Nove fotógrafos sairam pelo mundo e constataram que o planesta está mesmo se aquecendo.
E as consequências para os humanos são devastadoras.
As comprovações vêm da Rússia, Brasil, Canadá, Polônia, Leste da África, Groenlância, Índia, Maldivas. Clique aqui para ver as fotos. Depois, clique nos números para ver cada imagem, e nos títulos para ver o próximo grupo de fotos.
Algumas fotos mostram o aumento do nível do oceano, como esta, da capital das Maldivas, Malé. Lá moram 104 mil pessoas.

Malé, capital das Maldivas, está sendo encurralada pelo nível do mar.
Tags:aquecimento global, degelo, nível do mar
Também estou preocupada com as consequências da má relação do ser humano com o meio ambiente. Em Santos, por exemplo, até o final do século, e se nada for feito, o mar deverá inundar a cidade. Essa conclusão faz parte de um estudo do professor Gilberto Berzin, coordenador do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília. O objetivo é alertar o governo e as entidades de preservação ambiental. Ele cita a Holanda e a Bélgica como exemplos de países cujo território fica abaixo do nível do mar e onde foram criados diques de proteção e sistemas de drenagem.
Cesar, o pior para os 300 milhões de imortais que o planeta suportaria sem problema por alguns milênios seria aturar o poder daqueles que dominavam a tarefa de manter a imortalidade… Brincadeira…
Mas, vejo na imortalidade a verdadeira possibilidade de aprender e refinar o que a morte impede. Existe uma figurativa injustiça com o ser humano, quando sua experiência de vida começa a surtir efeito, quando ele tira o diploma (nem todos é claro) da sabedoria, está na hora de morrer… e o pior e mais frustante é saber que aquele que nasce tem que aprender tudo de novo, parte do zero, quanta coisa não se perde de uma geração para outra… A morte impede que o homem encontre seu limite de aperfeiçoamento filosófico. Podemos viver felizes e tranquilos sabendo de verdades como essa, de ter que aceitar esse tremendo disperdício… Mas, isso não implica em ter que aceitar que isso seja o ideal.
Agora controlar a velhice não implica em invunerabilidade feito o super-homem… quem enchesse o saco da vida, seja por monotonia de um mundo perfeito, seja por saudade de entes queridos sempre poderia providenciar um The End por conta própria, a morte, como dizia Don Juan, é uma grande aliada. Agora com um corpo de 30-40 cheio de “imortouas” (600 anos fazendo compras no mesmo shopping) acho difícil ter problemas…
Fausto, a pista é justamente o câncer, quero dizer, a maneira como ele comunica para outras células aquele seu bug – e isso para milhões de células da área onde se propaga – indica que existem operadores enzimáticos que possibilitam tal comunicação. Existem 2 níveis aí, ou se atua sob o interpretador da célula ou sobre o script, o DNA em pessoa. O importante é que se pode artificializar essa comunicação e dessa forma chegarmos nos trilhões de células de todo o organismo. A medicina genética é toda ela voltada para essa pesquisa, não teria nome próprio se experiências não apontassem essa possibilidade que você afirma ser impossível, afinal quem mexe com milhões tem potencial de passar pelo bilhões e chegar aos trilhões. Seria uma grande ironia se a pesquisa para cura do câncer batesse com os caminhos da imortalidade… Manchete da revista científica: Cancer Big Payoff
Estou contigo, a coisa está mais para destravar o contador do demo (calma lá gente, falo com o Fausto que é afeito aos softwares e entenderá que me refiro ao software chamado de demo, do tipo que roda normal tantas vezes e depois trava enquanto não pagarmos) que nós de certa maneira somos se compararmos com o contador liberado de uma tartaruga marinha, quase um freeware. É hackear o contador do demo, fazer o interpretador realizar a divisão unicelular 25 e nos recauchutar aos 30 anos. O entendimento da imortalidade é entender que seriamos de duração indefinida se não houvesse um limite definido por software (no script, no DNA) para as divisões unicelulares, trocamos de células como as cobras mudam de pele, não existe desgaste, existe uma substituição e essa poderá ser indefinida se soubermos mexer no interpretador ou no script.
