Posted by: cesarbarroso on: November 1, 2009

A Via Láctea em 3 mil fotos.
O criador da montagem viajou 42.000 quilômetros durante 22 meses para locais com céu escuro na África do Sul, Texas e Michigan.
O painel de Axel Mellinger, da Universidade Central de Michigan, mostra estrelas que precisavam ser mil vezes mais luminosas para poderem ser vistas pelo olho humano.
Para evitar distorções na imagem final, Mellinger utilizou um modelo matemático em centenas de horas em frente ao computador.
Para excluir da imagem a luz de estrelas no fundo que não pertencem à Via Láctea, ele usou informações das sondas Pioneer 10 e 11.
A imagem tem 648 megapixels, e seu criador quer colocá-la disponível em planetários ao redor do globo.
Cesar,
Se pudéssemos ver o centro da Via Láctea talvez não pudéssemos vê-lo (paradoxalmente) porque a radiação poderia ter evitado o surgimento da nossa espécie.
Vou ler o artigo sobre a infinitude do universo. Estou pressentindo um artigo cientificamente suculento.
F.
Fausto, o artigo que li sobre o Big-Bang (não sei se é esse que o César mencionou) é interessantíssimo, pois dispensa o conhecimento científico e usa somente a lógica para concluir o que – cheguei a escrever para o autor – conclui desde os 20 anos de idade: O “nada” não existe! Ou seja, a concepção de nada é absolutamente humana, uma abstração mental, mas ao ser uma abstração já é alguma coisa, já que até a presença de espaço já e alguma coisa, pois até tempo teria, não bastasse todas as energias presentes em qualquer ponto do universo. Não existindo o nada a ordem lógica volta a imperar, ou seja, o universo é infinito, sempre existiu (não necessariamente no mesmo tempo, ou seja, não necessariamente com a mesma manifestação ou estado de coisas). O mais complicado no meu entender é imaginar um universo sem fronteiras ou limites, pois haveria algo do lado de fora e este só poderia ser o nada e como sabemos que este não existe, pois do nada não nasce nada… estamos diante de uma morfologia física que nosso senso espacial humano não consegue imaginar… Dei como modelo de sugestão a tela de um game do Atari (de mais de 30 anos atrás), o Combat… um plano só (a tela) com os objetos saindo em cima e aparecendo em baixo de forma assimétrica… A própria imagem do infinito sem fronteiras, mas com pontos conhecidos ou repetidos… Minha ilação final seria um universo que se repete de forma exatamente igual de zilhões em zilhões de anos… já estive escrevendo esse mesmo texto eternamente.
Canali,
Dentro da série recomendada pelo Cesar, eu li o artigo sobre o
universo e sua (falsa) infinitude, onde também se discute a inexistência do “infinito” fora do domínio da Matemática e suas abstrações. Como o “infinito” é algo assim como o contrário do “nada”, poderíamos laicamente afirmar que este último também não existe posto que também se trata de uma abstração matemática, o zero. Você estaria, portanto, correto.
Gostei muito dos artigos, e estou agora entregando meus parcos recursos cerebrais àquele que trata do Tempo. É preciso ter cuidado com estes artigos falsamente densos, pois quando se vê estamos perdidos nele sem sabermos como sair. É algo como andar na mata, cujos elementos nos são familiares (um rio aqui, um igarapé acolá, um morro mais ao fundo…) mas quando nos damos conta só os bombeiros podem nos encontrar e resgatar. Assim é como a linguagem científica apresenta-se para os leigos, mesmo aqueles que tem formação técnica, como este que vos escreve.
O único problema dos artigos é que o autor não é bom de redação. Não falo da ortografia em si, mas do estilo, da pontuação e concatenação de idéias. Pareceu-me que ele não teve grande esmero na confecção do site, que é apenas um pano de fundo para a venda do livro dele (o qual tentei comprar, mas o link para o site de vendas não funciona mais). Ainda assim, o site é interessantíssimo e vou recomendar para alguns amigos. Vale igualmente a pena ler os comentários que leitores deixaram em cada artigo. Muito papo interessante por lá.
F.
Uma correção: onde se lê “artigos falsamente densos” leia-se “artigos falsamente acessíveis [aos leigos]“. Falha minha.
F.
Tenho que ler os demais artigos, mas só esse foi muito inspirador, ele trás de volta os impasses que sempre chegamos quando pensamos no universo, essa coisa louca e incomprenssível desde nossa dimensão humana…
Como compreender algo necessariamente infinito e eterno usando uma lógica gerada em um ambiente de causa e efeito, início e fim, onde toda energia conhecida possui uma fonte geradora e perecível, onde existe entropia, onde todos os espaços possuem limitações para poderem ser chamados de tal. Pensar em algo que é e sempre foi mesmo que pulsando, mesmo que circulando ou “oitavando” (remeto-os ao símbolo do infinito, o oito) se repetindo eternamente (my guess) é muito complicado do ponto de vista de um ser finito…
Mesmo que conquistássemos a imortalidade, que tivessemos um back-up de nossa memória guardado na luz das estrelas a explicação para o existir do universo não poderia ser alcansada, tivemos um início, sempre teremos um início e o universo sempre exisitiu…
Ok, como parte integrante do universo sempre existimos também, daí minha idéia de uma eterna repetição que poria ordem na casa, pelo menos em parte… Mas, como obter certezas diante da ilogicidade do sempre existir?
É nesse momento que a mente científica joga a toalha e o pensamento místico aproveita-se, pegando-a suja no chão afirmando que se a vida inteligente se manifesta nessa poeira cósmica que nós somos diante a imensidão universal, por que esse também não a desenvolveria? Claro que o místico com seu inconscio e lampejante instinto de sobrevivência, hávido de obter alívio, esperança e nesgas de poder pessoal através de milagres do além só quer se aproveitar desse paradoxo… Todavia, sem dúvida, nesse extremo do pensamento o cientista encontra o místico que sobreviveu da imersão na ignorância da fé mundana e reconhece que ainda (desconfiando que nunca terá) não tem como provar que o universo é algo e não alguém…
Mas, talvez deles – como escutei de meu pai há muitos anos atrás – escutemos que se deus (o todo universal pensante) existe ele também desejaria saber quem é ou porque existe… Então, prisioneiro de sua infinitude causal, deus endoideceu e tenta se matar em buracos negros sem o conseguir, pois sempre renasce em outro Big Bang.
Estou fazendo a psicanálise do universo e pagando meu ticket por essa faísca que me tocou.
November 2, 2009 at 10:29 pm
Pena que não podemos ver o centro da nossa galáxia.
Ou talvez seja melhor assim…