Posted by: cesarbarroso on: February 8, 2010
Hoje a nossa querida leitora Elvira Akchourin do Nascimento fez um comentário num post de 18 meses atrás. Confesso que eu me lembrava que houvera um teste de memória visual, mas não me recordava absolutamente de seu conteúdo.
Fiz de novo o teste, e na segunda tentativa minha idade foi de 31 anos.
Isso só vem a provar que passo por um processo galopante de senilidade. Não lembrava de um teste de apenas 18 meses atrás, mas lembrava da série de números que acabara de ver. HELP!!!
De que é que eu estava falando mesmo… Ah, sim, o teste:
“O meu amigo e leitor João Canali mandou-me este interessante teste japonês para a memória visual e estabelecer a idade de nosso cérebro.
Vamos lá:
2) Clique na palavra START.
3) Para prepará-lo será feita uma contagem decrescente: 3… 2…. 1 para cada vez que o teste é feito.
4) Aparecerão então jogados em diferentes lugares da tela 3 números de um dígito(depois o número de números aumentará). Esses números permanecerão na tela por mais ou menos um segundo.
5) Em seguida, nos lugares onde estavam os números, aparecerão círculos. Você terá que clicar nesses círculos na ordem crescente dos números que apareceram.
6) O teste total dura menos de um minuto.
Ao final será dada a idade do seu cérebro.”
Posted by: cesarbarroso on: January 28, 2010
O Rev. Jackson voltou do Haiti acusando de que ajudada por subsídio governamental a americana Riceland Rice levou à ruína os produtores de arroz do Haiti através do preço baixo, e um ano depois dobrou o preço do produto.
A jogada comercial foi responsável pelo aumento em US$123 milhões no lucro da empresa, e pelas revoltas populares de 2005 no Haiti, nas quais morreram seis pessoas.
“Até 1980, o Haiti produzia quase todo o seu consumo de arroz” segundo reportagem do Washington Post. “Mas em 1986, sob a pressão de governos estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, o Haiti retirou a sua tarifa sobre arroz importado”.
Arruinados, os plantadores de arroz foram para a favelas de Port-au-Prince, segundo a CNN.
Posted by: cesarbarroso on: January 24, 2010
Posted by: cesarbarroso on: January 23, 2010
O presidente americano não poupou críticas à liberdade total dada às empresas e sindicatos de doarem dinheiro para campanhas eleitorais.
“Não posso pensar num desastre de proporções maiores para o povo americano”, disse hoje Obama.
Ele chegou a classificar a decisão de “inaceitável”, mostrando-se ao lado do povo e não dos interesses especiais. “A última coisa que precisamos fazer é dar mais poder aos lobistas de Washington ou mais influência para os interesses especiais de mudar o resultado de eleições.”
Ele disse que ficará cada vez mais difícil para o executivo passar legislações de interesse do povo americano.
Posted by: cesarbarroso on: January 22, 2010
Já passaram alguns dias da derrota de Martha Coakley na eleição do substituto de Ted Kennedy no Senado americano, mas até agora está difícil de engolir.
Essa derrota seria, para mim, menos desastrosa se Martha Coakley não tivesse feito um discurso ridículo e insensível na concessão da vitória de seu oponente, o republicano Scott Brown. Aliás, o discurso responde parcialmente à razão da derrota.
Parecia uma festa, com gritos animados e assobios. Martha era toda sorrisos, e colocou no fim uma cereja no seu triste bolo: “Meus cachorros estavam torcendo contra mim, porque agora poderei voltar para casa”.
Pois eu digo que essa dondoca nunca deveria ter saído da companhia de seus cachorros.
Nem uma menção ao perigo que o projeto do sistema de saúde de Obama corre de ir para os arquivos.
De quem a culpa da derrota? Os democratas não colocaram suficiente atenção na campanha, achando que uma cadeira que mantinham há 38 anos não poderia lhes ser negada? O presidente não atuou como deveria no suporte à candidata? Essa mulher, que sabidamente não tem uma comunicação boa com o público?
Os independentes não sairam de casa para votar, e os que sairam votaram em Scott Brown, como que a se perguntarem, depois de um ano de governo Obama, o que significa a palavra “change”.
Que sirva de lição para Obama, porque se não cumprir suas promessas de campanha, terá que voltar para Chicago daqui a três anos.
Posted by: cesarbarroso on: January 16, 2010
Encontrei uma hatiana pela primeira vez em 1971, em Nova York. Era uma mulher calada, modesta. Trabalhávamos no mesmo escritório de tradução. Tive dificuldade em reconhecer que nacionalidade era aquela, quando me disseram que ela era “Haitian”.
Em Miami conheço e convivo com dezenas de haitianos. Alguns considero mais do que apenas conhecidos: o Joe da Bakehouse, o Rémy da Bally, o Antoine da portaria, a April que foi minha modelo no estúdio de fotografia. Já falei com todos eles, pessoalmente ou através de email, e estão arrasados, mesmo aqueles que não tiveram parentes e amigos desaparecidos.
