Já não é mais tabu processar criminalmente por pedofilia, em Nova York, judeus ultraortodoxos, segundo este artigo do New York Times.
Eles não sofriam processos por pedofilia, mas isso mudou com o Promotor-Geral Charles J. Hynes. Oito pessoas já estão presas e 18 esperam julgamento.
Havia proibição religiosa de acusação fora do grupo, inclusive sob ameaça de morte. Como precisava da aprovação do rabino, mas este nunca dava a permissão, e nos tribunais religiosos os acusados eram sempre absolvidos, as famílias decidiram recorrer à justiça comum.
Quarenta menores concordaram em testemunhar no tribunal. Alguns blogs, como FailedMessiah e The Unortodox Jew, têm encorajado as vítimas.
Os líderes religiosos estão começando a aceitar a situação, e Hynes tem feito reuniões com grupos ultraconservadores para encorajar as vítimas a se manifestarem. Há 180 mil judeus ultraconservadores em Nova York.
Para David Zwiebel, da Agudath Israel of America: “Há consenso nos últimos anos que muitos desses casos não podem ser decididos dentro da comunidade”. Mas ele acha que devem ser encontradas alternativas para prisão, de forma a não tirar de uma família o que lhe provê o pão, e para encontrar famílias boas que fiquem com as crianças retiradas de suas famílias.
Em 2000, o rabino Baruch Lanner, principal líder carismático da juventude yeshiva e que por mais de 20 anos foi acusado de abusos, foi objeto de uma reportagem reveladora na The Jewish Week que resultou numa pena de sete anos de prisão.
Há programas de rádio que incentivam as vítimas a fazerem acusações, como o de Dov Hikind, da rádio WMCA. Centenas de jovens fizeram acusações.
O pai de um menino de 6 anos que havia sido abusado pelo rabino Kolko foi a Jerusalém pedir permissão a um rabino de alto prestígio para ir à polícia.
A resposta foi: “Vá, porque você não estará cometendo nenhum pecado.”
Tags:Charles J. Hynes, Failed Messiah, judeus ultraortodoxos, Nova York, pedofilia, The Unortodox Jews
Como judeu anti-sionista, acho a analogia do caetano, completamente estapafurdia. Alem do facto de a minha familia judeus portugueses terem adoptado o nome Caetano, aquando da conversao forçada ao cristianismo, durante a inquisiçao. Por isso, o tal Caetano do sofa devia ser judeu… mais nao lhe direi, fique la com o seu racionalismo iluminado da maçonaria!!!
Oi, Regina, grande prazer em tê-la nos comentários, minha amiga.
Espero você, a Reni e a Rosa na exposição do dia 13 de novembro.
É incrível que ainda se pense que o ser humano! é passível
de esta ou outra acão; baseando-se em credo, raça, riqueza
ou pobreza!!!!!!! verdade que todas as escusas ai postas
tornam o incivilizado mtas vezes impune, senão a maioria,
mas, ja é tempo de entender e aceitar nossa condição de desamparados, tresloucados, por perder-se nas mazelas de
tudo ai em cima dito. A tresloucada busca do progresso cortando lacos afetivos com a natureza, despojando o individuo de seus
sentidos….AHHHH que saudades da minha terra!!!!! OH Minas
Gerais!
Mário,
Concordo plenamente com você. Caso contrário, voltaríamos daríamos status de nobreza a algumas pessoas.
Dura lex, sed lex… para todos.
Essa polêmica remete ao conflito entre Cultura e Direitos Humanos. Mesmo considerando as diferenças culturais, deve existir um limite além do qual nenhuma comunidade ou pessoa teria direito de passar. Existem sociedades hostis, como por exemplo no Oriente Médio, nas quais ainda há muito o que lutar para que aqueles direitos sejam respeitados. Mas, em um país onde já impere o Estado de Direito, não deve haver leniência com o desrespeito aos Direitos Humanos. Isso vale, por exemplo, para comunidades religiosas estadunidenses e favelas brasileiras.