Agora, paralelamente a tudo isso seria interessante entender que papel na seleção das espécies entra o contador de tempo do homem e da tartaruga, essa incrível variação de tempo de vida entre as espécies. Renovação? Algumas espécies só se viabilizam com tempos diferentes de renovação de grupos? Existem tantos restos de tabu na ciência por causa da ignorância religiosa que perguntas importantes foram deixadas de ser feitas… mas serão…
Prefiro viver sem muitas preocupações com a morte ou com a possibilidade de vencer a morte. Enquanto tenho saúde, quero aproveitar o que me resta de vida.
As complicações psicológicas para um ser humano que não morresse seriam terríveis. Se sentir falta de alguém que morreu é terrível, imagine sentir falta de toda uma geração, de toda a família que já morreu. Falo isso porque não vejo como TODOS poderiam ter acesso a essa benesse.
Canali,
Mexer no código genético de nossas células para destravar os mecanismos de envelhecimento e morte é impossível. São células demais, da ordem de trilhões, não dá para modificar todas em tempo hábil e ainda há a possibilidade de ferrar a reconfiguração de alguma delas (ou de várias) e aí sabe-se lá o bicho que vai dar. O mais provável é que descubram onde é que o nosso código genético vai mexer lá na frente, que reações químicas ele irá disparar no sentido de começar o lento processo da nossa própria autodestruição, e então “desarmar” esta bomba-relógio. O problema é que devem ser MUITAS reações, e desarmar a todas, mais uma vez, vai ser uma tarefa hercúlea e perigosa (bloquear as
reações de envelhecimento celular sem parar aquelas que deflagram o câncer, por exemplo, é o mesmo que oferecer ao senhor Canali Neto que morra de câncer mas ainda com cara de garotão e cheio de vitalidade — não tem muita graça, tem?).
A morte é ruim para quem fica, mas também é renovação.
F.
Cesar, negar essa possibilidade é o mesmo que afirmar que não se pode mexer na “obra de deus a tal ponto”… algo dentro da linha de pensamento que serviria de sobremesa ao email do seu correspondente secreto.
Sei qual é seu receio e aqui encontramos novamente nosso divisor de águas filosóficas. O homem inventa o mundo dos espiritos e dos deuses para se livrar da carga do conhecimento que vai morrer, que ao nascer penetra imediatamente em um corredor da morte, corredor esse mais longo ou mais curto, mero detalhe, a morte lhe aguarda.
Você é o cara que sabiamente (se consideramos o que o homem sabia ao tempo dos personagens Buda e Jesus e quiça até meados da década de oitenta do século XX, apesar da intuição dos alquimistas dos séculos XV, XVI e XVII…) diz que temos que conviver com isso, a vida é como ela é… e ponto. Alimentar uma ilusão – como a maioria faz – tem se provado mais perniciosa para o sentido mais amplo da vida que um balsamo, que diante do impossível se convive com o possível, que as ilusões tem pernas curtas, como toda boa ou má mentira.
Eu (como suponho aqueles que tem feito ciência e tecnologia ao longo da historia humana) sou o cara que acha que se estamos no corredor da morte, nossa obrigação de prisioneiro é arranjar um jeito de fugir DE verdade (o que não se pode confundir com fugir DA verdade), não se satisfazendo com tolas ilusões místicas, como a humanidade tem feito e sempre lembrando que meu filhos e netos podem dar continuidade ao buraco de fuga que dou preseguimento em nome da espécie. Na verdade, além de também aceitar a realidade como ela é, identifico que é possível concretamente modificá-la fisicamente. Desnecessário dizer que não estou sozinho nessa tarefa, você acharia ilusório no século retrasado estar aqui escrevendo em uma máquina quase que pensante (ainda falta muito) enviando uma mensagem que pode ser lida em poucos minutos em diversas partes do globo terrestre. Faz parte da realidade que somos impulsionados pelo instinto de sobrevivência, não podemos pegar essa força e deixá-la apenas no campo do abstrato, temos que cavar em torno da base das barras de ferro da prisão, elas ficam cada vez mais soltas e isso é constável e absolutamente não ilusório.