Quando quero matar a saudade da rabada, vou ao Bamboche II, um restaurante hatiano despretencioso, como aliás tudo o que é haitiano.
Os haitianos são diferentes do negro americano. Mostram modéstia, não chamam a atenção. Entre si falam o crioulo, seu dialeto herdado do francês, e, ao contrário dos cubanos, todos falam bem o inglês.
Sempre passo de carro pelo Pequeno Haiti, o bairro de Miami que concentra a comunidade, com suas dezenas de igrejas, casas de venda de suplementos para o vodu, lojas para remessa de dinheiro para o Haiti.
Quase 1 milhão de haitianos vivem nos Estados Unidos, com maiores concentrações em Miami e Nova York.
Sem dúvida os hatianos são diferentes, de uma maneira bastante positiva. Trabalham duro, lutam por seus direitos e têm fortes ligações com seu país, para onde mandam dinheiro e todo o tipo de mercadorias para parentes e amigos.
Essa diferenciação tem raiz na história: foi a primeira nação independente da América Latina, a primeira nação negra independente da era pós-colonial, e a única nação cuja independência foi conseguida por uma rebelião de escravos.
Mas depois… nada nunca funcionou bem. O território pouco maior do que a metade do Estado do Rio de Janeiro, é habitado por 10 milhões. A renda per-capita é de US$790.00 e a taxa de desemprego é muito alta. A natureza também tem sido madrasta com o Haiti. Furacões violentos e inundações devastadoras são uma constante na vida do país. Esse terremoto achatou a capital, Port-au-Prince.
A instabilidade política faz parte da história do país, por interferência externa e dissensões internas.
Os Estados Unidos ocuparam o Haiti de 1915 a 1934.
Por 30 anos, de 1957 a 1986, a ditadura brutal e corrupta de François “Papa Doc” Duvalier continuou a destruição da economia local.
O Pe. Jean-Bertrand Aristide foi eleito presidente duas vezes, em 1990 e 2000, mas suas gestões não contribuiram em nada para a estabilização política e econômica do país. Ele foi mandado para o exílio na África pelos Mariners. Nessa época os americanos estiveram perto de invadir e tomar conta novamente. René Préval, o atual presidente, se mantém no poder graças às tropas das Nações Unidas, com forte participação administrativa e militar brasileira.
O terremoto de poucos dias atrás destruiu fisicamente um país fraco e vulnerável. O desgoverno e falta de infra-estrutura básica ficaram tristemente patentes.
O Haiti poderá continuar independente legalmente, mas na prática, a reconstrução terá o seu preço.
Posted by: cesarbarroso on: January 2, 2010
São apenas números.
Já estamos no “próximo” ano.
No começo de dezembro alguém disse que estava louco para mandar embora 2009.
Como pode alguém desprezar o tempo, por menor que este seja?
Cada momento precisa ser vivido na sua intensidade.
Não gostaria de mandar 2010 embora tão cedo. Se ele quiser ficar por uns três ou quatro anos, que fique. A casa é sua.
Para os leitores, desejo a felicidade de cada momento.
Posted by: cesarbarroso on: December 30, 2009
“O objetivo da filosofia é resgatar nosso intelecto do feitiço da linguagem”, declarou magistralmente Ludwig Wittgenstein.
E eu digo que nenhum filósofo faz isso melhor do que Buda.
Posted by: cesarbarroso on: December 28, 2009
Bastou um menino fazer umas trapalhadas num vôo que chegava em Detroit, para se desencadear o oportunismo da indústria da guerra.
O Sen. Lieberman já veio de público declarar que a próxima guerra será contra o Iémen.
A insensatez parece não ter fim.
Posted by: cesarbarroso on: December 27, 2009
Para os que me mandaram votos de Feliz Natal, mais uma vez agradeço.
É uma época do ano em que vejo, por um lado, estresse daqueles que não querem ficar de fora das comemorações, sejam elas quais forem; e de outro um sentimento bonito de família e de amizade.
Eu tive o privilégio de passar o Natal com o João Canali e sua simpaticíssima família.
Como sempre, conversamos sobre assuntos que julgamos importantes para a sociedade humana. O João saiu com uma – mais uma – genial: “Estamos vivendo um pequeno período, uma pequena janela, de democracia e liberdade. Em décadas voltaremos às tiranias, inclusive porque será essa a única possibilidade de viabilizarmos algum tipo de sobrevivência em decorrência do aquecimento global”.
É uma triste saída, mas parece que não haverá outra.
Posted by: cesarbarroso on: December 24, 2009
Uma grande vitória para o Pres. Obama e seu partido, que há décadas luta para ampliar a cobertura de seguro saúde para uma faixa maior da população americana.
Os democratas não contaram com nenhum voto republicano.
Agora as duas casas do Congresso discutirão a redação final da lei.