Caetano,
Todos pensamos e falamos bobagens em alguma época da vida. À medida que a vida e o aculturamento vai nos dando certas lições, a gente vai tomando juízo. Eu quando tinha a sua idade era uma besta quadrada. Fiz e falei tanta besteira que é difícil lembrar de tudo.
Procure ouvir você mesmo e ver as coisas da maneira mais real possível.
agora eu fiquei sem graça sinceramente, por essa eu não esperava.
me desculpem.
O caso do Caetano é o mais comum nesse mundo paradoxal que convive com as loucuras culturais com origem nas superstições e tradições mística. Está acabando sou otimista, isso é puro extertor! Ele é negro e vitima potencial de preconceitos. Existem duas formas dele montar sua defesa. Ou ele se vê contra todos os preconceitos (até porque, não sendo insano, seria prova viva para ele mesmo que o preconceito no seu caso é injustificado) ou elege preconceitos piores (do seu ponto de vista e de outros que percebe) do que os que sofre… Ou seja, ele diria: “deixa eu aproveitar também essa festa… existem tantos preconceitos inter-raciais, inter-étcnicos, inter-culturais, inter-sociais, inter-religiosos, inter-etc que que é preferível ter os meus próprios preconceitos retirados desse vasto super-mercado de ignorância e intolerência do que acabar com aquele que me aflige”.
Os preconceitos podem ser chamados também de complexos de inferioridade ou de superioridade e são parte integrante dos modelos de poder em que os humanos se degladiam a milênios. Muito difíciceis de serem eliminados porque se confundem com o conhecimento ou reconhecimento de grupo, exemplo: Todos aqueles que se dizem judeus supostamente (um preconceito?) acreditam em um Deus que era capaz de mandar o pai matar o filho como prova de lealdade e depois dizer que era de brincadeirinha, só para testar onde ia essa lealdade… Que era capaz de destruir duas cidades porque lá se praticavam sexo de forma diferente daquela aqual teria feito o design… e por aí vai… Ora, como alguém não pode concordar com tanta absurdidade, a partir do reconhecimento da existência de um deus qualquer… Não seria preconceito não aprovar tal visão (o tal conhecimento de fato a que me referi), mas, seria preconceito imaginar que todos os judeus em função dessa crença absurda fossem ter um comportamento assim ou assado. Sempre lembrando que a partir do preconceito tomamos medidas coercitivas para evitar isso ou aquilo… notórios e iquivocados exemplos ao longo da história não faltam.
Existe uma tradição-cultura-religião-etnia mais preconceituosa que o judaismo? No fundo, os judeus agem exatamente como o Caetano. Durante as centenas de anos os quais foram castigados por um preconceito das populações que os cercavam, mantiveram-se coexos através de um preconceito de não misgenação inter-religiosa, de não compartilharem suas crenças com os demais povos em função de crerem-se descendentes de 12 tribos populacionais eleitas por aquele deus intolerante, sacana e impiedoso o qual acreditam, o que lhes dá/dava a senssação de serem na verdade os superiores, podemos imaginar. Se tivessem lutado contra os preconceitos da maneira que a lógica mandaria e aconselhamos ao Caetano, hoje não seriam distinguíveis das demais etnias e não sofreriam nenhuma forma de descriminação preconceituosa… A bem da verdade teria sido mais fácil para eles, etnicamente, muito mais parecidos com os que os cercavam do que o Caetano, por exemplo.
