, na questão do aquecimento, nos riscos de desastres ambientais como esse do Golfo que se tornarão mais frequentes em função de terem que partir para os oceanos em busca de mais petróleo, das crises econômicas que surgem quando os preços do barril são reajustados temos ainda que o petróleo vai acabar um dia e adiar sua substituição é dar chance de seus malefícios se tornarem incontroláveis. A solução é realmente uma forte reação em busca de fontes outras de energia. É visível o esforço nesse sentido, mas, talvez pela forte atuação política e criminosa dos traficantes de barril, esse esforço ainda não se transformou em algo como a corrida espacial entre russos e americanos, ou das diversas corridas armamentistas que a humanidade conheceu… basta lembrar que chegaram a bomba atômica em pouquíssimos anos e em mais uma década estavam sendo capazes de mandar ogivas nucleares do outro lado do planeta.

    Vamos torcer pelo Volt da GM e questionar se o seu gerador a combustão vai vir com a tecnologia Flex ou não.

  5. cesarbarroso maio 13, 2010 às 11:49 pm #

    Fausto,
    Estão começando a aparecer informações que o acidente poderia ter sido evitado, mas por pura GANÂNCIA, a BP e a Transocean decidiram ir em frente com a operação mesmo depois de aparecerem sinais de que havia aumento perigoso de pressão no poço: http://www.msnbc.msn.com/id/37125240/ns/us_news-gulf_oil_spill/
    Ganham bilhões e são incapazes de evitar um desastre dessas proporções por pura GANÂNCIA.

  6. cesarbarroso maio 13, 2010 às 11:12 pm #

    Fausto,
    Acho que deixei claro que me refiro a tecnologias para remediar o derramamento de óleo. Sei que na sonda tudo é feito para evitar o blow-out, até porque está em jogo os equipamentos das empresas e a vida do pessoal.
    Um blow-up em terra é muito mais fácil de controlar, e a disseminação é muito menor do que na água. No mar, a mancha se espalha, afeta imediatamente a vida vegetal e animal marinha, e os pássaros que vivem da pesca, sem falar nos humanos que também vivem da pesca, e em seguida as praias.

    Os prejuízos causados à BP são muito menores, numa escala de valor intrínseco, do que a um pescador. A BP tem reservas financeiras imensas, enquanto o pescador perde tudo.

    Quem não tem competência que não se estabeleça. Ou você não perfura, ou arque com as consequências de perfurar. Acho que os governos deveriam ser bem claros na hora de conceder áreas para perfuração no mar. Só assim as petroleiras começarão a investir em tecnologias de contenção de vazamentos.

    Você, Fausto, se derrama gasolina na rua, tem que limpar. Qualquer prejuízo que se faça ao público ou a particulares tem que ser ressarcido. Se você arranha o carro do vizinho, ou paga do seu bolso ou seu seguro paga. Por que a BP vai fugir dessa regra?
    As penitenciárias americanas têm mais de 2 milhões de apenados. Estão pagando por seus crimes. Por que a BP não tem que pagar?

  7. Fausto Barbuto maio 13, 2010 às 10:49 pm #

    Cesar,

    Agora estou na dúvida sobre se você fala em tecnologias para evitar o derramamento de óleo ou tecnologias para remediar tais derramementos uma vez que eles ocorreram, ou ambas coisas. Quanto à primeira, eu sinceramente não vejo como, e acho que deixei isto claro em mensagens anteriores. Em relação à segunda, concordo com você — esforços têm sido feitos, mas não com a inten$idade que o problema requer. Talvez porque estes tipos de vazamentos sejam relativamente raros — as costas dos cinco continentes são verdadeiros paliteiros, mas quantas vezes por ano acidentes como estes ocorrem? Em terra é bem mais comum, mas perfura-se mais em terra do que no mar.

    Longe de defender a BP, com a qual presentemente não tenho qualquer ligação, ou mesmo qualquer outra petroleira, mas acidentes como este causam prejuízos imensos a qualquer companhia. Financeiros (multas, lucro cessante) e de imagem junto ao público. Seria portanto do maior interesse delas investir pesado na prevenção e combate a tais derramamentos.

    F.