O Vice-Presidente Joe Biden chega no Senado para a votação desta manhã.
Posted by: cesarbarroso on: December 24, 2009
Começou com a viagem da mãe de Sean ao Brasil, o pedido de divórcio e a separação do menino do pai. Foi uma violência.
Terminou com lágrimas de dor na porta do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Outra violência.
Aí está uma lição para enamorados, famílias e autoridades. Há que se ter cuidado nas relações humanas. Principalmente quando o casal é de nacionalidades diferentes.
Por enquanto, o maior perdedor será o menino, mas o tempo acabará consertando tudo.

A avó materna, Silvana Bianchi, nas proximidades do Consulado Americano, em foto de André Coelho.
Posted by: cesarbarroso on: December 21, 2009
Trinta milhões de americanos deverão ser beneficiados pela reforma, que parece estar assegurada.
O presidente Barack Obama declarou hoje que “isso fará uma diferença enorme para as famílias, os idosos, para as empresas e para o país em geral”.
Mas ainda faltam duas outras votações, amanhã e depois de amanhã, em que os democratas terão que contar com todos os seus 60 votos. E a votação final, que se espera para a noite de natal, onde maioria simples selará a aprovação final da lei.

A Associação Médica Americana deu hoje o seu apoio à lei.
Posted by: cesarbarroso on: December 14, 2009
Esse é o nível dos políticos. Alguns deles sabem até que o que o Pres. Lula está dizendo é de uma ignorância infantil, mas na resolução dos problemas reais eles estão no mesmo nível.
Quando assisti este vídeo pela primeira vez, preferiria estar tendo um pesadelo. Depois ri às gargalhadas. E os pobres apresentadores da Globo têm que fazer cara séria, se não perdem o emprego.
Posted by: cesarbarroso on: December 7, 2009