Diz a máxima que o pai age estapafurdiamente ao retirar o sofa da sala para evitar que sua filha transe com o namorado… O conteúdo dessa máxima as vezes é verdadeiro em seu sentido figurado outras vezes não… Ele pode ser aplicado a uma tentativa de censura, ao que Caetano escreve, por exemplo, mas, ao pé-da-letra, pode ser aplicado a humanidade, quando digo que quando diminuirmos a importância das religiões em nossas sociedades, seja através da diminuição do radicalismo, ou de sua relevancia na apreciação dos fatos, vamos acabar com o ofuscamento do raciocínio que é gerado quando lidamos com fatos como esse que o blog nos trás. Sem concorrência filosófica de origem mística o humanismo racional poderia nos afirmar – sem apelos moralistas – que sexo forçado ou induzido por bruxos religiosos com menores de idade aos quais possui acesso privilegiado em função da estupida crença dos pais, é algo que deve ser reprimido com vigor pela sociedade organizada…
Em relação a esse fato desejo lembrar que no caso dos judeus, a coerção de seus religiosos para que seus “pecados” sejam retirados da justiça comum (logo aqui nos EUA onde os judeus sabidamente “controlam/pertencem profissionalmente” a boa parte das varas judiciais, um dos seus nichos profissionais preferidos, digamos assim…) não é apenas moral… Aquela frase do David não sei das quantas… “para que as famílias não fiquem sem seu sustento…”pode ter uma terceira interpretação… uma lembrança de como os judeus dependem de suas colonias para a manutenção de seus negócios, por intrincações outras que o Madof, por exemplo, certamente saberia explicar melhor do que eu…
Marcos Nunes,
Concordo que a intervenção do Caetano está eivada de “absurdidades racistas de enorme grau de barbárie”.
Lamento que uma pessoa pense desta forma, mas escolho a publicação para que outras pessoas, como você e eu, possamos trazer a público nossa repulsa.
Assunto delicado esse da pedofilia. Por isso, cada caso deve ser intensamente analisado e levado a júri popular. Há que se conhecer atenuantes e agravantes.
As atenuantes você cita muito bem.
As agravantes são o abuso de autoridade de um genitor ou líder espiritual, a coerção física…
O importante é olhar de frente o problema e chamar para a arena psicólogos, criminalistas, filósofos.
Eu não sabia que aquele dono de estabelecimento de ensino em São Paulo havia sido inocentado.
Isso me faz lembrar o filme “M”, de Fritz Lang, onde o desaparecimento e assassinato de crianças em Berlim leva à histeria popular com consequente acusação de inocentes.
É preciso muito cuidado para não destruir a reputação de inocentes, como no caso desse professor.
Como dizia meu avô: melhor deixar um criminoso solto do que mandar um inocente para a cadeia. O que quer dizer que devem ser envidados todos os esforços para que qualquer condenação esteja baseada em provas claras.
Aproveito a deixa para recomendar “M”, considerado merecidamente um dos filmes mais importantes da história do cinema.
– Um leitor de Leia Junto que não quer se identificar, pede que eu coloque aqui seu comentário:
Me parece que nao so ultraortodoxos judeus sao apreciadores da pedofilia, uma vez que a comunidade judaica que controla Holliwood se levantou em peso para apoiar Polanski, judeu polaco que nao desperta muita simpatia em seu pais natal, um caso a parte e Woody Allen, que casou com sua enteada e foi um dos primeiros a aderir ao movimento para liberar este criminoso confesso. Infelizmente, a igreja catolica com suas regras que forcam o celibato, parece que isso afeta a cabeca dos padres que pensam o sexo ser uma coisa suja e alguns viram pedofilos, em minha opiniao porque criancas sao inocentes, o que agrava o problema mas em mentes ofuscadas pode ser o que os atrai a esse crime.
Porem, no momento a noticia que mais me chocou foi a mulher porto riquenha que fez 15 abortos e agora publicou um livro e da palestras em universidade. Se ela tivesse matado 15 pessoas em um shopping seria presa e condenada a cadeira eletrica, mas como matou inocentes ainda em sua barriga, de seu proprio sangue, esta impune e ainda lucra com a historia. Uma sociedade que inspira pessoas a agirem assim, esta certamente doente, talvez em fase terminal. So posso lamentar a falta de valores, etica e inversao de valores da sociedade ocidental, que atacada por dentro em todos os aspectos, proclama guerra ao Isla e aos valores tradicionais, sem perceber que o inimigo esta enraizado dentro dela mesmo, a destruindo aos poucos.
sorry a falta de acentos, meu teclado nao oferece essa opcao!
continue expressando seus pontos de vistas e oferecendo um forum aberto as pessoas para expressarem os seus, fugindo da midia tradicional, que soa cada vez mais como propaganda para mim!