Resumindo, você pretende transformar o presídio – onde está o corredor da morte – em um convento de meditação paz e tranquilidade, o que eu não discordo em nada, só deste convento terei liberdade para tentar construir uma asa delta para sair e voltar ao convento quantas vezes eu quiser. Você me chama de Ícaro afirmando que o sol derreterá a cola de cera de minha asa de penas e eu lhe informo que não estamos mais usando cola de cera nem penas de pombos…
Negar que cada simples célula nossa carrega a cópia de todo o nosso organismo é o mesmo que negar que o homem foi a Lua, é negar que em cima desse fato diversos clones não humanos já foram criados. Agora, para que a coisa fique bem clara de uma vez por todas: Estamos falando de um código manipulável, essa é a boa nova que parece que ainda não encontrou espaço suficiente na cabeça das pessoas, isso significa que podemos alterar esse código para não só evitar o envelhecimento como também para fazê-lo retroceder. Isso só é ilusório se pensarmos que nós ainda teremos tempo de pegar isso e vivermos em função dessa esperança, mas ela já pode ser sintetizada para nossos netos, caso consigam resolver problemas talvez muito mais difíceis em relação a manutenção de uma sociedade que não morre e não deixa de consumir, nesse último aspecto, politicamente, eu posso ser um grãozinho de um dos tijolos dessa construção/preparação, quando escrevo aqui assim estou tentando proceder.
Não me sinto herói de nada ao lutar por um futuro que acho possível e do qual o mais provável é que não usufruirei, é que eu acho que é a forma mais divertida de estar no corredor da morte, puro usofruto, um caminho qualquer. Portanto, não se trata de substituir uma ilusão por outra, mas de trocar uma ilusão e um conformismo por uma possibilidade concreta, para discordar dessa possibilidade você tem que apresentar dados científicos ou negar toda a ciência, enfim achar que o melhor mesmo é a idéia do monge budista… o problema é a dor de dente, vale sempre lembrar.
João,
Assino embaixo.
Só não concordo com essa coisa de “não morrer de velhice, mas morrer apenas por acidente”. Isso é ilusório. Isso é quase como acreditar no pós-mortem cristão.
Carl Sagan falava justamente disso… Que essa gente não tinha noção do universo a conhecer e a desvendar… eu completo: que isso em si preenche qualquer vida, é tanta coisa a saber, criar e transformar cada qual em seu nicho de saber ou criação. Me fica a dúvida se o mundo sem deus só é possível para cientístas e artístas, para gente que inova, inventa, empreende, investiga, estuda, produz, cria, arquiva, coleciona, enfim, gente que sabe curtir a vida, aproveitar essa chance estatisticamente absurdamente rara, considerando-se o tamanho do universo conhecido, de ter o dom da consciência. A organização do caos e do acaso que leva ao ponto de haver o pensamento é um “milagre” muito mais grandioso do que a idéia mesquinha e diminuta de um “projetista”.
Nosso instinto de sobrevivência, de posse de dados incompletos criou o pensamento sem cerebro, a transmissão sem fio e sem emissor, o espirito, a alma, o fantasma, a vida incorpórea e foi de paraiso em paraiso, de inferno em inferno, de ciclo encarnatório em ciclo encarnatório, de deuses em deuses criando uma teia de esperança de ser imortal.
Um historiador e antropólogo alemão que não me lembro agora o nome, afirmou certa feita que o espiritismo de Alan Kardec só não se tornou uma crença majoritária em todo o mundo, já que continha todos os elementos para modernizar as crenças então praticadas – ninguém morria de verdade; o comportamento social tinha a ver com o futuro além da morte; o certo e o errado não era ditado por um metafórico rei, no caso deus, mas outrossim por um, igualmente metafórico, parlamento composto de fantasmas, portanto uma organização mais moderna e mais adequada a evolução apontada pela revolução industrial da época com ascenssão da burguesia; que providenciava rituais agregativos através de leituras e comunicação com os mortos; que possuia todos os elementos dos milagres e superstições tão necessários para a tendência de buscar poder do ser humano – por que teve a infelicidade (para seus seguidores) de surgir após Darwin, em plena explosão da ciência ocidental com as grandes descobertas científicas ocorrendo em todos os campos do conhecimento humano. Como não era favorável a igreja católica, ainda muito poderosa àquela época, os cientístas tiveram toda a liberdade de desmascarar todos os falsos presupostos da religião nascente e isso foi fácil por que ela se apresentava como uma pseudo-ciência e apelava para as tais manifestações mediúnicas e conversassões com mortos, tudo facilmente desmascarável. Acrescenta o pensamento que se Alan Kardec tivesse proposto a coisa um século antes, não teriam sido os cientístas que deixariam a coisa involuta como é hoje, destinada a uma classe média que só subiu o primeiro degrau do conhecimento acadêmico em países onde as autoridades incentiva com mais ardor o torpor e conformismo religioso, a igreja da época teria eliminado fisicamente autor e obra, matando a concorrência na raiz.