  8. cesarbarroso maio 13, 2010 às 7:10 pm #

    Fausto,
    Você sabe que de 1979 a 2006 trabalhei na indústria do petróleo. Morei em Belém dois anos, trabalhando em terra para uma sonda offshore da Global Marine, e também no Mar do Norte(embarcado), Itália e Finlândia. Certamente não tenho os conhecimentos técnicos que você tem, pois não sou engenheiro, mas posso lhe dizer que a parte da indústria mais descurada é aquela da qual ninguém quer ouvir falar: o derramamento de petróleo no mar.
    Passei pelo processo de digitalização da indústria, vi o Composite Catalog ser reduzido de quatro grossos volumes a um fino, acompanhei os progressos técnicos da indústria durante esses 27 anos, mas não vi nenhuma evolução no combate aos derramamentos de petróleo. Esses estudos não têm quorum porque é aquilo em que ninguém gosta de pensar. Quase não se investe nesse setor. As grandes irmãs têm lucros espantosos mas não colocam dinheiro em procurar novas tecnologias para combater os vazamentos no mar.
    Cabe aos órgãos governamentais forçarem pesquisas nesse setor através de multas altíssimas e legislação que proteja o meio-ambiente.
    Aqui nos Estados Unidos estão sendo feitas acusações que as agências governamentais que supervisionam a área se tornaram “muito amigas” das empresas petrolíferas. Na era Bush/Cheney nem se fala. Diz Obama que vai criar um outra agência para supervisionar. Mas nas pesquisas os americanos continuam a aceitar os riscos da perfuração.

  9. Fausto Barbuto maio 13, 2010 às 6:13 pm #

    Cesar,

    A indústria do petróleo tem avançado ao longo dos anos, mas de uma forma bem pontual. O progresso das tecnologias digitais tem ajudado bastante esta indústria — supercomputadores permitem o processamento de uma massa imensa de dados geológicos; representação 3D de jazidas é uma realidade; processamento de dados e controle de operações são hoje muito mais eficientes do que no passado, e reduzem mão-de-obra; posicionamento por satélites permitem que navios-sonda perfurem em profundidades onde âncoras não podem ser lançadas. Etc.

    No entanto, no seu cerne, a indústria do petróleo é ainda
    extremamente parecida com aquela que existia no ano em que você
    nasceu. Ainda que tenham se sofisticado naturalmente com as tecnologias dos tempos modernos, os equipamentos de hoje guardam grande semelhança com os do passado. E controle de poços ainda é basicamente o mesmo: um fluido de perfuração mantem contida a pressão das regiões produtoras enquanto equipamentos de cabeça de poço permanecem em stand-by no caso de um eventual descontrole. Estes equipamentos conseguem isolar o poço, obturando-o, dentro de certas condições, condições estas
    que não vêm ao caso discutir aqui. Em resumo, a tecnologia moderna pouco tem a contribuir para a melhoria de uma operação tão simples e tão mecânica em seu natureza.

    Grandes companhias geralmente possuem unidades ou grupos de controle de poços em erupção (isto é, fora de controle). A BP deve ter um destes, mas não tenho certeza. Mas há empresas especializadas somente em controle de poços, como a do lendário e já falecido Red Adair (http://www.redadair.com), responsável pela extinção de poços incendiados durante a Guerra do Golfo
    entre o Iraque e o Kuwait. De qualquer forma, readquirir controle de um poço em erupção não é tarefa que produza resultados imediatos, e no mar geralmente requer semanas de trabalho (em terra as coisas são mais rápidas devido ao fácil acesso ao poço). Não é uma operação trivial, e breakthroughs tecnológicos que elevem estas operações a um novo patamar não devem ser aguardados com grande ansiedade. Como diriam os americanos, “não segurem a respiração…”.

    F.

  10. João Canali maio 13, 2010 às 3:27 am #

    Hoje o JN apresentou matéria onde entrevistados afirmam que no Brasil não há uma legislação específica quanto a responsabilidade de custeio de limpeza, em caso de um acidente semelhante ao americano. Aliás, técnicos da empresa acompanham de perto o que está sendo feito no Golfo do México para o tratamento da tragédia ambiental.

    Se juntar todos os episódios envolvendo o noticiário de 2 a 3 meses que acompanho como cidadão botafoguense, brasileiro, americano e mundial a sequência de coincidências chega a ser impressionante e muitas vezes retratada nesse blog, vamos recapitular.

    1 – Deputado Gaúcho faz passar na câmara baixa projeto que retira do Rio de Janeiro os royalties que detém com a exploração de petróleo em seu litoral. Natural grita geral de cariocas que lembram do risco ambiental o qual o Rio está sujeito com essa exploração.

