A crise econômica, num infográfico do The New York times.

17 set
O infográfico da crise.

O infográfico da crise.

O The New York Times de hoje, publica o infográfico acima. Leia Junto traduz:

  1. Os banco emitem hipotecas e as vendem aos bancos de investimento. Os bancos de investimento consolidam  as hipotecas em ações, e as vendem a investidores.
  2. Para proteger os investidores contra os atrasos de pagamento, a A.I.G. vendeu seguros para essas ações. A A.I.G. teve que pôr à parte garantias com as quais pagaria os investidores, se necessário.
  3. Os contratos rezavam que, se a cotação creditícia da A.I.G. fosse rebaixada, ela teria que apresentar garantias adicionais.
  4. Na segunda-feira, as agências de cotação creditícia, preocupadas com a queda de valor do portfólio de investimentos da própria A.I.G., rebaixaram sua cotação creditícia. A empresa foi forçada a apresentar garantias adicionais.
  5. Se a A.I.G. não o fizesse, as ações dos investidores ficariam em risco, levando talvez a perdas no mundo inteiro.

6 Respostas para “A crise econômica, num infográfico do The New York times.”

  1. Jorge Marcos Barros setembro 17, 2008 às 9:30 pm #

    Este é o legítimo retrato e a consequência do “american way of life” ou do “American dream”. Sabem por que? Durante a Guerra Fria a expressão era muito utilizada pela mídia para mostrar as diferenças da qualidade de vida entre as populações dos blocos capitalista e socialista. Naquela época, a cultura popular americana abraçava a idéia de que qualquer indivíduo, independente das circunstâncias de sua vida no passado, poderia aumentar significativamente a qualidade de sua vida no futuro através de determinação, trabalho duro e habilidade, inclusive desfrutando quase que irresponsavelmente uma VIDA MATERIAL MELHOR. Politicamente, o American way acredita na crença da “superioridade” da democracia dita livre, fundada num mercado de trabalho competitivo sem limites para tudo. Na Base viva a gastança e o desperdício. Observem no passado os carrões e seus combustíveis. A cultura do desperdício.

    Nos dias atuais, a expressão novamente se tornou presente, graças à crença espalhada tanto por Bush pai quanto por Bush filho de que o estilo de vida estadunidense não pode ser ameaçado nem negociado. Bush pai utilizou o American way em 1992 para recusar propostas de diminuição das taxas de gás carbônico, dizendo que o American way “não pode ser negociável”. Já Bush filho utilizou-se da expressão para convencer a população estadunidense a apoiá-lo na “instauração da democracia” no Afeganistão e no Iraque, dizendo que o American way não pode ser ameaçado por outras nações.

    Agora, além de pagarem o preço justo dessa inconquência e irresponsabilidade, os EUA podem levar todo o mundo de roldão. Pobre da China que existe para sustentar a dívida pública norte-americana, hein César?

    Penso, ingenuamente, ah, ah, ah, que Obama precisa repensar essa cultura e esse modelo, senão: buuuuuummmmmmm!

  2. cesarbarroso setembro 17, 2008 às 8:21 pm #

    Anésia,
    A questão foi que houve abusos no processo. Os compradores, sem desembolsar quase nada de entrada, compravam imóveis que não poderiam pagar, passavam a fazer empréstimos bancários em cima do imóvel, e a viver acima de suas posses: Mercedes-Benzes, viagens aos exterior, festas… Havia conivência de todos os que participavam do processo. Agora, a bolha estourou, e está sobrando para todo mundo pagar.
    Se não houver saneamento sério, isso voltará a acontecer, porque tem sido cíclico.
    Cesar Barroso

  3. Novaes setembro 17, 2008 às 7:16 pm #

    Dai à Cesar o que é de Cesar…rs

    “…inclusive o comprador de imóvel que desonestamente, com a cumplicidade do resto do sistema, adquire um imóvel que de antemão sabe que não poderá pagar.”

    Cesar,
    Aqui no Brasil os juros para compra de imóveis é um absurdo…
    Aqui o comprador perde o imóvel…
    Aí é diferente?…
    Foi o que me deu à entender nesse post…

    Abs

  4. cesarbarroso setembro 17, 2008 às 5:14 pm #

    Ronira,
    Sei que você conhece bem esse problema.
    A irresponsabilidade foi geral. Acontece que regulamentação não deve existir para atingir apenas uma ponta do processo. Todos têm que estar submetidos à regulamentação, inclusive o comprador de imóvel que desonestamente, com a cumplicidade do resto do sistema, adquire um imóvel que de antemão sabe que não poderá pagar.
    Cesar Barroso

  5. Ronira Fruhstuck setembro 17, 2008 às 5:09 pm #

    Nao podemos esquecer que isso tudo comecou com a ganancia desses mesmos investidores comprando e comprando essas mortgages de alto risco.Foi uma irresponsabilidade total, agora com as pessoas “defaulting” nessas mortgages a bola de neve atingiu dimensoes astronomicas capaz de balancar a Economia do Planeta. O pior eh ainda escutar do ZEGUEDÉ da Silva que comprou 3 casas de uma vez, que “nao tá nem ai…vai morar um ano de graca e se mandar p o Brasil. Mal se dando conta do dano que o proprio causou para todos e a si próprio!

  6. marcos nunes setembro 17, 2008 às 3:35 pm #

    O trânsito de papéis é tanto que periga acontecer como em 29: completa falta de lastro, e lá vem o efeito-dominó. Como controlar a emissão de um papel cujas garantias são forjadas por outras garantais de outros papéis é só lá no fundo há um comprometimento na economia real (por ex., uma propriedade ou uma empresa)? Acaba se descobrindo, até, que determinado ativo é uma invenção. Que a empresa é laranja, a casa construída nas nuvens, e o dinheiro não está no cofre nem do Banco Central. Mas que, apesar da quebradeira, os executivos destronados de suas posições de comando vivem e viverão muito bem daqui para a frente, alojados em alguma ilha do Caribe ou em um castelo na Suiça… o que é uma tremenda garantia para, no futuro, ocorrerem mais e mais fraudes no sistema financeiro, na administração de fundos, no redesconto de papéis, etc. Mundo, vasto mundo, se me chamasse Raimundo…

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