O pensamento do autor do email que você recebeu é recorrente no mundo hodierno… Tem a ver com as atualíssimas demandas de diversos médicos e pesquisadores no intuito de fornecer LSD a pacientes terminais, droga que os consegue tirar do estado depressivo de forma surpreendente. Duas explicações aí são cabíveis: Essas pacientes hoje, devido a medicina moderna, possuem muito mais tempo de vida. Segundo que o escapismo oferecido pela fé religiosa não surtem mais o mesmo efeito em um número cada vez maior de pacientes.
Ora se eu vou morrer de verdade, não existe deus ou o projetista, logo o mundo mágico onde se encontra a vida espiritual longe da matéria, paraísos e outras peças de fantasia mais ou menos bem elaboradas… a coisa é puro sofrimento e desespero… dificilmente encontraremos um conformismo para tal situação, o alívio poderia vir do pensamento que a vida foi boa e proveitosa, que nossa experiência foi divertida, e que se poderia ser melhor, também poderia ter sido pior. O consolo deveria ser obtido da revisão do caminho percorrido… mas devemos reconhecer que tudo isso é difícil e que a sociedade prefere ainda a fantasia religiosa, deixando pouco espaço para o encaminhamento de uma educação para a morte, digamos assim. O fato é que nas poucas experiências atéias que tivemos na história (e elas foram recentes) não houve um total ateísmo e não o desenvolvimento do humanismo a base de racionalidade em paralelo para sabermos se uma sociedade sem a religião, que não cultiva a fantasia do pós mortem do qual os deuses são pura decoração, para sabermos se não iriamos obter muito mais tranquilidade e felicidade social. A humanidade precisa fazer essa experiência… não deu certo, criou-se uma legião que quer ver o mundo derreter… tudo começa novamente de forma rápida, com o caos surgirão profetas e pagés de todo tipo para ressucitar tantos deuses quanto necessários.
Cesar, digo e repito, o ser humano só vai se livrar de gente que quer que o mundo se exploda porque ele não pode manter a fantasia de virar um fantasma no paraíso, quando o homem dominar a velhice e só morrer por acidente. Conseguiremos chegar lá? Nasce uma segunda fé aí, eu sei… mas, tudo indica que isso é possível sim… e se existe a possibilidade, a humanidade não tem falhado, o retrospecto é positivo, ela tem obtido.
Um leitor mandou direto para o meu email este comentário abaixo. Fica anônimo porque não estou autorizado a divulgar o seu nome.
“É a evolução em seu ciclo, como DAWIN acreditou, o homem será extinto, não adianta lutar contra a extinção do planeta.
Se fossemos criados, haveria esperança de sobreviver, mas, como surgimos do nada, não houve nenhum projetista, para que lutar contra a poluição,extinção de animais, degelo, é o fim do planeta e do homem.”
Minha opinião é que esse posicionamento é tristemente equivocado e ilusório. Dá pena ler que algumas pessoas não conseguiram superar através da experiência de suas próprias vidas o engano no qual cairam ao serem educados no cristianismo.
Esse sr. tem que ultrapassar esse escudo de nuvens e VER a realidade, ler o que diz a ciência, libertar-se do obscurantismo que impede que perceba que há VIDA sem um projetista (Deus).
Que enorme desespero é não perceber a beleza do universo, e de nosso planeta, a ponto de achar que sua preservação não faz sentido sem Deus!
E quem paga o pato é DAWIN(sic)!!!
É César a coisa está preta! Você que conhece a amazônia brasileira sabe do devastamento de nossas florestas para substituição da mata nativa por pastos, bem como os estragos provocados pelos garimpos e até carvoarias, estas onde a mata é menos densa.
