
Mapa político da Europa.
A resposta dos Estados Unidos à invasão da Geórgia não tardou. Foi fechado o acordo para a construção de uma base interceptadora de mísseis na Polônia. As difíceis negociações se desenrolavam há 18 meses. O Presidente Bush vinha também há meses tentando fazer esse acordo sem ferir susceptibilidades em Moscou, mas o líder Putin jamais concordou. Ele não aceita o argumento americano de que a base tenha como único objetivo defender a Europa contra o Irã.
A Polônia receberá em troca da disponibilidade de seu território para a base, o aumento de sua capacidade de ataque com mísseis Patriot. A Casa Branca celebrou o acordo. “Acreditamos que a defesa contra mísseis é uma contribuição substancial à segurança coletiva da NATO´´, disse a Porta-voz Dana Perino, que negou o intuito de antagonizar a Rússia.
Por outro lado, um deputado russo, presidente da comissão parlamentar de assuntos exteriores, Konstantin Kosachev, avisou que o acordo poderá piorar as tensões entre Moscou e Washington oriundas da ofensiva militar russa na Geórgia. O acordo deverá ser aprovado pelo parlamento polonês. Semelhante acordo com a República Tcheca também está pendente de aprovação parlamentar.
Beth,
Acredito que Gorbachev ficou com aura de bonzinho para os americanos porque colocou o muro abaixo. Acontece que ele certamente conhece a situação de dentro e deu uma opinião sincera.
Os russos preocupam-se com vizinhos que adotam políticas muito contrárias aos seus interesses. Isso é uma versão à moda Putin da Doutrina Monroe. Lembra-se da reação do Governo Reagan aos sandinistas da Nicarágua?
Vento que bate lá, bate cá.
Cesar Barroso
Cesar, mas o Larry King esperava o que? MGorbachev deu sua opinião logo no começo do conflito… E quanto a Georgia, a rua que liga o centro de Tbilisi ao aeroporto chama-se George Bush e não é piada!
Eua e Inglaterra mantem até hoje a política de dividir para conquistar.
Nao me restam dúvidas que estas influências em certas localidades obedecem a um interesse comercial.
Antes do petróleo ou da agua existe o interesse de tarifação e de criar dificuldades de acesso as mercadorias.
O restante é discurso…
Gutenberg,
É hora da Polônica acordar para não continuar no círculo vicioso no qual se envolveu. A Geórgia foi se meter em briga de cachorro grande e que está pagando é sua população civil.
Infelizmente a Polônia mais uma vez fica no meio das grandes potencias bélicas mundiais, sendo mero joquete delas. Ontem da Inglaterra e Alemania Nazista, hoje dos Estados Unidos da America e da Russia. Para EUA é interessante uma guerra na Europa ou mesmo apenas a desconfiança entre os paises europeus porque venderam mais armas, acho que até para Russia essa desconfiança é positiva. Para o belo povo polonês e demais povos europeus não.
Espero que o governo polonês e seu povo acordem, não sejam, outra vez o marisco entre o mar e a montanha.
Vamos ver se a Vivian lá da Georgia consegue nos esclarecer em relação a quem começou a provocar primeiro… A minha impressão até aqui foi que os georgianos, diante aos constantes ataques de ossetianos a seus vilareijos – vamos combinar que o que vemos nas imagens de lá não passam de vilareijos – resolveram fazer uma operação estilo Tropa de Elite (se vc quiser eu lhe empresto o DVD) no vilareijo ossetiano e encontraram pela frente um exército prontinho para atacá-los… Como um cachorrinho diante do urso escondido atrás da árvore, sairam ganindo se lembrando que seu osso enterrado, o pipeline, o urso também estava atrás… Para mim uma coisa é certa, os russos se interessam por ossétianos tanto quanto por klingons e romulanos (para quem se lembra do Star Trek). Mas, há sempre quem prefira imaginar que Bush atacou o Iraque porque Saddan havia tentado matar seu pai (o Spilberg tinha essa tese) ou que a Ossétia é importante para os russos porque o Stalin nasceu lá.
João,
É difícil dizer quem nasceu primeiro num caso que envolve duas raposas velhas e sábias, com serviços secretos excelentes. Certo é que esse ovo estava chocando há alguns meses.
Tudo indica que a Geórgia deu o pontapé inicial, coincidindo com o início dos Jogos Olímpicos. A Rússia não queria outra coisa a não ser começar também a jogar, e respondeu de imediato.
Ontem, o Larry King da CNN foi buscar lã e saiu tosquiado. Convidou o Mikhail Gorbachev para uma entrevista sobre o assunto, talvez pensando que ia ouvir a defesa da Geórgia, mas ouviu justamente o contrário. Gorbachev confirmou que a Geórgia começou as agressões na Ossétia do Sul, e os russos apenas responderam. A entrevista que deveria durar uma hora ficou em 15 minutos. O ex-premier ainda aproveitou para criticar os gastos excessivos do Departamento de Defesa americano,
Com essa notícia da assinatura do acordo com a Polônia fico na seguinte dúvida: Quem nasceu primeiro? O conhecimento – por parte dos russos – que o acordo seria assinado ou a invasão da Georgia com a conseqüente colocação das patas de urso siberiano sobre o oleoduto que abastece boa parte da Europa. O fato é que essa atual rusga entre russos e ocidente está sendo travada diante uma grande ineficácia da mídia internacional em emitir opiniões, como se todos os articulistas estivessem de férias em Pequim vendo os Jogos Olímpicos. Os fatos estão sendo cobertos pelo valor de face da moeda, não está havendo especulações acerca do real poder de compra da mesma, se é que me fiz compreender. Cesar, você que é ótimo em investigação, por favor, nos traga uma crônica ou artigo daqueles analistas de guerra fria ingleses, daqueles que escrevem em uma daquelas centenárias publicações britânicas totalmente independentes por força de sua própria tradição… Se é que ainda eles existem.
Ival,
Esses parâmetros históricos aos quais você se refere, se aplicados hoje, podem produzir resultados indesejados. A posse de armas nucleares pela própria Rússia, e por países islâmicos como o Paquistão, o governo anti-americano do Irã, as consequências da guerra no Iraque, tudo isso pediria um pouco mais de cuidado com a maneira de tratar assuntos com potencial explosivo.
Cesar Barroso
“passar um oleoduto importante para a Europa. ”
Aonde vc encontrar algum benefício na troca de mercadorias entre a Europa a Àsia vc verá a intervenção americana e anteriormente inglesa.
É interesse deles manter o máximo possivel de tarifas para que a Europa fique isolada.
Pensando bem quais são e foram as potências com a maior tonelagem e quantidade de navios mercantes/militares?