Theodore Roosevelt em desenho de Matt Rota.
O autor James Bradley, em artigo no NYT, mostra que as raízes do ataque japonês a Pearl Harbour estão na política externa de Theodore Roosevelt, que 30 anos antes do início do conflito, deu todo o apoio aos japoneses contra os russos, aos quais odiava(e não tinha ainda havido o outubro vermelho).
Roosevelt considerava a Coréia como território japonês, e esses, quando se cansaram de ser usados por americanos e europeus para apoiar suas incursões colonialistas no resto da Ásia, atacaram Pearl Harbour.
Milhões de americanos, japoneses e de outras nacionalidades morreram na Guerra do Pacífico. Isso porque Theodore Roosevelt odiava os russos…
Posted by: cesarbarroso on: December 4, 2009
Nove fotógrafos sairam pelo mundo e constataram que o planesta está mesmo se aquecendo.
E as consequências para os humanos são devastadoras.
As comprovações vêm da Rússia, Brasil, Canadá, Polônia, Leste da África, Groenlância, Índia, Maldivas. Clique aqui para ver as fotos. Depois, clique nos números para ver cada imagem, e nos títulos para ver o próximo grupo de fotos.
Algumas fotos mostram o aumento do nível do oceano, como esta, da capital das Maldivas, Malé. Lá moram 104 mil pessoas.

Malé, capital das Maldivas, está sendo encurralada pelo nível do mar.
Posted by: cesarbarroso on: November 26, 2009

Tareq e Michaele Salahi driblaram a melhor segurança do mundo.
O casal deixou o serviço secreto em maus lençóis, e fez com que reconhecesse que “houve uma falha num ponto de checagem”.
Desconhece-se se o casal chegou perto do presidente e da primeira-dama, ou mesmo dos convidados de honra, o primeiro-ministro da Índia e sra.
Pouco depois do término do evento, Tareq e Michaele Salahi colocaram em seu Facebook sua foto com o Vice-Presidente Joe Biden, com o texto: “Ficamos honrados em comparecer ao banquete de estado na Casa Branca em homenagem à Índia, com o Presidente Obama e a Primeira Dama.”
Deu no New York Times.
Posted by: cesarbarroso on: November 25, 2009
A administração Obama resolveu permanecer na mesma política do Pres. Bush a respeito do assunto.
A decepção é grande entre os grupos de defesa dos direitos humanos.
Os Estados Unidos mandarão um observador para a conferência para o banimento das minas de terra, que se realizará na próxima semana em Cartagena, Colômbia.
Desta forma, está garantida a perda de pernas de muita gente em todas as partes do mundo, principalmente na África.
Obama bem poderia dar as mãos a Bento XVI, que pregou contra a camisinha naquele continente.
Posted by: cesarbarroso on: November 23, 2009
A CNN perguntou aos seus leitores: Você acha que a nova geração de geradores nucleares deveria substituir o carvão?
Responderam que SIM: 81% (77.144 leitores)
Responderam que NÃO: 19% (18.325 leitores).
A poluição provocada pelo carvão mata milhares de pessoas por ano.
Posted by: cesarbarroso on: November 21, 2009
Os democratas precisaram de seus 60 votos, dois deles conseguidos na última hora, para aprovar a condução do projeto da reforma da saúde americana para o debate.

A Sen. Blance Lincoln, do Arkansas, foi o último voto conseguido.
Posted by: cesarbarroso on: November 18, 2009
Alguns países não têm mesmo o direito de viver em paz.
Todo o mundo se mete nos seus assuntos internos, como se aqueles que se metem não tivessem os seus próprios problemas.
Os Estados Unidos estão com uma taxa crescente alarmante de gente com fome, mas não deixa o Afeganistão em paz.
Encontrei-me há pouco com um fotógrafo que visitou repetidas vezes o Afeganistão na década de 70, e que mostra através de suas fotos, como eram felizes os afegãos quando viviam em paz, sem interferência estrangeira.
Joseph Hoyt criou um site com essas imagens, que chama “Imagens de uma Era de Paz”.

Alunos do Corão, 1973.

Dois policiais, 1971.

Tirando uma soneca, 1973.