É uma questão de consciência universal, pois o homem deveria substituir a ganância do lucro pela preservação ou pela exploração dentro da sustentabilidade recomendada.
Mas os crimes ambientais aqui no Brasil se multiplicam com vista grossa de muitos governantes e as nossas árvores centenárias vão abaixo para ilustrar o mundo de móveis domésticos de qualidade inestimáveis.
As condições climáticas no Brasil, cheias no Sul e altas temperaturas no Norte indicam bem a medida do estrago.
Haverá solução pra isso!?
As acusações contra o cientísta que embasou tecnicamente o documentário de Al Gore (o homem que avisou o planeta) correram o noticiário essa semana. Interceptaram um email do tal climatologista onde se pode subentender que teria aplicado um truque para falsear os dados mostrando aquecimento ao invés de, na realidade, um resfriamento… Cogitam até de caçar o Prêmio Nobel de Al Gore e seu Oscar… Claro que o tal cientísta se defende afirmando que não souberam interpretar o que escrevera, que a coisa estava fora de contexto.
Porque essa denúncia aparece tão “convenientemente” agora, a poucos dias da conferência na confeitaria Kopenhagne (que saudades… e os caras não abrem uma franchise por aqui… só me resta o consolo de saber que as balas que eu gostava eles não fabricam mais – devem achar que faz mal a saúde, tem muito açucar isso ou aquilo – ou devem ter perdido o sabor de antigamente… como o Ovomaltine… deixa prá lá deve ser a minha língua de velho cheia de nicotina…)?
Mas, o fato é que ainda se encontra resistência a idéia do aquecimento, seja financiado pelas oil sisters ou de cientístas que esperavam uma nova era glacial ao invés de um aquecimento.
Existem três tipos de negação, a primeira é negar o aquecimento, afirmando que as variações estão dentro de um padrão de normalidade e/ou que pertencem a um ciclo conhecido, a segunda é subjacente, feito no judô, se cede a força adversária para obter uma alavanca na direção que se deseja, aceitam a ocorrência do aquecimento, mas negam que o mesmo seja ocasionado pelo efeito estufa, outro sim, por uma maior atividade solar… O terceiro caso, cedem ainda mais aceitando tanto o aquecimento quanto o efeito estufa, mas negam que o homem seja o responsável por este.
Podemos listar alguns elementos para compreender todas as dúvidas e incertezas que ainda restam sobre o assunto:
1 – Nunca na historia da humanidade houve um confronto ideológico (no seu mais amplo sentido) tão grande quanto o que ora ocorre em função do advento da Internet. Um confronto de escala global onde ideologias políticas, econômicas e religiosas estão esfaceladas. Tudo é denunciado, governantes em todo o mundo não possuem mais a mínima credibilidade, as religiões são confrontadas e corroidas em suas ridículas pregações diariamente por dados vindos da ciência em geral e das próprias outras religiões. O jornalismo encontra sua hora da verdade, absolutamente falido em meio a concorrência da gratuidade online seus vínculos com o estado e grandes anunciantes são revelados a cada passo. Agitadores culturais (como eu) trazem as informações mais escatológicas que consigam encontrar
. Como se pode fiar em alguma informação se tudo está sob descrédito, até a própria ciência, com cientístas sendo denunciados de falsear dados para obter financiamentos de pesquisa? Cientístas que muitas vezes podem estar trabalhando para companhias de petróleo as quais não interessa as acusações que a queima de combustíveis fósseis estão acabando com a espectativa de vida da atual civilização humana ou que possuam uma agenda própria ambientalista que os faz crer que o melhor seria uma parada no consumo planetário (eu acho isso, se o aquecimento no eh vero eh bene trovatto)… Obviamente que em meio ao falso encontramos o verdadeiro e os radicais de todas as tribos, o radicalismo aumenta quando o elemento se vê confrontado em suas crenças mais profundas, é pura reação contrária. Em uma única frase: Os deuses estão morrendo mais por pauladas de dúvidas e incertezas do que por golpes de verdade.