    2 – Após fazer passar seu plano de saúde, Obama libera para exploração de petróleo diversas áreas da costa americana que estavam restritas em função do risco ambiental. Ná época supuz que isso seria um dos pagamentos a direita americana por não ter complicado mais a passagem do plano de saúde.

    3 – Acontece a explosão no navio plataforma (que é comum como morte de piloto de Fórmula 1) havendo um vazamento monstruoso que só foi visto antes vindo de navios petroleiros. Teria sido o único vazamento marítimo do gênero? A BP culpou a Halliburton (que já foi presidida pelo ex-lobista de petroleiras, ex-vice-presidente e figura do mal, Dick Cheney. Uma das 7 empresas premiadas com a exploração petróleo iraquiano, entre muitas outras…) que havia cuidado da válvula de segurança do poço, o detalhe aqui me escapa.

    4 – Obama suspende até segunda ordem a exploração das áreas que havia liberado. No segundo semestre de 2010 diversos lançamentos de carros elétricos (inclusive na China)prometem marcar o ano como o ano da virada da indústria automobilística em direção a essa solução que reduzirá a dependência do petróleo do OM e reduzirá a emissão.

    4.5 – Acontece uma tentativa de atentado em New York que não deixa dúvidas… Aqui você é obrigado a reconhecer um atentado…

    5 – Com o avanço da tragédia ambiental na costa americana os defensores dos royalties do Rio estão cheios de munição para uma grande defesa, quando a proposta for votada no senado…

    6 – O vulcão não para de expelir cinzas… Pode vir até a causar resfriamento, contrabalançando ou dando uma segurada no derretimento do gêlo do Ártico causado pelo efeito estufa cujo o maior culpado é a queima de petróleo…

    Vejam, não quero chegar a ponto algum, só compartilhar ou roteirizar essa sequência de causas e efeitos coincidentes, considerando-se o período de tempo a partir do meu olhar sobre o noticiário. Nada feito para exportação, nenhuma hipótese ou teria unificadora de coincidências até porque a questão dos royalties do Rio não tem nada a ver com a parte da sequência nos EUA. Só se fosse eu a causar a coisa… mas eu não mataria ninguém por causa dos royalties do Rio, nem que eles servissem para comprar reforços para o Botafogo… Quanto será que custa o Ganso? ;-)

  11. cesarbarroso maio 12, 2010 às 11:52 pm #

    Fausto,
    Nasci no fim do ano em que a bomba foi jogada em Hiroshima e Nagasaki.
    Os americanos afirmam que apoiam a perfuração de petróleo, apesar dos riscos.
    A questão é a ganância da BP e das irmãs. Não desenvolveram tecnologia mais efeciente para combate a um vazamento. Há mais de 20 anos usam-se as mesmas teconologias, enquanto perfura-se a profundidades cada vez maiores, com riscos também maiores de vazamentos. Obama disse que vai criar um novo departamento para apertar as petroleiras.
    Mas para esse problema atual, quem vai pagar a conta?

  12. Fausto Barbuto maio 12, 2010 às 6:48 pm #

    Cesar,

    Difícil acreditar que você é quase um contemporâneo do gasogênio.

    Não sei que tipo de input se espera de mim na discussão do Deep Horizon e na verdade não tenho muito a dizer. Do ponto de vista puramente técnico, perfuração visando a descoberta ou a expansão de campos de petróleo e gás é uma atividade arriscada, portanto o que aconteceu foi business as usual, nada que nunca tenha sido visto antes nem que jamais será vista doravante, infelizmente… É como F-1, um esporte (?!) que apesar de todos os avanços da tecnologia automobilística envolve um pusta risco, que hoje é menor do que no passado mas que ainda está aí. No entanto nos quedamos basbaques quando um Ayrton Senna morre na pista, apesar de sabermos que já houve um Rindt, um Cévert, um Jim Clark, um Villeneuve… Uma lástima, mas faz parte.

