O prédio do Banco da Inglaterra, em Londres.
O jornal inglês The Guardian declara que “loucuras do Banco da Inglaterra poderão nos levar à depressão em 2009″.
Em seu artigo, o economista Graham Turner apela às autoridades inglesas que forcem o Banco da Inglaterra a baixar os juros imediatamente. “Caso contrário, ao invés de recessão, teremos depressão em 2009″.
“Houve muitas idas e vindas nos mercados financeiros na semana passada, mas as notícias mais graves estão no mundo real: 60.300 pessoas perderam seus empregos em julho e agosto. A expectativa de perda de emprego para dois milhões de pessoas em 2009, poderá dobrar para quatro milhões em 2010″, afirma o articulista, “se o Banco da Inglaterra não baixar as taxas de juros”.
“É preocupante como tão poucos políticos e funcionários de bancos centrais digeriram as lições econômicas crucias de 1930. Os japoneses entraram em recessão no final da década de 90 porque custaram a cortar as taxas de juros.”
“O Banco da Inglaterra parece não dar atenção ao fato da inflação ter alcançado 4,7% no mês passado. Mas cairá como uma pedra nos próximo dois anos. O perigo não é a inflação, mas a deflação. Até que o Banco da Inglaterra ceda, o preço dos imóveis continuará a cair. E os atrasos de pagamentos levarão mais investidores estrangeiros a retirar seu dinheiro dos bancos britânicos.”
“A solução que o governo americano encontrou para os seus bancos é falha. Há poucas chances que as taxas hipotecárias caiam nos Estados Unidos com a política atual.”
“O atual governo trabalhista britânico tem esse dever para com o país. Ele presidiu a bolha de crédito mais grotesca da história. Ele não pode se colocar de lado e deixar o Banco da Inglaterra colocar o Reino Unido na depressão. Ele precisa exigir o corte imediato nas taxas de juros. Apenas isso impedirá que a confusão da semana passada volte a acontecer.”
* Graham Turner é economista e autor de The Credit Crunch.
LUcho,
A sociedade e o governo americano estão muito melhor preparados agora do que então para enfrentar esta crise. Naquele tempo houve filas quilométricas para um prato de sopa.
CBarroso
Deusmar,
Só posso aplaudir.
Cesar Barroso
Cesar Barroso:
Se assim pudermos considerar, os emergentes têm a grande chance de revisar o conceito internacional vigente e moldar a economia que tenha como princípios a construção solidária no lugar da des-construção competitiva que, num primeiro momento, gerou progresso e estorpor mas que agora se mostra incapaz de compreender e atender a uma aspiração coletiva tão mais complexa e intensa em demandas sócio-ambientais: a fome, o desemprego, a violência, o desmatamento, a ausência de politicas para a saúde pública, o tráfico de drogas e a desesperança de novas gerações que não mais sabem como se encontrar.
Deusmar,
Muito pertinente o seu comentário.
Os emergentes estão muito mais espertos nos nossos dias. Não acredito que vão depois ceder espaço para os historicamente desenvolvidos. Não há mais bobos hoje em dia.
Cesar Barroso
O desemprego na Grã-Bretanha deve chegar a 3 milhões somente em 2009. A indústria automobilística será fulminada. A falta de crédito lançará o frenesi consumista no chão. Endividados aplicarão o calote. A “bolha da prosperidade” que permitiu luxo e esplendor desmancha-se no ar. O “laissez-faire” se arrepende, cede a Keynes e fica inatacável o papel regulatório do Estado na economia. O chamado capitalismo financeiro agonizará. As chamadas economias emergentes passarão a ser consideradas no contexto internacional. Depois da febre, os arrogantes de sempre, donos do mundo, tentarão outra vez lançar os tentáculos malignos. Assim se permitirá?
Giovanni,
Li de novo o que escreveu, e achei compatível minha análise.
De qualquer forma, concordo que estamos vivendo um crescendo da ganância mundial, alimentada por uma administração americana que nada mais faz do que incentivar a rapinagem.