2 – Percepções verdadeiras:
A – Se os governantes souberem de uma ameaça inelutável não as vão revelar sob a correta alegação de que nada adiantaria causar o pânico que os destronaria em uma primeira instância. Governante é aquele cara que tem hiperatrofia na natural busca de poder que aflige todo macaco, vai preferir morrer no cargo do que arriscar um caos onde seu poder de nada valeria.
B – Eu posso revelar aqui que mesmo antes do derretimento do gêlo do ao redor continental (Groelândia e a borda ártica) do Polo Norte, o volume das águas nos oceanos está causando uma modificação na órbita lunar (em um efeito gravitacional reverso) que causará um grande dilúvio e pertubações climáticas impensáveis onde toda a vida terrestre do planeta será extinta (as imagens podem ser vistas no filme 2012) que ninguém me dará atenção… Mesmo que eu seja um grande cientísta, se não tiver o apoio de governantes ou da maioria da comunidade científica… serei apenas mais um louco.
Então, como chegarmos a um consenso? Como encontrarmos o óbvio agora em Compenhagne? Eu diria que o caminho é vendo os interesses que estão em jogo e fatos que estão claramente no caminho da humanidade.
Podemos confiar nos censos mundiais, mesmo aqueles realizados em países que só são países porque ninguém se interessou de invadir de tão ruim e pobre que a coisa é por lá? Existem interesses em fraudar os censos demográficos? Em alguns casos não em todos. Eles podem até serem mal feitos por desorganização dos países envolvidos, mas são mecanicamente muito fáceis de serem realizados, a idéia estatística não têm apresentado erros colossais, a aproximação é razoável… Temos também que as pessoas estão vivendo mais, isso podemos constatar até quando tomamos conhecimento que alguém conhecido – um ator, por exemplo – morreu… Ainda estava vivo? É o espanto que mais temos tido diante dessas notícias hoje em dia. Ora se as pessoas estão vivendo mais tempo por conta da medicina moderna (essa que é a verdade, não imaginem nada em relação a mudança de hábitos e costumes alimentares, isso é puro modismo, papo para boi consumir, são os remédios, exames e cirurgias modernas… iludam-se o quanto quiserem em suas academias e cigarros abandonados…) temos que pensar que ou nasce menos gente ou teremos uma lotação… Sim, os países mais avançados controlaram sua taxa de natalidade com os métodos anticonsepcionais e que esses métodos vão acabar sendo distribuidos nos países onde o atraso cultural (eufemismo para falar de religião arcaica), econômico e educacional os impede de serem eficazes a tempo que impedir um hiper consumo de recursos naturais… Esses acabam? Claro que sim, pode haver uma mentirinha aqui um exagero acolá para aumentar o preço de uma ou outra comoditie, mas é óbvio que os recursos energéticos, vegetais e minerais possuem um limite de capacidade de extração.
Então, com pensamentos simples descobrimos que tem que haver uma tempo para que se encontre um equilibrio demográfico em todo o mundo… Esse tempo só pode ser obtido com uma freiada no consumo, seja de ricos ou de pobres, e quando falam em emissões de CO2, estão falando dessa freiada de consumo. Para diminuir o CO2 tem que se consumir menos de tudo, pelo menos com as alternativas que temos hoje em mãos. Até para se conseguir consumir mais no futuro tem que se ganhar um tempo agora… esse tempo será necessário para se encontrar fontes alternativas de energia (capazes de enfrentar uma extração de recursos naturais mais intensiva, quiça cavando mais fundo na crosta terrestre ou gastando em reciclagens) e esfacelar as culturas mais atrasadas que impedem o controle de natalidade (Ah, isso se consegue com educação, não é preciso matar a cultura deles… pensamentozinho tão recorrente quanto ingênuo… se vc dá educação para populações não desenvolvidas, o primeiro efeito são eles quererem consumir mais… isso é uma sinuca de bico, na verdade querer manter culturas involuidas é esconder essa verdade subjacente… fica-se sem saber o que é melhor ou pior, quando se pensa no todo.)
Então chegamos a conclusão que o melhor negócio para nós humanos nesse momento é que a Terra esteja esquentando mesmo, só assim ganharemos tempo para enfrentar a situação da explosão demográfica, sem que haja uma grande tragedia civilizatória. Maltuzianamente equilibrar a população terrestre com bombas ou com a fome, já temos muito das duas opções.