    Quanto ao acidente em si, aponto algumas possíveis causas. Uma, o uso de um fluido de perfuração inadequado para conter a pressão da zona que se estava a perfurar. Dois, a descoberta de uma formação de pressão anômala, maior do que a prevista para a profundidade da zona que se estava cortando, o que resultou no blowout (ainda que o fluido de perfuração fosse adequado).
    Três, retirada da ferramenta de perfuração a uma velocidade maior do que a recomemdável, causando pistoneio da região produtora. Quatro (menos provável), o encontro de uma região produtora de gás de pressão alta, gás este que “cortou” o fluido de perfuração, diminuindo sua densidade no interior do poço e consequentemente rompendo o equilíbrio hidrostático que mantinha os fluidos da zona produtora sob controle. Quinto, uma falha humana, um item frequentemente presente em acidentes deste e de qualquer outro tipo. Sexto, uma falha mecânica nos equipamentos de segurança que interrompem este tipo de descontrole. Por fim, em sétimo, uma combinação de um ou mais dos fatores citados acima, dentro daquelas possibilidades que não se excluem mutuamente.

    F.

  13. cesarbarroso maio 12, 2010 às 5:00 pm #

    Fausto,
    Nasci pouco depois do gasogênio mas ouvi muitas histórias a seu respeito. Esse link em português – http://www.carroantigo.com/portugues/conteudo/curio_GASOGENIO.htm – num site interessantíssimo, explica.
    A utilização de lixo orgânico para a geração de biogás é muito utilizado no mundo todo, inclusive no Brasil. Eram os holandeses os detentores de tecnologia mais avançada, mas isso já pode ter mudado.
    Fausto, estamos sentindo a sua falta no debate da explosão da Deep Horizon.

  14. Fausto Barbuto maio 12, 2010 às 11:52 am #

    A gaseificação de materiais orgânicos é sempre possível. Não é do nosso tempo, mas quem nunca ouviu falar de carros movidos a gasogênio, tão comuns no Brasil nos tempos da 2a Grande Guerra?

    http://www.estadao.com.br/villasboas/img/gasogenio.jpg

    Boa opção para transformação de lixo orgânico não-plástico em gás combustível de alto poder calorífico e que causam pouca poluição devido ao seu baixo teor de carbono.

    F.

  15. João Canali maio 11, 2010 às 10:05 pm #

    Não precisamos esperar a resposta Cesar. O seguinte link esclarece que estão fazendo exatamente como você imaginou que estivessem fazendo.

    http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=9930617

    Retiro portanto o meu “Jabá”, não estão escondendo nada… A matéria só peca realmente por não esclarecer algo tão importante. De resto, foi minha ignorância e precipitação sobre o assunto.

  16. João Canali maio 11, 2010 às 9:57 pm #

    Obrigado pelo link Cesar, para mim foi novidade saber que também poderiam extrair gases combustíveis da biomassa de origem vegetal. Só que desconfio que haja um custo energético de se obter esse gás combustível a partir de vegetais, mas de repente usam mais capim e acabe compensando…

    Bom, só nos resta então esperar a resposta que você pediu para sabermos qual é o processo de extração de energia do capim, se é através de sua queima direta ou através de um processo de extração de gases, que seria preferível em função de possibilitar uma queima limpa e assim não haver poluição de gases do efeito estufa e coisa e tal.

  17. cesarbarroso maio 11, 2010 às 6:38 pm #

    João,
    Aqui está a explicação para o processo de geração de gases de biomassa:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Biocombust%C3%ADvel

  18. João Canali maio 11, 2010 às 5:47 pm #

    Cesar, o processo que gera gazes através da decomposição de materiais orgânicos não tem nada a ver com o processo utilizado na queima do tal capim. É queima direta mesmo, como você bem comparou, da mesma forma como queimam o carvão mineral que aquece uma caldeira com água que se transforma em vapor que para sair empurra um cilindro (piuiiii, o trenzinho… mesma coisa…)ligado a uma engrenagem que faz girar um dínamo, ou gerador, como preferir.

    Por falar em dínamo… Aquela garrafinha que pegava na roda das bicicletas dos paraibas… ;-) Eu era pequeninho e não sabia pra que servia aquela garrafinha… Por um bom tempo aquilo foi um mistério, até o dia que consegui apontar uma para meu pai… Devia ter uns 8 anos quando descobri que era para tocar a buzina e acender o farolete da bicicleta.

    O biodigestor (um conjunto de instalações, um buraco no chão revestido ou não com uma tampa ligada a uma bomba de sucção) fermenta as fezes dos animais da fazenda (lá jogados, evidentemente…)produzindo metâno que é queimado em um motor a explosão que gira o dínamo, o gerador de eletricidade.