A criançada, 1971.

Mercador de grãos, 1971.
Essas pessoas perderam o direito à paz que estas fotos mostram.
Para mais fotos, acesse o site de Joseph Hoyt.
Posted by: cesarbarroso on: November 16, 2009
O país continua na liderança mundial, e mesmo vivendo uma recessão terrível, domina os campos da tecnologia da informação, ciências biológicas, nanotecnologia, e todas as indústrias importantes do futuro.
Mas isso é mais referência do passado do que do futuro?, pergunta Fareed Zakaria neste artigo na Newsweek.
Com 5% da população mundial, os Estados Unidos receberam 70% dos Prêmios Nobel, mas essas pessoas têm em média 70 anos. E onde está a juventude que faz as descobertas de hoje, e receberá os prêmios do futuro?
Pesquisas mostram que os Estados Unidos ficam em 39º lugar na melhora de sua capacidade de inovação e competição interna.
Países como Coréia do Sul, Canadá, Suécia, estão mudando suas leis e sistemas para se tornarem mais competitivos.
Os Estados Unidos estão perdendo no ítem recursos humanos. Não estão sendo produzidos os trabalhadores para uma economia baseada no conhecimento. Está se reduzindo a distância entre os Estados Unidos e outros países.
No fim da década de 40 a Europa racionava comida. Não haveria um rival sério para os Estados Unidos por uma geração. Milhares de técnicos de todos os países imigraram para cá. E o governo colocou muitos fundos em pesquisa.
A China gastará 60% do seu GDP em ciência e tecnologia nas próximas décadas. Os europeus vão pelo mesmo caminho.
Em 2006, 5.5% das patentes mundiais de medicamentos são da Índia, e 8,4% da China. Com o fim da Guerra Fria, cairam 40% dos financiamentos a pesquisa & desenvolvimento dentro dos Estados Unidos.
Em energia eólica, a empresa líder na fabricação de turbinas é america, a GE, mas as outras nove do ranking são de outros países. Em energia solar, a situação é parecida. Oitos dos maiores fabricantes de baterias estão no Japão, que detém a melhor tecnologia para baterias de longa duração.
Nos anos 80, 75% dos formados pelo Instituto Indiano de Tecnologia imigravam para cá. Hoje em dia, apenas 10% se dispõem a deixar a Índia.
O Vale do Silício cresceu com base no melhor sistema educacional, o da Califórnia. Em 30 anos o orçamento escolar desse estado foi reduzido de 18% para 10%. A Califórnia constrói prisões, mas não campuses.
Posted by: cesarbarroso on: November 13, 2009
A CNN perguntou: “Quanto você contribuiria para pagar a dívida pública?”
As respostas:
Posted by: cesarbarroso on: November 11, 2009
Um "cara pobre" de camarão.
Quem vai a Nova Orleans tem que experimentar um po´boy(poor-boy), um tipo de sanduíche que foi inventado durante a Grande Depressão.
Este ano, no dia 22 de novembro, haverá um Festival do Po´Boy, com bandas de jazz, conferências e muita bebida, como não poderia deixar de ser numa cidade com raízes francesas e crioulas. Como em toda manifestação cultural humana, há puristas que defendem as receitas originais, e os modernos.
O sanduíche tem um pão especial, inventado por um casal de italianos(os Gendusa) – clique aqui para uma série de fotos – cujos descendentes mantêm o forno aceso. Tem po´boy de muita coisa: roast-beef, batata frita, camarão empanado, ostras fritas, patê, carne de porco, etc. e etc.

O po-boy às vezes me lembra o “X-tudo” das lanchonetes e carrocinhas brasileiras.
O nome tem origem numa greve de motorneiros de bondes, em 1929, em que um Sr. Martini, dono de uma lanchonete, que já havia sido motorneiro, alimentava de graça seus ex-colegas com sanduíches: “Lá vem outro cara pobre”, diziam seus filhos.
Clique aqui para a história completa do New York Times.
O brasileiro que vai a Nova Orleans terá a oportunidade de conhecer uma cozinha rica e variada. O Leia Junto teve um artigo sobre o “gumbo” que recomendo a quem ainda não leu, com 18 comentários interessantes, inclusive uma polêmica.