Caro Cesar,
O texto do Caetano indica a necessidade de avaliar previamente os textos que são publicados nos comentários. Não se trata de censura, mas contenção de absurdidades racistas de enorme grau de barbárie.
Quanto à questão da pedofilia, existem nuances. Um caso notório é o do Caetano Veloso, que conheceu a sua ex-esposa quando ela tinha 15 ou 16 anos, e nessa época foram para a cama pela primeira vez. Legalmente, seria um crime. Este que vos escreve casou 25 anos atrás com uma “menina” de 16 anos, e estamos casados até hoje. Algumas “meninas” e “meninos” com 13 anos ou pouco mais estão sexualmente ativos por opção própria e pessoal, e grande parte é fisicamente apta para exercer as, digamos, atividades que praticam com invejável disposição.
À parte isso, estupros em menores e, pior, crianças, é de se lamentar profundamente. Contudo, não considero um ser humano monstro em particular; todos nós somos, em medidas desiguais, capazes de absurdidades, e tal violência está entre elas. Infelizmente quem pratica tais atos de violência precisa de algum tempo de reflexão em uma casa de detenção apropriada, embora eu pessoalmente não acredite em reintegração sem riscos ou na eficácia dos métodos aplicados em reeducação ou reestruturação psíquica dos praticantes dessa modalidade de crime. É um tema que deve ser tratado em detalhe para que não se cometam equívocos como o caso notório em São Paulo, que vitimou um dono de estabelecimento de ensino posteriormente inocentado das acusações de pedofilia; porém, enquanto tramitava o processo, ele perdeu tudo que tinha. Além disso, culpados dos crimes tem graduações diferentes de culpabilidade, em termos de circunstâncias agravantes e atenuantes.
Essa questão de pedofilia vem mostrar que justamente em ambientes daqueles que “crêem” florescem estas anomalias.
Haverá uma relação entre a mente “crente” e a impossibilidade de se resistir a esses instintos torpes?
Acho que a comodidade mental da crença diminui no indivíduo a vontade para se tratar e evitar de todas as formas esse tipo de agressão criminosa.
Isso aplica-se a judeus, católicos, muçulmanos.
A Igreja Católica, justamente pelo exclusivismo e proteção dentro do grupo, à imitação dos judeus, durante sua história foi valhacouto desse tipo de criminosos.
O Papa João XXIII, chamado de o Papa Bom(imaginem se não fosse!) proibiu sob pena de excomunhão que houvesse qualquer ação dentro da Igreja para punir os culpados.
Isso foi um incentivo para o aumento de casos, assim como a um incentivo a outros tipos de crimes dentro da Igreja.
Esse pessoal tem mesmo é que ir para a cadeia.
David Zwiebel pede “alternativas para a prisão”, para que as famílias não fiquem sem o sustento. Lamento, David, mas nesse caso deveríamos abrir as portas das penitenciárias para todos os que estão na mesma situação.
Crença religiosa não é álibi.
Aluísio,
Benvindo aos comentários do Leia Junto.
Admirável a ação do senador, contanto que não repita o que se dá em geral em “caça a bruxas”: gente inocente sendo acusada por causa da histeria popular.
Muito importante uma voz se levantar pelas crianças, como também por adultos que são vítimas de todos os tipos de abusos.
Caetano,
Admira que uma pessoa negra como você, que enfrenta preconceitos, venha de público falar desta forma dos judeus.
Você está mostrando enorme ignorância sobre essas pessoas.
Parece que você precisa se informar um pouco mais para parar de repetir jargões medievais.
É Cesar, aqui no Brasil o Senador Magno Malta é o defensor dessa politica de “caça aos pedófilos” e tem feito um bom trabalho e até arriscando a própria vida em defesa das vítimas de abuso, acredito que esse trabalho tenha influenciado esse tipo de decisão pelo mundo afora.
Um abraço.
PS: “A violencia sexual é o único tipo de violencia que não tem cura”.
olha um rapaz desse tem 20 anos e parece ter 40, eu preso muito minha juventude posso ser preto e feio, mas sou cheiroso arrumado gostoso e barbeado sempre.
o povo bruto esses judeus.
sabadistas assassinos e pedofilos.