    Desconheço esse processo de transformar biomassa diretamente em gases combustíveis que você menciona. Do que chamam de biomassa costumam extrair o etanol (cana-de-açucar e milho, principalmente… outros vegetais também tem a capacidade de gerar etanol) e o biodisel (que pode ser obtido de diversos vegetais e até mesmo de gordura animal)que fica por conta, ou então queimar como carvão ou palha… Creio que algumas usinas queimam o bagaço da cana para utilizar todo o potencial energético da cana-de-açucar. A Exxon comprou diversas patentes de fazer o mesmo com algas, mas mesmo nesse caso o que se extrai é um combustível líquido, não gases combustíveis. Lhe pediria então um link com esse processo o qual nunca ouvi menção.

  19. cesarbarroso maio 11, 2010 às 1:51 pm #

    João,
    Mandei um email para a jornalista Raquel Salgado.
    Quanto a essa questão de jaba(parece que você quer dizer jabá), não concordo com sua afirmação e acho infundada.

  20. cesarbarroso maio 11, 2010 às 12:14 pm #

    João,
    Reli a matéria da Raquel Salgado.
    Ela escreve sobre a produção de biomassa com o capim-elefante. A biomassa é utilizada na geração de energia através dos gases que produz. Esta energia é resultado da decomposição de materiais orgânicos como, por exemplo, esterco, madeira, resíduos agrícolas, restos de alimentos entre outros. Esse gás produz chama e calor que alimenta uma caldeira e produz vapor que gera energia elétrica num turbina. Esse processo é renovável, gera baixa quantidade de poluentes e contribui para a diminuição do efeito estufa.
    Mas, na segunda página, a Raquel faz uma descrição do processo que leva a crer que o capim não é decomposto em gás, mas utilizado em queima direta na caldeira. Um processo poluente, como o carvão.
    Vou escrever um email para a Raquel e pedir que esclareça.

  21. João Canali maio 11, 2010 às 2:13 am #

    Chega a ser imperdoável que a matéria deixe de explicar, ao menos rapidamente, como o capim se transforma em energia elétrica. Aliás, também deixaram escapar a expressão que daria boa parte da explicação “termoelétrica a capim”, ao invés de ser a carvão mineral (como as grandes usinas poluidoras americanas, responsáveis por aproximadamente 70% da eletricidade do país) ou a gás natural ou a óleo combustível, ainda as mais comuns no mundo…

    A grosso modo passam o capim em uma espécie de moenda mecânica transformando a coisa em uma massa, a tal da biomassa. Jogam a palha resultante em uma fornalha que aquece a água e o vapor resultante move a turbina que faz girar os rotores do gerador, como chamam um dínamo grande.

    Para tanto é necessário ter o que o Brasil tem de sobra, terreno e água… Contudo, a pergunta que fica é em relação aos gases resultantes da queima desse capim… Certamente menos CO2 que uma termoelétrica a óleo combustível ou a carvão… Mas… Quanto? Para que possa ser chamada de energia limpa, como a matéria afirmou?

    Esse tema representa tanto interese mediático hoje em dia, que não pode ser abordado sem um mínimo de conhecimento técnico ou vontade de esclarecer… Pelo menos penso assim.

    No segundo semestre desse “coinsinístrico” 2010 teremos diversos lançamentos de carros elétricos, inclusive o tão esperado Volt (caso não haja outra sabotagem de inspiração saudita) da GM. O ano está até sendo chamado do ano do nascimento da virada da indústria automobilística… Pondo fervura nas esperanças, devo lembrar que praticamente não há capacidade ociosa na geração de energia elétrica para uma substituição plena da frota hoje movida a derivados de petróleo… Se der para 10% seria muito, mesmo considerando que o Volt (não é um hibrido convencional, notem bem…) possui um gerador movido a gasolina, quando podemos optar por carregar a bateria com ele ou a partir da tomada da garagem. Temos que esperar ainda uns 15 anos até que todas as usinas nucleares ora em projeto entrem em operação, para não falarmos na sexta básica de alternativos eólicos e solares.

    Se não conhecessemos a força da gang petroleira nos EUA, poderiamos estar estranhando porque esse capim não estaria já sendo queimado nos EUA também ou memso na China… Mas, posso pensar também em problemas ambientais com a fumaça que sai da coisa… Uma boa reportagem não deixaria de fora esse aspecto…

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