Um descendente dos Gendusa faz o pão.
Posted by: cesarbarroso on: November 9, 2009
A primeira vez que fui à Europa, em 1960, foi numa excursão com a Polvani. Eu estava com 22 para 23 anos e a família só permitiu a viagem numa excursão… e como eu queria ir à Europa mais do que qualquer coisa outra coisa na vida, topei.
Acho que já contei isso aqui e prometo que não vou repetir a história. É só um detalhe.
Quase todos meus companheiros de viagem eram argentinos de Rosário, pelo menos 90% do grupo.
Desembarcamos do Giulio Cesare em Napoli, depois de escalas em Recife, Las Palmas, Barcelona, Genova. Dali, fomos subindo a Itália, depois Áustria, Suiça alemã, Alemanha Ocidental, Holanda, Bélgica, França e, finalmente, Espanha. Quando Mirella, a guia italiana que nos acompanhou toda a viagem, avisou que pegássemos os passaportes pois já entráramos em território espanhol e…
… nem pode acabar de falar: o ônibus explodiu em palmas! Alguns até choraram de emoção! Não é exagero: eles ficaram muito emocionados, choravam e se abraçavam e se congratulavam por estar “en España”!
Eram filhos de espanhóis? Não! Creio que netos eram poucos, mas eram descendentes da Espanha e falavam espanhol e estavam na terra de seus antepassados… Estavam na Pátria-Mãe!
Fiquei envergonhada: passeara pela Itália, me emocionara com muita coisa linda naquele país, mas nem por um instante tive a mesma emoção daqueles argentinos ao entrar na Espanha.

Não resisti: quando se acalmaram, perguntei aos mais próximos porque Barcelona não despertara o mesmo entusiasmo. “Nena (eu era a nena do grupo), ali ainda não estávamos na Espanha, estávamos no navio, íamos dormir no navio, era uma escala. A Espanha começa aqui, em San Sebastián!”. Calei, mesmo porque entraram 2 oficiais com aqueles chapéus de verniz da Guardia Civil (figuras para sempre associadas em minha alma à morte de Lorca) e eles explodiram em palmas novamente…
Esses senhores vinham buscar primeiro as famílias, depois os casais, depois os turistas solteiros. E lá fiquei eu para o fim, com 2 alfaiates donos da maior loja de ternos de Rosário, e uma senhora de Buenos Aires, viúva que ia visitar a filha que servia na embaixada argentina em Madrid. Nem me passou pela cabeça qualquer problema. Afinal, passaporte em dia, os vistos todos que a Espanha franquista exigia (um exagero, praticamente um cartão para cada grande cidade espanhola), só achei chata a demora, mas éramos muitos, ia demorar.
Até que chegou minha vez, minha e da tal senhora. Descemos do ônibus, fomos encaminhadas a uma sala que dava para duas saletinhas. Um senhor muito distinto se encarregou da senhora e a levou para uma das salinhas; um outro olhou meu passaporte, os vistos, um terceiro destacou o papelzinho relativo ao País Basco e abriu uma porta e disse: “Pase, señorita”.
E a señorita passou e foi recepcionada pelos amigos do ônibus com grandes abraços, sorrisos e Bueno! Bueno! E foi então que percebi que aquela boa gente, apesar das palmas e da emoção por estar em solo espanhol, sabia muito bem que Espanha era aquela…
Mas que ninguém me interprete mal: era então, como é hoje, dos países mais bonitos e interessantes do mundo. Com cidades deslumbrantes! História por toda a parte. É um país sensacional.
Perdão pelo prosaismo: e é onde a laranja, e volto ao querido Lorca, é a melhor laranja do mundo!