Cesar Barroso
Alemanha recusa-se a participar no plano de ajuda financeira dos EUA
O ministro das Finanças do governo alemão, Peer Steinbruck, rejeitou hoje a ideia do da Alemanha vir a participar no plano de resgate financeiro que o governo americano prepara para salvar as instituições financeiras dos USA.
Ao falar aos jornalistas em Berlim, e citado pela agência Bloomberg, Peer Steinbruck afirmou que o plano norte-americano para salvar o sector financeiro norte-americano é “muito importante para recuperar a estabilidade e, acima de tudo, a confiança nos mercados financeiros.”
Já o ministro da Economia alemão, Michael Glos, afirmou que as causas da actual crise financeira são “especificamente um problema americano”, sendo que “todos devem manter a sua própria casa em ordem.”
“Para nós, existem diferenças em responsabilidades e efeitos”, disse o porta-voz do governo alemão, Ulrich Wilhelm.
Do ponto de vista do governo alemão, “não será necessária uma medida como a adoptada nos EUA” para a Alemanha. Bom saber Angela Merkel.
Hummmmmmmmmmmm!!!!! Hummmmmmmmmmmmm!!!
Nao César,
o que eu vejo nao é questao de evolucionismo ou creacionismo, mas um processo macroscòpico e subterraneo para reestabelecer um equilibrio hegemonico a partir das novas realidades politicas e economicas que tém se formado no alvo da doutrina Keynes. Depois to instinto alimentar e do instinto sexual talvez seja o cheiro do poder o que lida a vida do homem sobre a terra. Este cheiro vem sendo alimentado pelo dinheiro, pelo proveito, pelos investimentos garantidos pelos recursos da natureza e pela ganancia das classes e/ou dos povos dominantes.
Daì antagonismos inexauriveis, crises ingovernaveis, hecatombes horriveis, desastres ecologicos.
Aconselho analizar mais detalhadamente meu texto.
Giovanni,
Querer ligar a crise econômica à teoria da evolução não faz sentido. A sobrevivência dos mais fortes é uma constatação histórica, não uma licença para matar. O evolucionismo não privilegia os mais fortes, o evolucionismo é uma constatação científica do que vem acontecendo na história do mundo animal. O evolucionismo não tem nenhuma força decisória per se. Se alguns grupos o utilizam para defender o capitalismo selvagem, o estão utilizando erradamente. Você estaria defendendo que temos que esquecer o evolucionismo e voltar a viver na ilusão de um mundo feito por um deus há cinco mil anos?
Além disso, muitos que pensam estar garantindo a própria sobrevivência e de sua linhagem ao tentar destruir o outro, poderão estar assinando a sua condenação.
Cesar Barroso
“E o vento levou… os dólares americanos. Os republicanos brindaram os banqueiros e seguradores, e como dádiva socializaram os prejuízos entre os contribuintes” Do leitor Fernando Alves, sobre a crise financeira (O Globo Online, 22/09)
Ainda bem que existe uma Razao visivel e viavel pra evitar o desemprego na Inglaterra! Na alemanha , ja a dez anos, persiste o desmprego pra mais de 6 milhoes de pessoas e nao ha Remedio pra tal ! No Japao e impossivel mandar alguem embora por causa dos altissimas indenizacoes ! E logico que os Ingleses vao dar um Jeito nisso ai ! nessa terrivel situacao de criar desemprego !
Esta conjuntura economica que està se alastrando de um paìs para outro nao é uma crise normal. E’ a fenomenologia aparente da grande deflagraçao subtectonica no novo asset da economia globalizada. O velho equilibrio das divisas governantes (dolar, franco suiço, esterlina) està sendo desafiado pelas novas forças emergentes e pelas novas hegemonias que vao se criando no novo xadrez politico. E’ o principio do evolucionismo que tenta privilegiar os mais fortes para a melhoria das espécies. Neste processo hà muita luta, muito aborto, muita matança. A incognita é se a espécie irà continuar…
Esta semana 40mil pessoas perderam seu emprego só em Nova Iorque. Vamos ver na próxima.