El Balcón
Si muero
Dejad el balcón abierto
El niño come naranjas
(Desde mi balcón lo veo)
El segador siega el trigo
(Desde mi balcón lo siento)
Si muero
Dejad el balcón abierto
Federico García Lorca
Posted by: cesarbarroso on: November 8, 2009
A votação aconteceu no final da noite de hoje.
A contagem foi de 220 a 115, sendo que apenas um republicano votou a favor do projeto, e 39 democratas votaram contra.
É incerto o futuro do projeto no Senado, segundo este artigo com vídeo da CNN.
Posted by: cesarbarroso on: November 6, 2009

A Kombi está novinha em folha.
O veículo estava no porto de Los Angeles dentro de um container destinado à Holanda.
Os inspetores da alfândega encontraram em seus computadores que a Kombi, fabricada em 1965, havia sido roubada em 1974 de uma mulher no estado de Washington.
A Kombi estava sendo exportada com muitas outras por uma empresa do Arizona especializada em restauração de Kombis. A polícia acha que a empresa foi vítima dos ladrões, ou de alguém que deles a comprou.
A Kombi, agora valendo US$25 mil, vai ser entregua à seguradora Allstate, que pagara na ocasião do roubo US$2.500,00 à sua dona, segundo o Los Angeles Times.
A polícia está procurando a dona original para lhe dar a… má notícia.
Posted by: cesarbarroso on: November 5, 2009
Durante a campanha o presidente Obama falava da “forte urgência do presente”, mas agora pede calma, segundo este artigo de Candy Crowley para a CNN, e o vídeo acima.
“O caminho será longo, a subida íngreme, e talvez não cheguemos em um ano e nem em um mandato”, diz o presidente.
Um ano quase já passou.
A lista incompleta inclui reforma migratória, regulamentação dos mercados financeiros, e uma reforma energética radical…
Alguns empreendimentos estão em andamento: a retirada de tropas do Iraque deverá se competar em 2010, com um atraso considerável. O fechamento da prisão de Guantánamo também avança com atraso.
A reforma do seguro saúde progride contra a vontade da oposição, que se encontra também em seu partido, mas dois ítens aos quais o presidente se opunha durante a campanha deverão estar na lei: seguro obrigatório, e multa para quem não tiver o seguro.
O site Politifact.com enumera mais de 500 promessas do presidente durante a campanha, a maioria qualificada como “inativa”.
As eleições desta semana mostram certa insatisfação com o partido presidencial. O que será nas eleições de 2010?
Posted by: cesarbarroso on: November 1, 2009

Heitor Villa-Lobos.
Se você mora em Miami, coloque em sua agenda o concerto de 20 de novembro no Adrienne Arsht Center, com obras de Villa-Lobos.
Parte da arrecadação reverterá para a compra de instrumentos musicais para o projeto baiano Neojibá, que tira crianças pobres das ruas e favelas e coloca-os numa orquestra. Aqui o blog do Neojibá.
Por isso tudo, pela beleza de todo o projeto, da música, da Sinfônica de Miami, dos artistas brasileiros, pianista, maestro, soprano e do compositor brasileiro Villa-Lobos, faça a sua reserva e prestigie.
O concerto será regido pelo maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico da Orquestra Filarmônica do Amazonas, e no programa estão o poema sinfônico “Floresta Amazônica”, as amadas “Bachianas Brasileiras No. 5″, com a soprano Edna D´Oliveira, e “Mômo Precoce”, com a pianista Simone Leitão(fundadora e diretora artística do Brazilian Classical Series). O diretor executivo do projeto é o jovem maestro brasileiro Frederico Gouveia.
Clique aqui para comprar o seu ingresso.
“Nada é suficente para reverenciar a memória de Villa-Lobos. Ele não foi apenas um grande compositor, mas um grande brasileiro. Sua obra reflete e preserva para sempre a feliz combinação de elementos folclóricos e processos convencionais internacionais de composição, o que dignifica seu país e sua arte,”
- Leonard Bernstein
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